terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

LEIGH BOWERY

 

  





Artista e performer que virou ícone da moda, das artes e do comportamento pós-punk





*****************
Como se fosse um origami, Leigh Bowery deformava, esticava ou dobrava partes de seu corpo buscando formas novas e inusitadas, com o objetivo de questionar idéias pré-concebidas.

O corpo flácido passou a ser inspiração para bailarinos, coreógrafos e pintores. Os visuais distorcidos desafiavam o culto à boa imagem do corpo e ao jeito certo de vestir.
Suas atitudes eram sempre o contrário do esperado. Ora aparecia vestindo asas de anjo, ora deixando escorrer cera derretida de velas na cabeça raspada ou, simplesmente, deslizando nu pelo chão. À medida em que a barriga crescia, passava a ocupar maior destaque, como protagnista, em vestidos e expressões corporais.


Leigh Bowery se destacava em meio a nomes poderosos de seus amigos “clubbers” como Vivienne Westwood, Jean Paul Gaultier, John Galliano, Pierre et Gilles, Boy George, Marc Almond, Princess Julia, Rachel Auburn, Nick Knight e muitas outras figuras relevantes da arte contemporânea .
Nasceu em Sunshine, Australia, em 26 de Março de 1961 e depois de passar por diversas escolas, inclusive de Música, matriculou-se no Royal Melbourne Institut of Tecnology, onde se especializou em Design. Presença marcante dos anos 80, designer de moda, ”locomotiva” da noite londrina, proprietário do clube Taboo, artista performático e cantor, criador da banda punk-retrô Minty, modelo do pintor Lucien Freud, Bowery tornou-se uma figura mítica.


Inspirado em uma retórica da decadência e usando o próprio corpo como tela, Leigh parece ter sido uma réplica viva da frase de Oscar Wilde: “fazer de sua vida uma obra de arte”.



Sintonizado com o seu tempo
Atento a qualquer novidade, acompanhava pela mídia o surgimento do movimento punk em Nova York, quando - na casa noturna CBGB - eram acolhidos grupos alternativos como o MC5, o Velvet Underground e o Stooges.
E estava sintonizado com o que acontecia na Inglaterra no início dos 80: uma situação de muita injustiça social com jovens perambulando pelas ruas, sem esperança e sem emprego.


Foi nesse contexto que o punk, antes apenas uma tendência musical, acabou se transformando num movimento de protesto contra a hipocrisia da sociedade e o conservadorismo representado pelas figuras da rainha e da família real.


Em outubro de 1980, mudou-se para Londres para trabalhar como designer de moda. O começo não foi muito glamuroso: seu primeiro emprego foi como caixa da Burger King.











A biógrafa Sue Tilley conta que ele percebeu que estava na hora de pedir demissão quando foi promovido a gerente da loja.
Em 1983, depois de voltar de Nova York - onde participou de uma série de desfiles de que promoviam a moda inglesa - começou a se concentrar em sua própria figura vestindo seus próprios modelo e tendo como palco os clubes noturnos de Londres.
Num desses locais “quentes” conheceu Tony Gordon que, em janeiro de 1984, o convidou para abrir em sociedade, a casa noturna “Taboo”, na Leicester Square.

Proibido proibir
“Taboo é um reflexo de minha moda e de minhas atitudes e deve ser um lugar onde as pessoas se sintam livres, onde podem ser qualquer coisa, com qualquer identidade. Abri o Taboo para me divertir e exprimir minha criatividade”, declarou Bowery numa entrevista.
E assim foi. O clube se tornou famoso pela audácia de seus propósitos e seu dono a figura mais excêntrica e mais polêmica da cena noturna londrina.
Suas produções invertiam os parâmetros de referência do “new romantic” e propunham uma nova estética
para o punk, usando elementos da arte oriental e da optical art dos anos sessenta.
A variedade dos modelos, um diferente a cada noite (alguns contendo elementos do fetiche, hard core e sadomasoquismo) transformou sua presença numa espécie de performance ambulante.



“A Arte Moderna viva”
Interessado na figura não-conformista de Bowery, o enfant terrible do mundo da dança, o bailarino e coreógrafo britânico Michael Clark, o convidou a colaborar como intérprete e responsável pelo vestuário nas montagens de seus ballets de 1984.
Este encontro resultou num longo e produtivo relacionamento. Bowery acabou não só desenhando, mas atuando em muitas dos espetáculos de Clark.

Nestes momento de explosão de criatividade, 

Leigh se apresentava com visuais cada vez mais chocantes: mulher pesando centenas de quilos, perucas em forma de vagina, bocas falsas costuradas no rosto.
Prestigiadas galerias, como a de Anthony D’Offay, e centros de Arte Contemporânea como a Serpentine Gallery de Londres foram palco de suas concorridas perfomances, que também aconteciam nas ruas e nos museus.
Na D’Offay exibiu a lendária imagem do rosto pintado de azul, como o Deus Krishna. Sua imagem foi capturada por fotógrafos célebres como Annie Leibovitz e Nick Knight.
Adquiriu ainda mais fama e notoriedade ao posar como modelo para o genial pintor Lucien Freud.
John Galliano, fã assumido, utilizava visual Bowery em muitos espetáculos (e viria a inspirar sua coleção Verão/2003).
Em 1988, descobriu que estava soropositivo, segredo guardado a sete chaves. Continuou a trabalhar normalmente. Em 1993, criou a banda Minty, formada por artistas do underground americano que mostrava seu trabalho em festivais e em galerias de arte.
Embora nunca houvesse escondido sua homossexualidade, seis meses antes de morrer se casou com Nicola Bateman, amiga de toda a vida, namorada e colaboradora. Morreu, em consequência de uma menigite em 31 de Dezembro de 1994.


Bowery no cinema


Bowery conheceu John Maybury e Cerith Van Evans nos anos do Taboo e logo começou a aparecer nos filmes da dupla. Participou também de uma mostra de Arte Alternativa em Piccadilly Circus. Expôs seu corpo gordo e voluptuoso na Tate Gallery.

A arte de Bowery foi comparada à estética cinematográfica dos anos 70 (como em “Laranja Mecânica” de Stanley Kubrick). O documentário “The Legend Of Leigh Bowery”, de Charles Atlas, vem acompanhado de um pequeno portfólio em vídeo e uma pequena biografia.



Musical na Broadway

A chama do talento de Bowery continua brilhando. O musical da Broadway “Taboo!”,foi baseado na história do clube que mudou a história da música e das artes plásticas. Boy George e Julian Clary, com acesso direto ao espólio do artista, se revezaram no papel de Bowery usando um grande número de vestimentas e acessórios produzidos especialmente para as performances.

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Carnaval carioca. Os clóvis

  



********

O então (e atual)  Prefeito Eduardo Paes assinou decreto que declara como "patrimônio cultural carioca" os grupos de clóvis (ou bate bolas) dos subúrbios do Rio.
O decreto saiu no dia 17 de fevereiro de 2012, no Diário Oficial
*******************************


 Qualquer carioca na faixa etária a partir dos 60 , em algum momento de seus verões infantis,se apavorou com um “clóvis”.
Era durante o carnaval que o “bicho papão”,tão invocado na hora das punições e castigos, aparecia ao vivo e a cores.
 

Normalmente no final da tarde,porque o calor de fevereiro e o peso da fantasia não eram ( o calor continua sendo terrível) não eram de brincadeira:para ser um “clóvis”, o folião tinha -e tem que ter- uma saúde de ferro.
O nome desses personagens do carnaval carioca(`as vezes chamados de “bate-bola”)é uma corruptela de clown -palhaço,em inglês.


Com seus amplos macacões coloridos,usando perucas com franjas, vestidos de caveira,morcego,palhaço e nêga-maluca, sempre andavam em grupo.
As máscaras,importadas da Alemanha,feitas de malha e entretela,por serem muito quentes foram substituídas por outras,transparentes,produzidas com as meias de nylon das senhoras das família.
O orifício no lugar da boca era preenchido com uma chupeta ou um apito. 
Para assustar criancinhas,traziam uma bexiga amarrada a uma vara.
O som da bexiga arranhando o asfalto escaldante era de arrepiar os cabelos.

Oriundos de Santa Cruz,um município da Zona Oeste do Rio de Janeiro,e logo espalhados por toda a cidade,os “clóvis’ se assemelhavam aos arlequins,colombinas,dominós e pierrots medievais, que também usavam bastões para agredir e as bexigas de porco ou de boi,compradas em matadouros.

Todo um ritual era cumprido: quando um grupo encontrava outro grupo havia a“cruza” ou “roda-baiana” o momento de glória de um ‘clóvis (pedido de passagem)
Quanto maior a metragem de tecido usado no macacão,maior a roda.

Girando o corpo,o “clóvis” conseguia imitar o movimento da saia de baiana inflada.
Se a permissão não era concedida,o tempo literalmente esquentava e as bexigadas se generalizavam

Talvez venha daí a hoje tão difundida expressão carioca “rodar a baiana”.
Os “clóvis” nunca falavam,se comunicavam por mímica ou pelo som do apito.

Alguns usavam perfume na água da bexiga,para customizar o personagem.

Para manter a tradição do carnaval de rua,a Prefeitura do Rio estimula a apresentação dos ‘clóvis” em vários bairos, oferecendo prêmios para os melhores grupos. 

******************
Concurso de melhor grupo de  clóvis
na Cinelândia, centro do Rio:
**************
Os próprios “clóvis” confeccionam suas roupas e preparam as coreografias.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Elton John. Minha minibio do astro

 

 



Elton John nasceu Reginald Kenneth Dwight em Pinner, Middlesex, Inglaterra em 25 de março de 1947.
Os pais, Sheila e Stanley Dwight, se divorciaram quando ele era um menino e a mãe casou com Fred Farebrother, que se tornou, além de padrasto, um bom amigo. Começou a estudar piano aos 4 anos e aos onze ganhou uma bolsa para Royal Academy of Music, em Londres. Interrompeu o curso para explorar as suas possibilidades no mercado musical londrino.
Em 1961, criou a primeira banda, Bluesology, que durou seis anos e se dissolveu por conta de conflito de egos com o solista Long John Baldry.
Estava escrito
Elton, ainda Reginald Dwight, resolveu responder a um anúncio da Liberty Records e, imaginem, chegou atrasado para a apresentação. Um outro retardatário, Bernie Taupin, letrista vindo de Lincolnshire, também havia perdido a hora e a gravadora, para honrar o que prometia deu-lhes uma segunda chance.
Foi feita ali, na hora, uma música para a letra.
Os dois começaram a se corresponder e, seis meses depois, se reencontraram. Dwight mudou seu nome artístico para Elton John, uma combinação dos nomes dos ex integrantes da Bluesology: o baterista Elton Dean e o cantor John Baldry.
O nome foi legalmente registrado.
A retomada foi um bom negócio para os dois.Taupin escrevia as letras e Elton a música, normalmente em menos de uma hora.
Em 1969, saiu o primeiro álbum da dupla. A doce balada “Your Song" além da Europa, conquistou os Estados Unidos e foi campeã de vendas intercontinentais durante semanas.
Ícone pop
Abalado pela fama tão rápida e para esconder a timidez, Elton John resolveu adotar um estilo duvidoso, com roupas exóticas e pulinhos em volta do piano, enquanto tocava. Durante a década de 70, os concertos tinham toques surreais.
Ele zanzava pelo palco usando os mais pirados visuais : roupa de astronauta, perucas iluminadas e a famosa coleção de óculos. Em 1975, surgiu um trabalho autobiográfico Captain Fantastic and the Brown Dirt Cowboy com as letras de Taupin contando os duros dias do inicio da carreira em Londres.
Antes da divulgação daquele álbum, a Elton John Band estava terminada e a nova formação foi apresentada aos 75 mil espectadores do show de lançamento no London's Wembley Stadium com Madonna e Tina Turner. Além de Bernie Taupin, outros letristas trabalharam com Elton. Com Gary Osborne gravou A Single Man, 21 at 33, The Fox, Jump Up! e Leather Jackets
A parceria com Tim Rice ,a partir de Legal Boys, de 1982, evoluiu para a trilha sonora do filme O Rei Leão (que ganhou o Oscar de melhor trilha sonora, em 1994), e O Caminho Para Eldorado (2001).
A cantora e compositora inglesa Judie Tzuke ocasionalmente escreve para que ele musique. Durante 5 anos (1984-1988), foi casado com a engenheira de som Renate Blauel.
Em 1988, para exorcizar de uma vez por todas a figura teatral, mandou leiloar 2000 ítens de seu guarda-roupa e acessórios na Sotheby's, encerrando, simbolicamente, uma fase.
Declarou em entrevistas que, como estava vivenciando talvez o pior momento de sua vida (teve nódulos cancerosos na garganta) comparava muito sua persona pública com a deterioração física e mental de Elvis Presley, nos dias finais.
Em 1990, nesta hora difícil, conheceu David Furnish, com quem vive uma relação mais que estável e com quem celebrou um contrato de parceria civil, em 2005. O casal tentou mas falhou na tentativa de adotar uma criança ucraniana portadora do vírus HIV. As autoridades do país alegaram que David e Elton haviam passado da idade limite.Contando com uma "mãe de aluguel", conseguiram ter o filho Zachary em 2010, na California.
Mecenas
Numa outra ocasião,esteve no Brasil, ao lado de Sting e outros artistas ambientalistas, para apoiar o cacique Raoni no protesto pela a demarcação da reserva indígena de Menkragnoti. no Pará.
Sempre desejou ser dono do Watford Futebol Clube, pelo qual torce desde menino.
Em 1976, quando o clube estava na série B da Liga Inglesa, destinou recursos para contratações, acertou dívidas, levou o clube à primeira divisão e depois vendeu-o.
Em 1987, tornou-se presidente vitalício e comprou-o de novo e vendeu em seguida. Para encerrar o vai-e-vem fez um grande concerto, em 2005, no Watford's Vicarage Road para zerar as contas atrasadas do Clube.
Grande entusiasta do tênis fez a canção Philadelphia Freedom para homenagear a grande amiga Billie Jean King e sua franquia da loja do mesmo nome.
É co-proprietário do restaurante “Le Dome” em Hollywood.
Coração gentil
Destinei o final desta matéria para que os leitores conheçam um pouco mais do trabalho de Elton na Fundação Elton John para Aids (EJAF), que levou a Rainha Elizabeth II a sagrá-lo Cavaleiro do Império Britânico pelos relevantes serviços prestados à humanidade
A EJAF, criada em 1992, é uma das maiores organizações que não visam lucro do mundo. Centenas de milhões de dólares já foram destinados a apoiar estudos de novas formas de prevenir Aids, programas educativos em escolas e cuidados médicos, apoio financeiro e psicológico a doentes e portadores do vírus em 55 países.
Estes valores foram arrecadados em eventos de gala sempre lotados, devido ao prestígio de Elton, programas de marketing solidário, contribuições de pessoas físicas e jurídicas.
A EJAF é parceira da National AIDS Fund (NAF) ,oferece cuidados em domicílio para aqueles que não podem mais se locomover e privilegia comunidades carentes.
 ********
Goodbye Norma Jean, para Mari

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Assunto : crossdressers. (CDs) @tbt

  Para J.

********

Baby do Brasil  e Pepeu Gomes  

MUSICAL MULTISHOW

junho 2022

"Masculino e Feminino" 

clique no link abaixo

https://www.youtube.com/watch?v=xKjHU9cWylU


******



"Quem me vê assim cantando
Não sabe nada de mim
Dentro de mim mora um anjo
Que tem a boca pintada

Poster do filme "Crossdresser",França, 2010
 Direção de Chantal Poupaud


Que tem as unhas pintadas
Que tem as asas pintadas
Que passa horas à fio


No espelho do toucador


 


******

Dentro de mim mora um anjo
Que me sufoca de amor
Dentro de mim mora um anjo
Montado sobre um cavalo
Que ele sangra de espora


Ele é meu lado de dentro
Eu sou seu lado de fora"
 
"Dentro de mim mora um anjo"


Cacaso/Sueli Costa,interpreta Lucinha Lins


http://youtu.be/18NoluX0JCw



**************************



*O Crossdressing,ato de se vestir com roupas do sexo oposto,não é uma brincadeira e não deve ser considerado como tal.


*Demanda muito tempo,emoção e dedicação para chegar perto da imagem desejada com dignidade e veracidade.

*É mais comum entre os homens,mas algumas mulheres também se dedicam a esta prática.

*Um Crossdresser(CD),normalmente, não modifica o seu corpo através da terapia hormonal ou cirurgias 

*Os transformistas fazem parte da população crossdresser,mas um CD não é um Drag.

*A expressão "drag-queen",em inglês, DRAG, "Dressed As a Girl" é equivalente a transformista. 

*A vivência do crossdresser geralmente é doméstica, com ou sem o apoio de sua companheira.

*A companheira ou amiga ou parente 
que 

sabe, dá suporte emocional,não reprime nem 

julga e convive bem com a peculiaridade de um CD é  

uma S/O (supportive opposite).


Ser CD  não é indicação  de homossexualidade,não é doença e nem desvio de comportamento.

*Apenas a sociedade humana distingue macho e fêmea pela aparência,voz,físico,tipo de vestimenta e estabeleceu regras a  serem seguidas por cada sexo.

*Bom lembrar que mulheres de macacão ou calça 
comprida,a djellaba dos marroquinos e muçulmanos em geral e escoceses de saia kilt rompem essas regras!


O Filme


Nicole , Lolita , Auxane e Virginie Perle representam todos os demais que na vida dita "normal" são muitas veze casados ​​e com filhos.
Os crossdressers praticam a arte do disfarce sem invadir ou imitar totalmente o mundo feminino.


Fazem parte de um universo interessantíssimo,em que as características masculinas se misturam à elegância de verdadeiras damas e onde a voz-modulada raras vezes e quando acontece-acrescenta mais mistério e relevância à personagem

Mrs Dobtfire
Tootsie
 A diretora contou em entrevista que teve a idéia de rodar o
documentário enquanto observava uma reunião de crossdressers vestidas como os personagens dos filmes "Tootsie " e " Mrs. Doubtfire ".
As entrevistas encontram os quatro homens colocando os últimos retoques da maquiagem.
Assim,cada "personalidade" é criada diante do espectador enquanto vai contando sua história e confessando como esse desejo interior convive muitas vezes dolorosamente com sua vida de casado.
Foi pela internet que os crossdressers puderam superar o isolamento e entrar em contato com homens como eles.

No caso específico de Virginie Perle, sua boa situação financeira permite que disponha de um espaço em Paris para organizar o guarda roupa,lingerie e acessórios fora da casa onde vive com a família.
 
*************************
Crossdressers famosos
Rainha Cristina da Suécia,Papisa Joana,George Sand, Santa Joana D'Arc,Maria Quitéria, Marlene Dietrich,Kurt Cobain,Prince.

******************************
 

LEIGH BOWERY

     Artista e performer que virou ícone da moda, das artes e do comportamento pós-punk ***************** Como se fosse um origami, Leigh Bo...