sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Egito-Intolerância Parte 2

O caso Queen Boat

  Cairo, 11 de maio de 2001 Queen Boat era uma discoteca flutuante que descia o Rio Nilo, local freqüentando por turistas, egípcios e uma minoria homossexual que tinha transformado o barco em point. De repente, no meio da noite, o inesperado: uma lancha conduzida pela polícia de segurança do país prendeu 55 pessoas que estavam de divertindo no local. Todos homens egípcios e todos “acusados” de homossexualidade.(foto) Depois de libertos três prisioneiros, começou, para os outros 52, um pesadelo: tiveram suas fotos e identidades publicadas em todo o país, como se fossem criminosos perigosos.
 Como a lei egípcia não condena explicitamente o relacionamento de pessoas do mesmo sexo, os periódicos de oposição divulgaram que foi inventada a versão (falsa) de celebração de casamento gay por seita satânica.

Em 18 de julho de 2001, os “culpados” compareceram a uma corte marcial. Dois jovens foram condenados a 3 anos de prisão e mais 3 de “provação”. Para os outros 50 o processo continuou até 14 de novembro e a sentença final determinou gradações nas penas.
Para os dois supostos líderes, 8 anos de trabalhos forçados por “atentado ao pudor” e “desprezo pela religião”. Para outros 20 presos dois anos de trabalhos forçados e um ano de trabalhos forçados para outro acusado. Os 29 restantes foram liberados. Todas as associações mundiais de direitos humanos denunciaram o absurdo.
Sites gays começaram uma campanha para alertar sobre encontros em público. Homossexuais egípcios não podem se encontrar em chats, organizar festas na comunidade, alugar apartamentos ou casas. A pena para tais “delitos” é prisão e trabalhos forçado s.  

Censura "pede ajuda aos universitários"

 No dia 11 de janeiro de 2008, um mês antes da prisão dos soropositivos, uma cena de beijo no filme egípcio Hina Maysara (Until Further Notice),do diretor Khaled Youssef, escandalizou estudantes religiosos.
Cartaz do filme
O Dr Abdel-Sabour Shahin professor de Estudos Islâmicos da Universidade do Cairo, apoiado por colegas da Al-Azhar University, pediu processo e punição para o diretor e as duas atrizes, Ghada Abdel-Razeq  e Sumaya Al-Khashab, protagonistas da cena que, segundo ele “promove a homossexualidade e destrói a moral da sociedade”.

O professor Elwi Amin, em entrevista ao Al Arabiya News Channell, declarou que assistir cenas heteros (!!) ou homossexuals de tamanha impropriedade é um pecado.

O Reitor Khaled Youssef, entretanto, botou panos quentes e replicou;”Não posso opinar sem ter visto o filme, assim não tenho resposta para nada. Sou acusado de imoralidade e sacrilégio apenas por ter visto o poster do filme”

A tréplica do Professor Elwi Amin foi punk: “Muita gente no Egito nem sabe o que significa a palavra lésbica. É a influência imoral, que vem da cultura ocidental, controlando a mídia”.
Ah,é??? Então tá, Professor,vamos combinar.
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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Intolerância no Egito-/Parte 1-Soropositivos na prisão





Em 2008, foi divulgada na mídia a seguinte notícia : ”Segundo a ONG Human Rights Watch, de defesa dos direitos humanos, oito egípcios foram detidos e forçados a fazer testes de HIV e exames no ânus, que supostamente comprovariam a conduta homossexual. Três são mantidos algemados no hospital, após o resultado positivo”. Muito assustador saber que, em lugar de dar conforto e tratamento, o governo fundamentalista além de censurar a orientação sexual de cada um, ainda os considera criminosos.

Vamos esquecer que é bem provável que o vírus HIV também contamine mulheres e hemofílicos no Egito. Dando um rewind no tempo, fui consultar anotações de um curso de madame que fiz no início da década de 90, para distrair a cabeça quando meu mundo caiu com a derrocada da área cultural, nos tempos colloridos.

Encontrei anotações  da palestra sobre o Épico de Gilgamesh - ( na foto a capa da publicação da Martins Fontes) considerada a primeira manifestação escrita e produzida na Mesopotâmia, sobre a homossexualidade, em torno do ano 2000 AC sobre o amor dos guerreiros Gilgamesh e Enkidu, - e fui ver nas fontes incontestáveis dos motores de busca, se existem relatos de envolvimento entre faraós e rapazes jovens. Sim, meus leitores, existem.
E também existiam e eram considerados legais - nas antigas civilizações da Ásia Menor - relatos de casamento entre homens feitos e adolescentes.  

Calor, aridez, sacrifícios 

  No tempo dos faraós a população do Egito era miscigenada, como hoje. Não sendo ainda árabe, era uma mistura racial com nuances étnicas.
A invasão árabe de 639 DC trouxe novas possibilidades genéticas. Para completar, o fato do país ter sido um grande centro comercial abriu as portas para a convivência entre outras culturas diferenciadas e propiciou casamentos interraciais.
Cada gene, cada meme de cada etnia naquele momento da História entrou na receita que resultou nas fornadas de egípcios pelo tempo afora, até o século XXI.
gays no antigo Egito
O Egito de hoje é país muçulmano : 93% da população, com maioria sunita, e 6% seguidores da Igreja Copta ortodoxa, que se separou da Igreja Bizantina no ano 451 DC.

Tanto os coptas como os muçulmanos são seguidores rigorosos dos preceitos. Assistem cerimônias nos seus templos e levam as palavras do clero ao pé da letra.Os muçulmanos jejuam durante o Ramadan, de acordo com os preceitos do Islam.

Os coptas jejuam duzentos dias por ano, divididos em períodos. Ramadan é um mês preferido por Deus aos demais, porque em uma só de suas noites(A noite do decreto) foi revelado todo o Alcorão.
Um bilhão de muçulmanos por todo mundo devem refletir, orar, praticar o auto controle, no Ramadan.
Durante 30 dias do nascer ao por do sol são interditados comida, bebida, fumo, sexo, uso de perfume, irritação, mexericos e “disse-me disse” e olhares direcionados a coisas ou pessoas “proibidas”.

Dois conceitos fundamentais, baseados em valores religiosos, regem a vida privada, a convivência social e a moral no Egito, formalizados, inclusive, no Código Civil. Halal é o permitido, aceitável e legitimado. O Haram é a transgressão, o tabu. Quem se comporta segundo as normas do Halal terá um lugar no paraíso, quem transgride e comete o Haram, queimará no fogo do inferno

Ramadan,a propósito, vem da palavra árabe Ramida ou ar-ramar que significa calor insuportável e aridez no solo.
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terça-feira, 4 de setembro de 2012

James Dean no CCBB RIO

  Começa hoje retrospectiva 'Eternamente Jovem" que exibe clássicos de Hollywood,produções de Tv,documentários e objetos  do mito que influenciou gerações

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“Ele TEM que estar nos vendo”, foram as últimas palavras de James Dean ao carona no banco ao lado - o mecânico Rolf Wüterich - antes da colisão de seu Porsche com um carro dirigido pelo estudante universitário Donald Turnupseed, quase cego pelo sol que batia direto no parabrisa.
A caminho de uma corrida em Salinas, California, a viagem e a vida acabaram para Dean em 30 de setembro de 1955 na estrada deserta.
O mecânico e Turnupseed sobreviveram. Aos 24 anos, Dean morreu numa ambulância a caminho do hospital. As investigacões policiais concluíram que tudo foi uma fatalidade.

O ator mais famoso de seu tempo, que mudou os rígidos conceitos sobre a masculinidade, havia gravado duas semanas antes uma campanha publicitária sobre segurança no trânsito, cujo slogan era” "Drive carefully, the life you save may be mine" ( dirija com cuidado, a vida que você vai salvar pode ser a minha).

James Byron Dean nasceu em 8/3/1931 em Marion, Indiana, filho único de Winton e Mildred. A mãe morreu quando ele completou nove anos, sendo o pequeno enviado aos avós, que se encarregaram de sua criação.

Desde os tempos da Fairmount High Schol, jogava basquetebol, praticava ginástica olímpica e atuava em peças estudantis.
Em 1951, viajou para Nova York e se matriculou no Actor’s Studio de Lee Strasberg. Apesar de ser um aluno relapso, desenvolveu técnicas pessoais de atuar, sendo comparado aos grandes nomes da época, como Montgomery Clift e Marlon Brando.

Fama em cinco dias

Trabalhou em comerciais de televisão e participou, como ator coadjuvante, da peça See the Jaguar de Richard Nash, que ficou em cartaz apenas 5 dias.
Tamanho era o talento de Dean, interpretando o adolescente filho de mãe possessiva, que esta pequena exposição acabou rendendo, em 1954, um papel na Broadway. Interpretou o árabe que seduz um turista britânico na peça “O imoralista’, de André Gide” Por este trabalho ganhou o prêmio David Blum para novos talentos.

Rumo a Hollywood

Três semanas depois da estréia, deixou a equipe teatral por um contrato irrecusável - filmar Vidas Amargas (East of Eden – 1955), com Elia Kazan. Mesmo se desentendendo com o consagrado diretor, Dean deixou para a posteridade uma calorosa interpretação do personagem Cal - protagonista do drama familiar baseado no romance de John Steinbeck.
Em pouco mais de um ano, Dean construiu uma carreira no cinema, em três papéis diferentes, mas que tinham em comum sua sedutora presença.
Fora das telas, estudava dança com Eartha Kitt, pintava quadros eróticos sobre touradas e disputava corridas de automóveis, enquanto namorava os atores Clifton Webb, Bill Bast, Jack Simmons e o produtor Rogers Brackett.
O romance com a italiana Pier Angeli calou um pouco as fofocas sobre sua sexualidade, mas a atriz logo rompeu o relacionamento para se casar com o cantor Vic Damone.

Rebelde sem Causa
Juventude Transviada (Rebel without a Cause -1955), que chegou às telas após sua morte, foi um filme sobre alienação e medo, agregando um subtexto gay aos personagens protagonizados por Dean (Jim Stark) e Sal Mineo (Plato).
Ali nasceu o clichê de filho rebelde exibicionista, furioso que afronta a família para esconder uma profunda solidão. No entanto, nada mais é que um inocente em busca da própria identidade.
Sai o ator entra o piloto
O terceiro trabalho de James Dean foi o filme Assim caminha a humanidade ( Giant, de George Stevens – 1956). Nesta película, o personagem de Dean, Jett Rink, cumpre uma mirabolante trajetória de fazendeiro a magnata do petróleo, um transgressor na juventude que acaba em inevitável declínio.
Terminadas as filmagens de “Assim caminha a humanidade”, sai de cena o ator James Dean dando lugar ao moço fanático por corridas de automóveis e torneios de velocidade.
Viajando na cabine do caminhão plataforma que levava seu carro a Salinas,California, resolveu assumir o volante do Porsche 550 Spider número 130. Uma hora depois - nas proximidades da cidade de Cholame (EUA) -avistou o Ford Custom Tudor 1950, de Donald Turnupseed na contramão.
Ali começou o culto obsessivo e fanático pela imagem de Dean, transformado em ícone e símbolo da cultura dos anos 50.
Viveu com pressa, morreu jovem, diz a canção “James Dean”, interpretada pela banda “The Eagles” - um hit de 1974.
Nos dois anos seguintes à sua morte, concorreu a dois prêmios Oscar póstumos por “Vidas Amargas” e “Assim Caminha a Humanidade”.
Filmes, peças, documentários e imagens eternizaram o carisma de James Dean.
O Festival de Cannes de 2005 lembrou o cinquentenário da morte em parceria com a revista Variety, com a exposicão ''Um olhar longo sobre uma vida breve'', nos corredores do Palais du Festival.
No início de junho, 150 mil pessoas se reuniram na cidade natal de Dean - Marion, Indiana - durante as festas de inauguracão da maior tela de cinema do mundo a céu aberto, que projetou documentário inédito e versões digitalizadas dos filmes de seu filho mais célebre.
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Visite o site oficial do ator

 www.jamesdean.com/
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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

A história de Karen Thompson e Sharon Kowalski

Compromisso para toda a vida
    
   
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"Assim aos poucos vai sendo levada
A tua Amiga, a tua Amada
E assim de longe ouvirás a cantiga
Da tua Amada, da tua Amiga
Abrem-se os olhos – e é de sombra a estrada
Para chegar-se à Amiga, à Amada!
Fechem-se os olhos – e eis a estrada antiga
E que levaria à Amada, à Amiga.
(se me encontrares novamente, nada te faça esquecer a Amiga, a Amada!).
Se te encontrar, pode ser que eu consiga,
Ser para sempre a Amada Amiga.
E assim aos poucos vai sendo levada
A tua Amiga, a tua Amada!
E talvez apenas uma estrelinha siga
A tua Amada, a tua Amiga.
Para muito longe vai sendo levada,
Desfigurada e transfigurada" 
(trecho de  'Cantar do vero amor’ ,de Cecília Meireles)
                                                   
 
1976 
 
 Foi na Saint Cloud State University, Minnesota, que Sharon Kowalski (1956- ) e Karen Thompson (foto, 1947-) pela primeira vez se encontraram, no início do período letivo de 1976. 

Ali funciona um Centro Feminino que estimula serviços comunitários e implementa o ativismo, supera barreiras e apresenta novas oportunidades na vida das mulheres abandonadas, agredidas ou desamparadas..
 
Amparadas pela lei e pelo calor humano são estimuladas a vivenciar novas oportunidades evitando os erros acontecidos no passado.  

Naquele ambiente propício ao entendimento, Karen Thompson dava aulas e tinha como aluna Sharon Kowalski, que escolheu para compor sua grade de matérias duas disciplinas que Karen ensinava. 
Nenhuma das duas tinha passado lésbico. Foram se envolvendo aos poucos - a atração e o afeto surgiram lentamente.                                                                                         

1983  

Na tarde fria de novembro de 1983, já estavam juntas há quatro anos e haviam feito uma cerimônia particular de compromisso. Naqueles dias nem se ouvia falar de pacto civil e direitos dos companheiros mas as duas tiveram o cuidado de fazer seguros,uma beneficiando a outra, 
Sharon visitava a família, no norte do estado e dirigia seu carro, acompanhada dos sobrinhos Missy de 4 anos e Michael de 7, quando um motorista bêbado, vindo do nada, apareceu na estrada e houve a colisão.  
Missy morreu ao ser atendida,ainda no local e Michael se recuperou com algumas seqüelas permanentes. 

Sharon, gravemente ferida, ficou em coma por muitos meses e sobreviveu com sérios problemas cerebrais. Numa primeira avaliação, de acordo com os médicos, com idade mental de uma criança de seis anos. 
Karen telefonou para a conservadora família de Sharon que ao tomar conhecimento do acidente e da seriedade do compromisso das duas, decidiu assumir o controle da vida (vida?) da doente. 
  Karen foi obrigada a recorrer aos tribunais para obter o direito de visitar e cuidar da companheira. Começou, então, uma luta que afetaria para sempre a vida dos envolvidos.                                  

1985
Em julho de 1985, Donald Kowalski, pai de Sharon, obteve a guarda da filha - então com 27 anos - e providenciou sua remoção para uma instituição distante 400 km da antiga residência das duas. 

E deu ordens drásticas, proibindo qualquer tipo de acesso à doente, apesar dos esforços que Karen fazia, usando, com bastante sucesso, seus conhecimentos profissionais na área de reabilitação motora.
Ela havia conseguido, por exemplo, aperfeiçoar a comunicação usando máquina de escrever, que passou a ser o único contato de Sharon com o mundo que a cercava. 
Essas mensagens datilografadas evidenciaram que o acidente não tinha afetado a capacidade intelectual de Sharon e que seu desejo era voltar a viver com Karen, que desejava o mesmo.
Os pais e os tribunais julgaram, mais uma vez, que a doente não tinha condição de decidir sobre seu futuro.
Nessa instância do processo, o assunto "saiu do armário" e caiu no domínio público.Karen tinha certeza,por sua experiência no Centro Feminino da Universidade, que conseguiria o apoio da comunidade LGBT e dos grupos de apoio a deficientes físicos. Talvez essa força conjunta ajudasse a mudar a decisão judicial.
Ela batalhou durante oito anos e meio e 300 mil dólares de custos legais - vindos de donativos de homossexuais, advogados, dos shows da cantora Ann Reed. especialistas em recuperação física e de gente comum que se emocionou com o caso.
Percorreu o país fazendo conferências, apareceu em programas de televisão contando sua história e alertando os casais gays para a necessidade de proteção legal para os seus relacionamentos.
Duas campanhas foram criadas para arrecadar fundos: camisetas com os slogans "Liberdade para Sharon Kovalski" e "Tragam Sharon de volta".Tudo isso acontecendo e mais o tremendo desgaste emocional e estresse que não podem ser medidos em tempo e cifras. 
             1988
Em setembro de 1988, Sharon foi submetida a um teste para avaliar sua aptidão e uma nova sessão no novo tribunal julgou que ela realmente era capaz de expressar seus pensamentos e desejos. Seis meses depois, Karen obteve o direito de visitar a companheira a cada 15 dias, nos finais de semana.
               
1991
A luta continuou e, em 1991, mais uma ida a tribunal sugeriu que Karen obtivesse a guarda e uma "terceira parte", ligada aos pais de Sharon fizesse a intermediação. 

A persistência venceu e, finalmente, Karen conseguiu levar a companheira para casa.
A história das duas valentes mulheres foi contada no livro "Porque Sharon Kovalski não pode ir para casa?" (Why Can’t Sharon Kowalski Come Home? Editora Spinsters/Aunt Lute,1988); no filme "Um compromisso para a vida:um retrato de Karen Thompson (Lifetime Commitment: A Portrait of Karen Thompson, dirigido por Kiki Zeldes,1994) e serviu como roteiro para a peça de Rosemary McLaughlin "Standing in the Shadow"s(mais ou menos "Permanecendo em pé em meio a sombras", 2001).
                                        
                                                2012  
Com todos os avanços que aconteceram em termos de direitos humanos e ativismo durante o espaço de tempo em que se desenrolou a triste história que vocês acabam de ler, são ainda raras as famílias que compreendem que o companheiro(a) de seu filho ou filha gay partilha a vida com ele/ela. 
E, muitas vezes, durante a relação, ajuda a fazer o patrimônio do casal. 

Em caso de morte – primeiro moralmente e, agora que a Lei pode ser usada - deve ter seus direitos assegurados ou, em caso de impedimento por doença - como na história de Karen/Sharon - pode e deve tomar conta do par, se essa for a vontade mútua.  

 Karen pede sempre, em suas palestras,que os casais compostos por homossexuais pensem nisso e lutem pela justiça *****************************************************************************

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Morre a primeira astronauta americana.

 A família divulga testamento e assume  publicamente a homossexualidade da heroína nacional

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SAlly  Kristen Ride, a primeira astronauta americana a voar no espaço ( em 1983)  nasceu em 26 de maio de 1951 e  morreu nesta segunda-feira 23 de julho de 2012, em sua casa em San Diego, de cancer de pâncreas.

Teve uma relação estável  durante 27 anos com Tam O'Shaugnessy,  conhecida pelos colegas astronautas e amigos.Além de Tam, deixou a mãe Joyce, a irmã Bear um sobrinho e uma sobrinha.

A Dra Sally Ride não apenas foi a primeira americana no espaço mas, também,participou das investigações  do acidente das naves Challenger, em 1986 e da Columbia em 2003.
 Foi uma brilhante tenista amadora mas não aceitou o convite para se profissionalizar,preferindo continuar os estudos na Universidade  de Stanford,onde se graduou em Astrofísica ( 1978)

Foi professora de Física na NASA,onde ingressou em 1978  e dirigiu  o
  California Space Institute  em San Diego. na Universidade da Califórnia

 Em 2001, fundou a empresa Sally Ride Science, "para tornar a Engenharia e a Ciência agradáveis de estudar",orientando currículos escolares e treinamento para professores.

A companheira Tam O'Shaughnessy,Professora Emérita da Escola de Psicologia da Universidade de San Diego, compartilhou a autoria de vários livros e administra a empresa.
Tam O'Shaughnessy

No obituário, a irmã Bear abre a questão da homossexualidade eplicando :"
 "Espero que isso ajude a facilitar a vida de  jovens gays,sabendo que uma das mulheres mais respeitadas nos Estados Unidos era como eles."

 O Presidente Obama, em nota oficial, descreveu Sally Rider como "uma heroína nacional e modelo de comportamento que inspirou gerações de moças a olhar para o céu e focar a ciência e a matemática como objeto de estudos em suas escolas"

segunda-feira, 14 de maio de 2012

No sábado,transexual disputará título de Miss Canadá-Miss Universo

 Matéria publicada no site G1(com agências internacionais de notícias)
A transexual Jenna Talackova posa para fotos em
hotel de Toronto  sábado (12 de maio 2012) 
(Foto: AP)


"A Aliança Gay e Lésbica contra a Difamação (GLAAD, sigla em inglês), que lutou pela igualdade de direitos em nome de Jenna, comemorou a notícia.
"A Organização Miss Universo segue as instituições que têm adotado uma postura contra a discriminação das mulheres transexuais", afirmou o porta-voz da GLAAD, Herndon Graddick.

"Os transexuais ainda têm negada a igualdade de oportunidades em termos de habitação, emprego e saúde. A decisão de hoje está em consonância com o crescente apoio público aos transexuais de todo o país", acrescentou.
Paula Shugart, presidente da Organização Miss Universo, disse no site da GLAAD: "Temos uma longa história de apoio à igualdade para todas as mulheres, e isso é algo que levamos muito a sério".

A reversão dessa política de longa data veio após uma campanha de Jenna, de 23 anos, que afirma ter passado pela cirurgia de troca de sexo porque nasceu no "corpo errado".

Com cabelos loiros, pernas longas e feições delicadas, ela vai tentar vencer o concurso, marcado para 19 de maio de 2012"


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quarta-feira, 9 de maio de 2012

"Elvis & Madona" de Marcelo Laffitte premiado por correspondentes estrangeiros

 A premiação anual da Associação dos Correspondentes de Imprensa Estrangeira no Brasil (ACIE) concedeu quatro prêmios à comédia romântica GLS Ëlvis e Madona": melhor diretor  (Marcelo Laffitte),melhor ator (Simone Spoladore),melhor ator (Igor Cotrim) e júri popular.
O troféu de  melhor filme foi para "O palhaço "de Selton Melo.
A cerimônia foi realizada ontem dia 8 de maio de 2012,no Centro Cultural do Banco do Brasil do Rio

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A seguir, o texto de Dolores Orosco, de São Paulo, para o G1.


 

'Elvis e Madona' conta história de amor entre lésbica e travesti em Copacabana

 

"O longa tem a atriz Simone Spoladore no papel da lésbica Elvis e o ator Igor Cotrim como o transex Madona. 
"É uma história de amor muito delicada, com toques de comédia", define o diretor, que escreveu o roteiro "imediatamente" após assistir um programa sensacionalista na TV americana, quando foi lançar o curta "Vox populi" em uma mostra em Miami, há 12 anos. "Foi árduo conseguir verba para as filmagens. Começamos a rodar em 2007, daí acabou o dinheiro, retomamos em 2008".


Assim como a dificuldade em conseguir patrocínio - o longa custou R$ 1,2 milhões -, Laffitte temia que o enredo de "Elvis e Madonna" afugentasse o público mais conservador. 

O receio passou após algumas exibições-teste, com diferentes perfis de espectadores. "Logo nos dez primeiros minutos os personagens estão tão bem desenhados, que as pessoas se desligam do fato de que se trata de um travesti e uma lésbica se apaixonando. Eles vão se divertindo com a história, se envolvendo com essa coisa do feminino e do masculino do casal se sobressair conforme as situações".

Para diminuir o impacto do argumento, Laffitte preferiu deixar os protagonistas longe de ambientes marginalizados, como geralmente são retratados os homossexuais no cinema nacional. 

\Madona é uma cabeleireira que trabalha duro para realizar o sonho de produzir um espetáculo musical com drag queens. 
Elvis, entregadora de pizza, na verdade quer ser fotógrafa.

Ambos vivem em Copacabana, onde se passa a maioria das cenas. O bairro carioca serviu também de inspiração para a música-tema "I love you, Copacabana", composta por Laffitte e Gabriel Moura e gravada por Elza Soares especialmente para o filme.


"O encontro da dupla acontece quando Elvis faz um delivery no apartamento de Madona e a vê toda machucada, após levar uma surra. Ali começa a amizade, que mais tarde evolui para um sentimento forte", explica o cineasta."


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Alan Turing e a maçã envenenada. .

   Texto postado nos meus dois blogs , em homenagem à Parada Gay de São Paulo, hoje dia 7 de junho . Estive presente na 1a , aqui no Rio,aco...