segunda-feira, 14 de abril de 2014

Placebo em novamente no Brasil




Uma banda nada inofensiva 


Estação de metrô South Kensington, Londres, 1994. 
Coisas do destino: a banda Placebo, foi concebida quando Brian Molko (guitarrista) e cantor e Stefan Olsdal (baixista), antigos colegas de escola em Luxemburgo - que nem se falavam direito durante o curso - estavam esperando o mesmo trem. 
Brian estava saindo de uma aula de teatro, Stefan ia apenas de um lugar para outro. Os dois foram tomar uma cerveja, se tornaram amigos e encontraram uma paixão comum: a musica e decidiram formar um grupo, inicialmente conhecido como Ashtray Heart . 
No início, os bateristas Steve Hewitt e Robert Schultzberg se revezavam no palco. Hewitt era o preferido, mas como tinha compromissos com outra banda (Breed), Schultzberg, amigo de infância de Stefan, ficou com o lugar. 
Mas por pouco tempo.Em 1996, como os “demônios pessoais” do trio eram meio incontroláveis, Hewitt voltou para a bateria. Após uma reflexão, os 3 componentes mudaram o nome do grupo para Placebo, palavra latina que significa “ficarei bem” e em medicina, a substância inofensiva usada para induzir o paciente a uma sensação de melhora. Quando, depois de muito trabalho, a notoriedade chegou, a propalada diversidade sexual de seus membros atraiu as atenções. Conta a lenda que Brian Molko passou certo sufoco ao ser confundido com uma prostituta, no país em que isso ainda é crime. Stefan Olsdal é gay, Steve Hewitt é hetero e Brian Molko se assume como bi. 
Carreira 
Em 1996, sai o primeiro álbum com “Come home”, “Teenage Angst” e “36 degrees”. A crítica especializada logo percebeu o talento do grupo e os comparou ao Nirvana, David Bowie ei Iggy Pop. Brian foi identificado como alguém que “encarnava o rock duro e torturado”. 
Convidados para a festa dos 50 anos de Bowie no Madison Square Garden, tocaram "20th Century Boy" com a participação do aniversariante. 1998 foi um ano promissor : a mesma "20th Century Boy" fez parte da trilha musical de Velvet Goldmine (mesmo título no Brasil) e foi lançado “Whithout You I'm Nothing”. E a música título foi gravada em dueto por Bowie e Molko. Sucesso total do álbum que recebeu discos de ouro em vários países. Placebo conseguiu impor seu estilo com um rock cheio de melancolia.
Em outubro de 2000, saiu o terceiro album "Black Market Music", que continha "Special K”.
Em 2003 foi a vez de "Sleeping with ghost", um trabalho mais pro experimental com influência da música eletrônica com "Protect me from what I want " e "Bitter end", música de trabalho do álbum, que Brian Molko, de origem belga, canta também em francês. Em 2006, na hora de apresentar ao público e à critica "Meds” e o single "Song to say good bye, o grupo descobre, assombrado, que os temas estavam na internet dois meses antes do lançamento.
Dez anos de sucesso
 
Os dez anos de sucesso foram comemorados com a reedição do primeiro álbum, que continha também um DVD com vídeos inéditos. Durante o verão europeu os produtores seguiram o grupo nos bastidores e concertos nos festivais_Rock-a-Field (Luxemburgo), Werchter Festival (Bélgica), Tin The Park (Escócia), Oxygen (Irlanda) e Benicàssim (Espanha) 
Daí surgiu uma emissão televisiva, pela cadeia européias ARTE, que foi ao ar em 28/9/06.
A critica especializada inglesa não digere a personalidade do líder da banda, Brian Molko e faz-lhe ácidas críticas.Mas, em se tratando de reconhecimento público na Inglaterra, no resto da Europa ,nos países francofônicos e no resto do mundo o sucesso é continuo.
A banda fez uma pequena turnê sul-americana em 2005, tocou no Live 8 no Palácio de Versalhes e toda bilheteria da turnê inglesa de 2006 se esgotou num único final de semana.
Proteja-me do que quero
Entre as mais de 200 letras do Placebo, uma das mais impactantes é “ “Protect me from what I want” (proteja-me do que quero).
A artista plástica norte-americana Jenny Holzer deu este título à sua exposição, que esteve no Brasil em 1999.Foi um projeto pioneiro que transportou o universo literário para o das artes plásticas.Ajudando a subverter a percepção, utilizando a frase da canção triste do Placebo projetada em néon azul, juntamente com outros truísmos.

******************
*************************************

domingo, 23 de março de 2014

Alberta Hunter



                       1895-1984     Diva do Blues e do Jazz 


Cantora,letrista, atriz e enfermeira esteve entre os mais destacados artistas dos anos 1920/1930 ,com  uma surpreendente retomada na carreira no final da vida  

**

Alberta Hunter nasceu em 1º de abril de 1895 em  Memphis, Tennessee e ali viveu até os 15 anos quando saiu de casa para se fixar em Chicago.

Mentindo sobre a idade, logo se tornou importante referência como cantora trabalhando com a Creole Jazz Band de King Oliver.

A mistura de talento e presença cênica marcante fez de Alberta uma das maiores atrações da cidade nos anos 1910/20,cantando o que hoje a gente chamaria de "música de fossa", incluindo agumas composiçoes pessoais como  "Down Hearted Blues."


Começou a gravar em 1921-mais de uma centena de discos-e usando pseudônimos quando trabalhavaa para selos rivais.  


Grandes sucessos desta época foram   "'Taint Nobody's Business If I Do" e "Aggravatin' Papa."

Traumatizada pelos abusos  que sofreu na infância,preferia manter certa distância de homens,principalmente daqueles que tentavam controlar e manipular.

Começaram a surgir rumores a respeito de sua sexualidade.


Em 1919,para "calar a boca" dos maledicentes,Alberta casou com Willard Townsend. Morando na casa da mãe,Miss Laura, dormia com ela e Willard  ocupava outro quarto.
Este arranjo, no entranto,não deu certo e,meses depois, houve a separação e o divórcio em 1923.


Durante a Lei Seca, a homossexualidade era, se não aceita, tolerada,mas se Alberta nunca expôs seu lesbianismo  também nunca escondeu suas preferências .
Teve um longo relacionamento com  Lottie Tyler.Moraram juntas num apartmento em Nova York e viajaram pela Europa.


Terminado o affair,manteve alguns namoros com homens e outras mulheres,mas nada de sério.Durante anos, focalizou o carinho e as atenções na mãe.
Infeliz no amor e muita sorte na carreira, que floresceu até a década de 1940, com mais gravações e turnês pelos Estados Unidos no circuito negro do vaudeville e nas apresentações no T.O.B.A. (Theater Owner's Booking Association).


Durante a Segunda Guerra Mundial liderou várias turnês para entreter tropas americanas. Participou da grande festa da vitória na Casa Branca,onde cantou para o Presidente Eisenhower. 


Como muitos artistas afro-americanos,Alberta trabalhava muito em cidades na Europa,onde o racismo era menos cruel- Londres, Paris, Amsterdam e Copenhagen,por exemplo. 

****

 Nos anos 1950,as coisas mudaram e, sempre racional e pragmática,tratou de procurar nova atividade: subtraiu doze anos na carteira de identidade e iniciou um treinamento na área de enfermagem.


Aceita num hospital de Nova York,lá trabalhou cerca de vinte anos.Ninguém jamais suspeitou que uma Diva do blues e do jazz agora de dedicava aos doentes.

Em 1961,discretíssima, regravou sua composição  "Down Hearted Blues," acompanhada pelo pianista Lovie Austin, que compôs a melodia.

Naquele mesmo ano, retomou a carreira musical com o timbre de  voz mais profundo.

Em 1977,foi aposentada compulsoriamnete no  hospital em que trabalhava porque, supostamente, havia completado 70 anos (na verdade,oitenta e dois).

Naquele mesmo ano, retomou a carreira musical com o timbre de  voz mais profundo. 


 Hunter se apresentou com regularidade no The Cookery em Greenwich Village e foi um sucesso com o público no mundo inteiro.
Uma pequena mulher  frágil ,usando grandes brincos, tornou-se atração dos circuitos de talk-shows  contando sua trajetória, sempre cheia de energia  

Durante os últimos seis anos de  vida,  gravou dois álbuns novos e supervisionou o relançamento de seu material antigo .
Morreu em 17 de outubro de 1984, aos 89 anos.

********************************** 

 

Alberta Hunter num concerto em Berlim -1982

"Georgia on my mind" e "Wien nür Du"

 www.youtube.com/watch?v=7D6nRlpGGcM








terça-feira, 11 de março de 2014

Rick Martin grava clipe para a Copa no Rio


 

 
   
Uma compilação da matéria de Lívia Torres para o site G1
 
Ontem,em entrevista,Rick Martin lamentou ter perdido o carnaval.Trabalhando na Austrália,   Dubai e,por último, Espanha perdeu a grande festa,mas estará aqui no ano que vem.
Antes disso, gravará  a partir desta terça (11) o clipe da canção “Vida”, composta por Elijah King, vencedor do SuperSong —um  concurso realizado pela Sony Music em parceira com a Fifa. 
Ao todo, 1,6 mil composições foram recebidas por músicos e fãs do futebol de 29 países. 
Ricky Martin está no Rio de Janeiro para gravação de clipe para Copa do Mundo (Foto: Divulgação / Sony Music)
(Foto :divulgação Sony Music)
Ricky  percorrerá as praias do Rio e vai usar um estádio como cenário para gravar o clip durante dois dias de " muito sol, muita praia e muita música"   E acrescentou
“Eu gosto de falar com o chiado carioca. Eu cheguei ao Brasil em 1984 pela primeira vez e posso dizer que eu morei aqui na época dos Menudos. Conheci a cultura, o povo e cidades que muito brasileiro não conhece. É uma experiência que levo comigo e minha música foi muito influenciada pelo som brasileiro. Sempre terei um enorme agradecimento a essa cultura por tudo o que aconteceu na minha vida por conta dos ritmos brasileiros.”

*********************

quinta-feira, 6 de março de 2014

Liberace, lamês ,candelabros e paetês


 


Michael Douglas e Matt Demon em filme sobre a vida do ícone kitsch




O eclético diretor e produtor americano Steven Soderbergh - Palma de Ouro em Cannes por “Sexo Mentiras e Videotapes” e indicado ao Oscar de melhor diretor em 2001 por “Traffic” , adaptou para o cinema a vida do pianista Liberace, com Michael Douglas no papel principal.
Matt Damon  vive Scott Thorson que, em 1982, processou o artista e pediu indenização pelos cinco anos de vida em comum.

Thorson fez dezenas de cirurgias plásticas para se tornar assim tipo um sósia de Liberace, louro e décadas mais novo.


Marqueteiro de si mesmo

Conhecido pelas extravagâncias, Wladziu (ou Walter) Liberace ainda figura no Guinness como o pianista mais bem pago do mundo. Showman e Rei do Piano mixava clássicos com jazz e bossa nova.

Grande marqueteiro de sua própria imagem, tinha cinco mansões decoradas com esbanjamento de dourados, cada uma mais cafona que a outra. Closets enormes abrigavam centenas de roupas de palco simplesmente inacreditáveis.

Roupas extravagantes, ostentavam sua riqueza. Nos tempos em que a ecologia não tinha sido “inventada” usava mantas de mink, de vison sobre roupas de lame com paetês em todas as cores, purpurina, jóias pesadas, colares imensos. Fazia questão de informar quantas peles de animais haviam sido usadas em cada modelo.

Nascido em West Allis, Wisconsin em 1919, Walter/Wladziu Valentino Liberace era um dos 3 filhos de um casal muito musical.

O pai italiano, Salvatore, era trompetista e tocava na banda do conhecido John Phillip Sousa e a mãe, polonesa, era pianista. Os irmãos George e Angie também eram dotados para as artes.

Tudo parecia levar Liberace ao caminho da música clássica, quando o pianista polonês Ignace Paderewski visitou a família. Impressionado com tanto talento e brilho, indicou Walter para uma bolsa de estudos no Wiscosin Conservatory of Music, mas ele continuou a receber aulas particulares.

Foi Florence Bettray Kelly, do staff de Paderewski que cuidou da carreira clássica de Liberace dos 14 aos 20 anos, quando tornou-se solista da Orquestra Sinfônica de Chicago.

Em 1940, passou a tocar no Salão Persa do Plaza Hotel de Nova York e, sete anos depois - ainda orientado pela equipe de Paderewsk - voltou aos palcos mas já com sua marca pessoal: um piano de cauda decorado com candelabros e sem os dois prenomes. Apenas Liberace.

Em 1950, atuou no filme "South Sea Sinner," com Shelley Winters.

Uma noite, quando se apresentava no San Diego Del Coronado Hotel, estava na platéia um produtor de TV, Don Fedderson, que percebeu o potencial comercial de Liberace e o levou para participar de um programa onde cobriria a ausência do acompanhante de Dinah Shore.

Ícone Kitsch

A audiência cresceu de tal forma que o programa rendeu-lhe dois prêmios Emmy.
A carreira na TV deslanchou e Liberace ganhou espaço para ter seu próprio programa, exibido para uma cadeia de 217 emissoras e retransmitido para 20 países. A grande empatia com os fãs e o desembaraço com que se comunicava o tornaram o primeiro ídolo mediático. Processou jornais e revistas que insinuavam sua homossexualidade.

Em 1953, fez temporadas com casas lotadas no Carnegie Hall e Madison Square Garden, superando recordes de público também no Hollywood Bowln e no Chicago's Soldiers Field. Audiências de mais de cem mil pessoas nos tempos pré-pré-pré-pré-pré globalização eram consideradas milagrosas.

Em 1955, atuou no filme "Sincerely Yours". Colecionava pianos e, consta, comprou um que pertenceu a Chopin.

Voltando ao seu fiel público televisivo em 1960, fez várias series de shows na cadeia ABC e, oito anos depois, trabalhou na Inglaterra e na Austrália, onde se tornou um ídolo. Escreveu um livro sobre culinária, que teve sete edições. Em 1976, a Editora Grosset & Dunlap publicou sua autobiografia.

Quatro vezes, de 1976 a 1979, foi escolhido tecladista do ano pelo respeitado Contemporary Keyboard Magazine.

Liberace voltou à televisão em 1978 com seu show especial para a CBS, relançado em 1979.



Fundação e Museu

Em 1976, Liberace inaugurou a organização sem fins lucrativos “Liberace Foundation for the Performing and Creative Arts” , em Las Vegas, que oferece bolsas de estudo e cursos de especialização para jovens talentos garimpados em high schools e universidades dos Estados Unidos. Também cuida dos licenciamentos envolvendo a figura do artista e, no seu site, vende produtos personalizados, como os tênis em forma de teclados, bolsas, carteiras de notas, replicas das roupas e jóias do pianista, coleção de CDs, vídeos e DVDs e…….candelabros de todas as formas e tamanhos.


Thorson x Liberace: a baixaria

Scott Thorson (1958) teve um relacionamento com Liberace por cinco anos. Depois de receber presentes caríssimos, foi embora em 1982 e pediu uma indenização de 113 milhões de dólares, alegando que era motorista, guarda costas, confidente e se submeteu a várias cirurgias plásticas para ficar uma versão loura e uns 30 anos mais nova do ídolo.

Perdido o processo, Thorson se contentou com um acordo de “apenas” 96 mil dólares, alguns carros e dois cãezinhos de estimação. Mais tarde,veio a baixaria final: Scott escreveu um livro horroroso, contando detalhes particulares do relacionamento.

Liberace faleceu em 4 de fevereiro de 1987.

***************

O astro comemora 39 anos de carreira interpretando George Gershwin 


segunda-feira, 3 de março de 2014

Clube de Compras Dallas- Um feeling de "mea culpa"

          • Parece que vão se dissipando lentamente,mas com constância, os ares de preconceito na capital do cinema e nunca na história daquele país estiveram concorrendo tantos filmes baseados em histórias verídicas.

          • Ontem,dia 2/3, a Academia de Artes de Hollywod num momento de  sensibilidade deu a Clube de Compras de Dallas os prêmios de melhor ator para Matthew McConaughey e melhor ator coadjuvante para Jared Leto,que vive um travesti contaminado pelo HIV.

          • O filme denuncia a manipulação da indústria farmacêutica com cumplicidade vergonhosa do governo americano no início da epidemia de AIDS, quando os doentes morriam da cura (meio da década de 80-princípio de 90)
          •  Tantos queridos se foram num cenário em que ,literalmente, morriam da cura.

          • Dirigido por Jean Marc Vallée,é baseado na história real do eletricista texano   Ron Woodroof 
          • Diagnosticado com o vírus da AIDS em 1985 e com prognóstico de um mês de vida,Woodroof se revolta e  entra em uma batalha contra a indústria farmacêutica e seus próprios médicos e passa a contrabandear drogas ilegais do México para concluir o tratamento. 
          • Matthew Mc Conaughey perdeu mais de 20 quilos e Jared  Leto perdeu 18.Ambos mergulharam  em dietas radicais para maior realismo em seus papéis.. 
          •  
        • ***************
          •  
         Há 21 anos Filadélfia , escrito por Ron Nyswaner  e dirigido por Jonathan Demme deu a Tom Hanks o Oscar de melhor ator (1993) .
        Foi um dos primeiros filmes de Hollywood com tema explícito de  HIV/AIDS, homossexualidade e homofobia.  
        O filme conta a história de Andrew Beckett, um advogado  gay  que trabalha para uma importante empresa em Filadélfia.  
        Quando fica impossível esconder  seu estado dos colegas de trabalho  é demitido. 
        Beckett contrata então Joe Miller, um advogado homofóbico para levar seu caso até o tribunal.
        ************
      -  

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Arcangelo Corelli e o Barroco



Um dos mais  admirados artistas e compositores do século 17  


"La Folia", interpretada por Nathan Milstein
http://youtu.be/pGET78mPMCA



17 de fevereiro de 1653 Fusignano,Itália Itália
8 de janeiro de 1713,  Roma,Itália
                                                       Corelli em tela de Jan Frans Douven.


Traduzi e adaptei o texto seguinte, original de KIERON DEVLIN





Arcangelo Corelli , nascido em 1653 em Fusignano , uma vila italiana entre Ravenna e Bolonha, foi um dos mais admirados compositores e intérpretes do século XVII.
Sua música permanece devido ao  refinado senso de equilíbrio   e tonalidade moderna.
Alguns trabalhos são considerados  modelos de perfeição, embora rigidamente formais e simples na suas concepções
Ele consegue efeitos magníficos com uma economia surpreendente de meios, usando intrigantes progressões seqüenciais e figurações descendentes graves que são típicas dos lamentos das óperas, mas perfeitas  para obras de câmara
  .
Depois de Corelli , a distinção entre musica da chiesa ( música da igreja ) e musica da câmera  ficou cada vez mais menor.
Seus trios, sonatas e concertos grossi (1714) foram amplamente imitados em toda a Europa .
Famoso não só como compositor,  foi considerado como o mais importante violinista daquele tempo.
Também era admirado por suas habilidades como professor de música .

 *****

A vida pessoal de Corelli tem sido objeto de muita especulação.
A maioria dos estudiosos agora acreditam que ele tenha sido discretamente homossexual.

O caminho  de Corelli para a fama foi meteórico , ajudado pelo fato de que a publicação de música começou a proliferar no início do século XVIII.

Sua ascensão também foi estimulada por seus patronos influentes e o  patrocínio das pessoas mais influentes no momento em que Roma se tornou um centro florescente da música na Europa  : Rainha Cristina da Suécia , o riquíssimo cardeal Pamphili , e o  Cardeal Ottoboni , sobrinho do Papa Alexandre VIII.  
  Corelli levou uma vida disciplinada e tranquila , compondo dentro das paredes da casa do cardeal Pamphili , onde ele compartilhou quartos com colegas músicos Carlo Cignani e Carlo Marat .

Ele continuou esse tipo de vida, quando depois de 1690 passou a morar  na vila do cardeal Ottoboni , La Cancelleria , que tinha a atmosfera  academia exclusiva para artistas masculinos talentosos .


Matteo


Enquanto morava na Vila Pamphili , Corelli se  ligou a outro dos colaborador do cardeal , o segundo violinista Matteo Fornari , que conheceu em 1682  e juntos permanaceram durante vinte anos. Fornari supervisionou a publicação do concerto Opus VI  após a morte do companheiro.



Foi admitido na Academia em Roma em 1706 . Dois anos depois, ele se aposentou da vida pública.

Morreu em 1713,rico e muito respeitado . Foi enterrado no Panteão , ao lado do pintor Rafael .

O legado e influência musical de Corelli se estendem até as grandes figuras  do Barroco: Handel, Bach, Telemann , Couperin e compositor inglês John Ravenscroft .


***********************************

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Rick Martin no Brasil em março

"O cantor Ricky Martin está com data marcada para desembarcar no Brasil. O porto-riquenho virá ao país em março para gravar o clipe da música “Vida”, a grande vencedora do concurso SuperSpong, realizado pela Sony Music em parceria com a FIFA. A faixa entrará no álbum oficial daCopa do Mundo."

(fonte Portal Popline)


 Foto:Ricky Martin interpreta Che Guevara no musical 'Evita', em Nova York.   março 2012). 
 )





Cantor quebra correntes com música e alma



Seis anos depois de se apresentar pela última vez no Brasil, Ricky Martin voltou, no final de agosto de 2011, com a turnê MAS (Música + Alma + Sexo), iniciando os shows no Rio, São Paulo e Porto Alegre com um vídeo onde tenta se livrar de correntes - símbolo de seu passado enigmático.


Gatíssimo como sempre, Rick agora ficou mais leve, livre da dissimulação e dos segredos que carregou por tanto tempo: assumiu, via Twitter, a homossexualidade e é pai de dois meninos Valentino e Matteo, nascidos em 2008 e gerados numa barriga de aluguel.

**************

Alan Turing e a maçã envenenada. .

   Texto postado nos meus dois blogs , em homenagem à Parada Gay de São Paulo, hoje dia 7 de junho . Estive presente na 1a , aqui no Rio,aco...