terça-feira, 10 de maio de 2016

Hans Christian Andersen

O autor de contos natalinos teve vida de conto de fadas
 
Andersen nasceu em 2 de abril de 1805, filho de gente muito pobre. 
O pai, sapateiro e a mãe, lavadeira, vários anos mais velha que o marido.
Toda a família vivia e dormia num único quarto. O pai amava muito Hans e, percebendo nele a semente da criatividade, permitiu que seu filho aprendesse a ler e construiu para ele um teatrinho de marionettes.

O menino montava no teatrinho peças clássicas da literatura, muitas delas de Shakespeare, cujo roteiro sabia de cór.

Aos onze anos perdeu o pai e deixou a escola. Essa perda dupla, do pai e do modesto status, numa época em que a Dinamarca priorizava o nacionalismo, influenciou as histórias que viria a escrever - quase todas baseadas em contrastes sociais.

Múltiplos talentos


Em 1819, aos 14 anos, foi para Copenhague com a convicção de que se tornaria cantor de opera, apesar da voz não ser apropriada.
 Foi Jonas Collin, que seria um amigo de toda vida, diretor do Teatro Real que facilitou sua entrada. Ali, Andersen trabalhou como ator, bailarino e dramaturgo.
A fama de lunático e pirado, chegou ao rei Frederico IV, que se interessou por tão estranha criatura e o encaminhou para a escola de Slagelse, onde Andersen estudou até 1827, com ajuda financeira do governo.
Em 1828, foi admitido na Universidade de Copanhegue   onde começou a escrever poemas, novelas, peças, livros de viagem e, principalmente, os contos que o tornariam famoso - Pequena Sereia, Patinho Feio, Soldadinho de Chumbo, entre outros. 

Andersen transformou em contos as histórias da tradição oral, acrescentando personagens e criando novas situações. 

Afirmava que seu trabalho não era somente dedicado às crianças, pois a maturidade é que traz a compreensão do significado de um conto de fadas. Mas os amigos achavam que sua excentricidade seria um entrave. Engano.

Em 1829, grande sucesso com Um passeio desde o canal de Holmen até à ponta leste da ilha de Amager. Alcançou fama internacional em 1835, quando foi lançado  
 O Improvisador

Viajante apaixonado, visitou França, Itália, Portugal, Inglaterra e vários outros países europeus, além do Marrocos, na África.
Os romances adultos, livros de poesia e diários de viagens, foram seguidos pelos contos de fadas que tornaram Hans Christian Andersen famoso. 

A "primeira voz autenticamente romântica a contar histórias para as crianças". Pretendia uma sociedade em que todos deveriam ter direitos iguais e onde, os poderosos, fortes e exploradores não abusariam dos pobres, fracos e explorados. Defendia a ideia de que todos os homens deveriam ter direitos iguais.
Entre 1835 e 1842, Andersen lançou seis volumes de Contos, livros com histórias infantis, que foram traduzidos para diversos idiomas
Conto de fadas
A riqueza, a fama e o sucesso social não lhe subiram à cabeça. Assim como frequentava a família real, lia suas obras para estudantes e prestigiava a Associação de Trabalhadores.

No final de 1872, Andersen ficou gravemente ferido em acidente doméstico que o deixou com a saúde abalada.
No final da vida, reconheceu que sua história pessoal teve muito de conto de fadas: filho de humilde sapateiro, tornou-se freqüentador da corte..

Morreu em 4 de agosto de 1875 e foi enterrado na catedral de Copenhague, com a presença do Rei, da nobreza e de grande massa popular.



Em homenagem a Andersen, o Rei da Dinamarca instituiu em 1956 o prêmio Internacional de Livros para Jovens (International Board of Books for Young People – IBBY), considerado o mais importante em sua área, um “pequeno prêmio Nobel”. 



Lygia Bojunga Nunes (2000) e Ana Maria Machado (1982) foram as autoras brasileiras premiadas.

O dia de seu nascimento - 2 de abril - foi escolhido como o Dia Internacional do Livro Infanto-Juvenil.
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A vida num conto de fadas (no original em inglês, Hans Christian Andersen: My Life as a Fairy Tale) é uma minissérie (2001) que conta a história da vida de Andersen, entremeada por trechos de seus contos. Direção de Philip Saville e tendo Kieran Bew no papel principal.
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