terça-feira, 17 de março de 2026

Homem de calcinha-fetiche e comodidade. #tbt

 


 




Em 2017, em seu artigo na revista BRAVO, Carlos Castelo  contava que "Se as calcinhas tivessem uma madrinha ela seria, com toda
justiça, Catarina de Médici. 
Foi a famosa rainha quem primeiro lançou a ideia do artefato, ali pelos idos de 1550, para que pudesse montar seu cavalo com a perna dobrada sem mostrar aos pequenos nobres sua grande glória".

 Já a  escritora inglesa Rosemary Hawthorne,em seu artigo de fevereiro de 2015, informava que a calcinha surgiu no ano de 1800 na França e  , que os primeiros modelos eram chamados de calção. Iam da cintura até o tornozelo e eram feitos de tecido cor de creme, semelhante ao das meias usadas na época. 

Um bem humorado site alemão mostra a evolução positiva da 
  do aquecimento global:

    • A calcinha chamada de "fio-dental", evolução da antiga tanga, invenção brasileira das décadas de 1970/80,  ganhou o mundo pela ousadia,tendo aparecido ao mesmo tempo das lutas pela emancipação das mulheres e das queimas de sutiãs.
    •  A particularidade da  parte traseira é deslizar entre as nádegas como uma corda de violão. Daí seu nome em inglês, G string (corda da nota sol).

                     Fetiche

    Antes de iniciar a elaboração deste texto, fiz uma espécie de pesquisa entre conhecidos, sem explicar exatamente o motivo da pergunta : qual sua opinião sobre homem usar calcinha?
    Infelizmente,mas sem me surpreender, as respostas não foram nada favoráveis.E  vi muito riso, ouvi muita ironia.

    Na novela 'O Sétimo Guadião" (2018), o personagem Delegado Machado ,interpretado por Milhem Cortaz, era guardião da moral e dos bons costumes da cidade e, na privacidade e escondido da mulher,tinha o hábito de usar calcinhas. 

    Por mais que "divertisse"os espectadores,na sinopse da novela estava prevista sua morte misteriosa e violenta.

    Meu texto "Assunto : Crossdresser" 
    http://biografiasgls.blogspot.com/2017/06/assunto-crossdresser.html aborda, em certo trecho, o uso de roupas ou acessórios femininos ou masculinos por héteros do outro sexo: 

    *Apenas a sociedade humana distingue macho e fêmea pela
    aparência,voz,físico,tipo de vestimenta e estabeleceu regras a  serem seguidas por cada sexo.

    *Bom lembrar que mulheres de macacão ou calça comprida,a djellaba dos marroquinos e muçulmanos em geral e os escoceses de saia kilt rompem essas regras!  

    Assim. se dá ,também, com o uso de peças íntimas.
     

           Comodidade

    Algumas marcas de lingerie  produzem cuecas femininas.Uma delas define seu produto, em algodão ou microfibra:

    "As cuecas também são confeccionadas para as mulheres, seja no modelo caleçon ou boxer. 
    Essas peças proporcionam conforto máximo, pois não apertam e não marcam, seja pelas laterais largas ou pela parte de trás que abrange praticamente todo o bumbum. 
    As cuecas femininas também possuem menos costuras e são ótimas para quem busca liberdade de movimentos e tecidos macios que não marquem sob a roupa. "

    O site http://oqnv.duloren.com.br ( O que ninguém vê) termina assim o descolado artigo
    /homem-de-calcinha-pode-ser-mais-comum-do-que-voce-imagina/ :

    "Em alguns casos, o uso de calcinha por homens pode servir para um momento de intimidade com suas parceiras, ou para se masturbar, num momento de erotismo.

    Do outro lado, enquanto homens que usam calcinha sofrem preconceitos de todas as formas, as mulheres que usam cuecas vão tornando os seus modelitos cada vez mais atraentes, levando apenas elogios às peças extremamente sensuais que não precisam ser escondidas em suas gavetas íntimas.

    Julgamentos à parte, existem muitos homens que gostam de usar calcinhas estando com mulheres e existem muitas mulheres que gostam ou não veem problema nisso. 

    Na novela, por exemplo,  a personagem Rita de Cássia ,mulher do Delegado,embarca na aventura e fica extremamente excitada com o fetiche do marido.

     Cabe a cada casal decidir ou ao menos tentar a experiência para saber se gosta ou não."

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    Quem se sentir mais confortável e à vontade consigo mesmo ao usar calcinhas, não precisa se preocupar nem um pouco.Já que são usadas por baixo das calças,ninguém vai notar. Simples assim.
     
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    quinta-feira, 12 de março de 2026

    Historia do Brasil LGBT por Eduardo Bueno. Canal BUENAS IDEIAS

      

    EduardoBueno


    Sou inscrita neste imperdível,instrutivo e divertido canal. Recomendo muito!

    Curta este episódio no link abaixo:

    https://www.youtube.com/watch?v=BOyGG_Pc8hY


    "A homossexualidade existe desde que o mundo é mundo, em todas as comunidades humanas das quais se tem registro.

    Muito mais recente do que a homossexualidade é a repressão dessas práticas, que só se tornou sistemática a partir do avanço da Santa Inquisição que, não satisfeita em perseguir só europeus, veio ao Novo Mundo espalhar terror e retrocesso.

    Neste episódio, Eduardo Bueno relembra as histórias de homossexuais, travestis, transexuais e hermafroditas dos primórdios do Brasil, presentes tanto nas tribos indígenas como nos grupos dos colonizadores portugueses e espanhóis.

    Afinal, a luta pela igualdade de gênero e pelos direitos da comunidade LGBT mais e mais é cada vez mais atual - e o canal Buenas Ideias está na chuva para se molhar."

    sábado, 7 de março de 2026

    Tifanny Abreu,primeira mulher trans do vôlei brasileiro. #tbt




    Tiffany se submeteu a uma cirurgia para aprimorar seu processo de mudança de sexo 
    Leia aqui :
      https://www.instagram.com/p/BiO8-lmn2GF/?utm_source=ig_embed



    "Uma mudança de sexo não é um passeio."
     Pasqualino Giangrossi treinador do Palmi.
      






      
     
    Contratada em 2017,causa polêmica.
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    Assista ao desempenho de Tiffany 
    https://globoplay.globo.com/v/6369722/  

    terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

    LEIGH BOWERY

     

      





    Artista e performer que virou ícone da moda, das artes e do comportamento pós-punk.Minha admiração constante.


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    Como se fosse um origami, Leigh Bowery deformava, esticava ou dobrava partes de seu corpo buscando formas novas e inusitadas, com o objetivo de questionar idéias pré-concebidas.

    O corpo flácido passou a ser inspiração para bailarinos, coreógrafos e pintores. Os visuais distorcidos desafiavam o culto à boa imagem do corpo e ao jeito certo de vestir.
    Suas atitudes eram sempre o contrário do esperado. Ora aparecia vestindo asas de anjo, ora deixando escorrer cera derretida de velas na cabeça raspada ou, simplesmente, deslizando nu pelo chão. À medida em que a barriga crescia, passava a ocupar maior destaque, como protagnista, em vestidos e expressões corporais.


    Leigh Bowery se destacava em meio a nomes poderosos de seus amigos “clubbers” como Vivienne Westwood, Jean Paul Gaultier, John Galliano, Pierre et Gilles, Boy George, Marc Almond, Princess Julia, Rachel Auburn, Nick Knight e muitas outras figuras relevantes da arte contemporânea .
    Nasceu em Sunshine, Australia, em 26 de Março de 1961 e depois de passar por diversas escolas, inclusive de Música, matriculou-se no Royal Melbourne Institut of Tecnology, onde se especializou em Design. Presença marcante dos anos 80, designer de moda, ”locomotiva” da noite londrina, proprietário do clube Taboo, artista performático e cantor, criador da banda punk-retrô Minty, modelo do pintor Lucien Freud, Bowery tornou-se uma figura mítica.


    Inspirado em uma retórica da decadência e usando o próprio corpo como tela, Leigh parece ter sido uma réplica viva da frase de Oscar Wilde: “fazer de sua vida uma obra de arte”.



    Sintonizado com o seu tempo
    Atento a qualquer novidade, acompanhava pela mídia o surgimento do movimento punk em Nova York, quando - na casa noturna CBGB - eram acolhidos grupos alternativos como o MC5, o Velvet Underground e o Stooges.
    E estava sintonizado com o que acontecia na Inglaterra no início dos 80: uma situação de muita injustiça social com jovens perambulando pelas ruas, sem esperança e sem emprego.


    Foi nesse contexto que o punk, antes apenas uma tendência musical, acabou se transformando num movimento de protesto contra a hipocrisia da sociedade e o conservadorismo representado pelas figuras da rainha e da família real.


    Em outubro de 1980, mudou-se para Londres para trabalhar como designer de moda. O começo não foi muito glamuroso: seu primeiro emprego foi como caixa da Burger King.











    A biógrafa Sue Tilley conta que ele percebeu que estava na hora de pedir demissão quando foi promovido a gerente da loja.
    Em 1983, depois de voltar de Nova York - onde participou de uma série de desfiles de que promoviam a moda inglesa - começou a se concentrar em sua própria figura vestindo seus próprios modelo e tendo como palco os clubes noturnos de Londres.
    Num desses locais “quentes” conheceu Tony Gordon que, em janeiro de 1984, o convidou para abrir em sociedade, a casa noturna “Taboo”, na Leicester Square.

    Proibido proibir
    “Taboo é um reflexo de minha moda e de minhas atitudes e deve ser um lugar onde as pessoas se sintam livres, onde podem ser qualquer coisa, com qualquer identidade. Abri o Taboo para me divertir e exprimir minha criatividade”, declarou Bowery numa entrevista.
    E assim foi. O clube se tornou famoso pela audácia de seus propósitos e seu dono a figura mais excêntrica e mais polêmica da cena noturna londrina.
    Suas produções invertiam os parâmetros de referência do “new romantic” e propunham uma nova estética
    para o punk, usando elementos da arte oriental e da optical art dos anos sessenta.
    A variedade dos modelos, um diferente a cada noite (alguns contendo elementos do fetiche, hard core e sadomasoquismo) transformou sua presença numa espécie de performance ambulante.



    “A Arte Moderna viva”
    Interessado na figura não-conformista de Bowery, o enfant terrible do mundo da dança, o bailarino e coreógrafo britânico Michael Clark, o convidou a colaborar como intérprete e responsável pelo vestuário nas montagens de seus ballets de 1984.
    Este encontro resultou num longo e produtivo relacionamento. Bowery acabou não só desenhando, mas atuando em muitas dos espetáculos de Clark.

    Nestes momento de explosão de criatividade, 

    Leigh se apresentava com visuais cada vez mais chocantes: mulher pesando centenas de quilos, perucas em forma de vagina, bocas falsas costuradas no rosto.
    Prestigiadas galerias, como a de Anthony D’Offay, e centros de Arte Contemporânea como a Serpentine Gallery de Londres foram palco de suas concorridas perfomances, que também aconteciam nas ruas e nos museus.
    Na D’Offay exibiu a lendária imagem do rosto pintado de azul, como o Deus Krishna. Sua imagem foi capturada por fotógrafos célebres como Annie Leibovitz e Nick Knight.
    Adquiriu ainda mais fama e notoriedade ao posar como modelo para o genial pintor Lucien Freud.
    John Galliano, fã assumido, utilizava visual Bowery em muitos espetáculos (e viria a inspirar sua coleção Verão/2003).
    Em 1988, descobriu que estava soropositivo, segredo guardado a sete chaves. Continuou a trabalhar normalmente. Em 1993, criou a banda Minty, formada por artistas do underground americano que mostrava seu trabalho em festivais e em galerias de arte.
    expo Leigh Bowery na Tate Modern, Londres


    Embora nunca houvesse escondido sua homossexualidade, seis meses antes de morrer se casou com Nicola Bateman, amiga de toda a vida, namorada e colaboradora. Morreu, em consequência de uma menigite em 31 de Dezembro de 1994.


    Bowery no cinema


    Bowery conheceu John Maybury e Cerith Van Evans nos anos do Taboo e logo começou a aparecer nos filmes da dupla. Participou também de uma mostra de Arte Alternativa em Piccadilly Circus. Expôs seu corpo gordo e voluptuoso na Tate Gallery.

    A arte de Bowery foi comparada à estética cinematográfica dos anos 70 (como em “Laranja Mecânica” de Stanley Kubrick). O documentário “The Legend Of Leigh Bowery”, de Charles Atlas, vem acompanhado de um pequeno portfólio em vídeo e uma pequena biografia.



    Musical na Broadway

    A chama do talento de Bowery continua brilhando. O musical da Broadway “Taboo!”,foi baseado na história do clube que mudou a história da música e das artes plásticas. Boy George e Julian Clary, com acesso direto ao espólio do artista, se revezaram no papel de Bowery usando um grande número de vestimentas e acessórios produzidos especialmente para as performances.

    Homem de calcinha-fetiche e comodidade. #tbt

        Em 2017, em seu artigo na revista BRAVO, Carlos Castelo  contava que  " Se as  calcinhas  tivessem uma madrinha ela seria, com toda...