sexta-feira, 26 de junho de 2020

Queen Latifah

*Cantora, pioneira do rapper feminino,produtora musical,modelo e atriz norte-americana.
(Latifah significa "macia" , Queen porque se sente a rainha do rap americano) 

*Vencedora de um prêmio Grammy e de um Globo de Ouro. 

*Indicada ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por Chicago. 

*Dana Elaine Owens, Queen Latifah, nasceu no dia 18 de março de 1970 em Newak,New Jersey,Estados Unidos.  


* Filha de Rita  Bray Owens,professora no Ginásio de Irvington,eonde nossa cantora estudou e de  Lancelot Owens Senior ,policial.O casal se divorciou em 1980. 
 
*Tirando partido da altura (1.78 m), praticou basquete e ganhou duas vezes o cameonato universitário do seu Estado.

*A carreira foi iniciada com o grupo  Ladies Fresh na década des1980 e o primeiro album solo saiu em 1989 ",com textos engajados que atraíram a atenção.  

*Polivalente,ampliou as  possibilidades  artísticas como apresentadora do  "The Queen Latifah Show",nos anos 90 e, como atriz,eu primeiro longa metragem levou a assinatura de  Spike Lee : "Jungle Fever"(1991). Contracenou com Catherine Zeta-Jones no filme  "Chicago". 


*Bem humorada na vida real, a maioria dos  papéis na tela mostra esta faceta de sua personalidade.

* Numa Parada de Orgulho Gay em Long Beach, Califórnia,assumiu publicamente a orientação sexual (2012). 

 * Em seu show de tv, interpreta "Just another day"
https://www.youtube.com/watch?v=DsStH6K6omE

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No Rio 

 Em 2015, Quenn esteve duas vezes no Rio,acompanhada da namorada.
Na mureta da Urca
.
No início do ano,como simples turista, fez o circuito tradicional:Corcovado,Pão de Açúcar, etc.
Em final de outubro,voltou para avaliar material para uma série sobre viagens, dirigida por Paula Lavigne.

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domingo, 14 de junho de 2020

Origem dos símbolos do movimento gay

 

A IMAGEM É A MENSAGEM
Em 1970, após os acontecimentos de Stonewall, a décima primeira letra do alfabeto grego, Λ (minúscula: λ) ou lambda, que equivale ao L ,foi escolhida pelo GAA (Aliança do Ativismo Gay) como símbolo do movimento gay. 
E

m 1974, este sinal gráfico, usado pelos cientistas para nomear a força cinética, foi adotado como símbolo internacional por toda comunidade LGBT num encontro de ativistas em Edimburgo, Escócia. 
Apesar do conhecido ditado “uma foto vale mais que mil palavras”, a imagem sem conteúdo nada vale.É preciso que a mítica a ela seja agregada.
 

A bandeira do arco íris e os demais símbolos mais conhecidos da comunidade são, junto com toda comunicação gráfica de nossos dias, o produto final (ainda em mutação) de um processo começado há cerca de 40 mil anos quando, nas paredes das cavernas, nossos antepassados deixaram símbolos na pintura :na Espanha (Altamira), na França (Lescaux e Chauvet) e África (Rodésia). 
Os filósofos da antiguidade estudaram a força dos símbolos.

Platão e sua alegoria da cratera; Plínio e a moça de Butadés inventora da escultura e do desenho; Ovídio forjando o mito de Narciso que chega aos nossos dias via Charles Sanders Peirce, Roland Barthes, Ferdinand Saussure, Umberto Eco e tantos outros mestres na arte de comunicar, potencializado pelos recursos da mídia e o milagre da globalização ,enfatizando a luta pelos direitos civis dos homossexuais e transgêneros e sua liberdade de escolha na hora de amar.


 Bandeira do Arco íris
 

A bandeira do arco íris - símbolo moderno do respeito à diversidade - foi criada pelo designer gráfico norte-americano Gilbert Baker, para a parada de 25 de Junho de 1978, em San Francisco. 
No ano seguinte, para superar dificuldades na produção, foram retiradas as cores rosa e turquesa e o azul índigo substituído por um tom mais escuro.
A bandeira com seis cores se tornou oficial ( o vermelho simboliza o fogo; o laranja a cura; o amarelo o sol; o verde a natureza; o azul a harmonia e o violeta o espírito).
 

Presente em qualquer evento LGBT, exposta em locais públicos sinaliza que o local é um ambiente gay ou simpatizante. 


O segredo de Hitler
8/3/1933 - A Alemanha nazista abre os primeiros campos de concentração e Berlim, até então considerada a capital da liberdade, torna-se a capital da repressão : teatros, boates, cafés e bares gays são fechados e seus freqüentadores presos, deportados e junto com os demais gays e lésbicas incursos no parágrafo 175 do Código Penal alemão - que penalizava relações “contra a natureza”. 


Cerca de 25.000 pessoas foram mandadas para prisão entre 1937 e 1939 e depois para campos concentração, esterilizadas, castradas , a partir de 1942, os homossexuais identificados nas forças armadas foram executados sumariamente. 

O surreal nisso tudo é que ele, Hitler, teria, segundo o historiador Lothar Machtan, uma vida dupla. 
O livro “O segredo de Hitler“, publicado em 2001 pela Editora Objetiva, traz a público uma bem guardada informação : Hitler era gay (!?)Divulgo mais uma vez o livro “The Pink Swastika: Homosexuality in the Nazi Party” (A suástica cor de rosa: homossexualidade no Partido Nazista ), dos americanos Scott Lively e Kevin Abrams. 

Em sua 4ª edição, em 2002, apresenta “provas irrefutáveis” mostrando que o centro dos regimes nazista e fascista e a elite nazista eram constituídos por homossexuais enrustidos. 

As diretrizes do Partido teriam sido traçadas em Munique – mais exatamente no Bratwurstgloeck, que seria conhecido nos dias de hoje como um bar gay.Muitos dos rituais e símbolos viriam de “organizações sodomitas”, entre elas a saudação “Sieg Heil” (Viva a Vitória!) e a logomarca dos SS. 


Nunca mais esqueceremos
 

As cores dos triângulos invertidos portados pelos prisioneiros dos campos de concentração indicavam o motivo da prisão: vermelho para os prisioneiros políticos, verdes para os prisioneiros comuns, amarelos para judeus, preto para os anti-sociais (lésbicas aí incluídas) e rosa para os homossexuais. 

Usar Triângulo rosa significava fazer as piores tarefas e ser atacado pelos demais prisioneiros. 
Experiências médicas comandadas pelo monstro Heinrich Himmler implantavam glândulas sintéticas para que os “invertidos voltassem à normalidade”. 
Terminada a guerra, com uma estimativa de 100.000 gays executados, os homossexuais permaneceram encarcerados porque continuava em vigência o parágrafo 175, que só foi eliminado da constituição alemã de 1969.

No campo de Teresientstad, na República Tcheca, minha avó paterna judia trabalhou durante 3 anos e meio usando o triângulo amarelo e teve seu pulso marcado com um número, como se fosse gado.
 

A –UP (AIDS Coalition To Unleash Power), entidade que cuida de programas anti-Aids adotou o triângulo rosa como seu símbolo, depois transformado no laço cor de rosa reconhecido como sinônimo da luta contra a doença.

Usá-lo significa exprimir solidariedade, permitir visibilidade e mostrar que quem o usa protege os soropositivos da discriminação.
 



Triângulo Negro
 



As lésbicas não estavam adaptadas aos cânones moralistas da família alemã nazista, patriarcal, com orientação hétero e que premiava mulheres com muitos filhos arianos. 
A babaca lógica formal dos nazistas não havia encontrado uma forma de puni-las. com aprisionamento ou deportação.

Apenas a Áustria tinha uma lei que reprimia relações entre mulheres, que permaneceu em vigor depois da Anschluss - anexação - em 1938). 

Para “compensar a falha moral”, as lésbicas eram presas e obrigadas a se prostituírem - eram vítimas de abuso sexual e outros tratamentos cruéis. 

O triângulo negro também foi resgatado pela comunidade lésbica e tornou-se símbolo da luta contra a repressão e discriminação. 


Mercúrio
 


Mercúrio, regente do signo de Gêmeos, é o símbolo dos transgêneros e travestis. 
Conta a mitologia grega que Hermes e Afrodite tiveram um filho que possuía tanto os órgãos genitais femininos quanto os masculinos e foi chamado Hermaphroditus, que deu origem ao termo hermafrodita.O signo astrológico de Mercúrio tornou-se um símbolo tradicional dos travestis.
A lua crescente em cima representa o masculino e a cruz embaixo o feminino. Um anel, representado a individualidade, une os dois.
 


O Labrys


Símbolo da força feminista, Labrys é um machado duplo utilizado pela deusa Demétria. O Labrys, que teria sido utilizado em batalhas, representa o movimento feminista.
As amazonas tinham duas rainhas, mulheres guerreiras impiedosas durante as batalhas eram justas e compassivas ao tratar os derrotados.Símbolos de Gênero
Existentes desde a Roma antiga, a cruz do símbolo de Vênus representa o feminino e a seta o masculino.
Duplas de signos atualmente significam a luta pelo reconhecimento da parceria civil registrada,

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O Grupo Arco Íris cita ainda os seguintes símbolos
 
CALAMUS
Planta atribuída por Walt Whitman como símbolo do amor homoerótico.


 LADSLOVE

Planta utilizada pelos poetas do século XIX como símbolo da homossexualidade.


 VERDE

Tanto na Roma Antiga quanto na Inglaterra do século XIX, a cor verde normalmente era associada aos gays.
 

LEBRE, HIENA, DONINHA

Três animais associados à homossexualidade masculina, supostamente devido à uma epístola do século I, de Barnabus.
FÉNIX

Uma sugestão de Robin Tyler, já que a Phoenix, um pássaro mitológico, queimava e se levantava de suas cinzas mais glorioso a cada cinco séculos.
 


GRAVATA VERMELHA

Um acessório de moda utilizado por alguns homens, no início do século XX, como um sinal para que outros soubessem que eles também eram gays.



 ANEL ROSA

Mais um artigo de moda muito utilizado durante os anos 50, 60 e início dos 70. Alguns acreditavam em raízes primitivas e místicas já que o dedo mindinho representa a espiritualidade.
 

RINOCERONTE
 
Ativistas de Boston decidiram iniciar um campanha na imprensa para cimentar um símbolo para o movimento gay. 
O rinoceronte foi escolhido por ser um animal mal compreendido, super-dócil e inteligente.

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quarta-feira, 10 de junho de 2020

"Morte em Veneza-" 50 anos- e afins

 
    


 


 


Puro deleite na noite de  insônia

  Graças ao canal Art 1, que 
ajudou a tornar menos desagradável mais uma noite em claro. pela enésima vez, me emocionei com a soberba interpretação de Dick Bogarde em “Morte em Veneza”, baseado em obra de Thomas Mann e - quintessência do luxo - com tema musical de Gustav Mahler.

Todos os nomes citados acima tinham algo mais em comum além da genialidade,refinamento :talento, inspiração e sensibilidade
No caso de Mahler, grandes conflitos internos afetaram profundamente a vida conjugal. A amada (espiritualmente), mas insatisfeita Alma Mahler,  virou ‘femme fatale’, mais tarde casada com o arquiteto Walter Gropius, com o poeta Franz Werfel, e teve casos quentíssimos com os pintores Oskar Kokoschka, Gustav Klimt e etc,etc,etc.  "


"Morte em Veneza”


Hospedado em um hotel de veraneio em Veneza, no início do século XX e de férias para se recompor de stress causado por perdas e fracassos, famoso compositor - Prof. Gustav Aschenbach (Dirk Bogarde) - reservado e discreto, é surpreendido pela atração imediata, secreta e platônica que sente por outro hóspede, um jovem polonês, efebo de beleza angelical. 

 Uma epidemia de cólera permeia os acontecimentos. Aos poucos, o envolvimento vai se transformando em autodestruição. A obra prima rendeu a seu diretor o Prêmio especial do 25º Aniversário do Festival de Cannes (1971). Direção: Luchino Visconti. Com: Dirk Bogarde, Bjorn Andersen (o anjo em forma de gente), Silvana Mangano, Mark Burns, Marisa Berenson.

Don Luchino Visconti di Modrone, Conde de Lonate Pozzolo (1906-1976)

O diretor que transformou o romance clássico de Thomas Mann em "uma obra-prima de poder e beleza" - segundo o crítico William Wolf - era descendente de nobre família milanesa, filho de Giuseppe Visconti, Duque de Grazzano, e de Carla Erba (proprietária da empresa farmacêutica) e dedicou a juventude a cuidar de seu haras particular enquanto frequentava o mundo das artes. 

Entre 1936 e 1938, viveu na França, amigo de Coco Chanel e Jean Renoir, com quem trabalhou no filme "Une partie de campagne"e a trajetória continuou em Hollywood, até voltar a Roma.
Em 1940, ligado aos intelectuais que faziam o jornal “Cinema”, vendeu bens e jóias da família que lhe cabiam para realizar sua primeira película. Em seguida, foi contratado pelo Partido Comunista Italiano para realizar 3 documentários sobre camponeses e pescadores.

Continuou a filmar com monstros sagrados do cinema e o reconhecimento da crítica veio com o Leão de Ouro do Festival de Cinema de Veneza por "Le notti bianche".
O primeiro êxito de bilheteria veio em 1960 com"Rocco e seus irmãos". Em 1963, conquista a Palma de Ouro do Palma do Festival de Cannes com o grandioso "O Leopardo", filme de três horas de duração extraído do romance homônimo de Giuseppe Tomasi di Lampedusa, que conta a história da transição da nobreza para o populismo, na Sicília nos tempos da unificação italiana.
Com o refinado "Morte em Veneza" (1971), protagonizado por Dick Bogarde, atingiu seu apogeu.

Uma crise cardíaca o prendeu à uma cadeira de rodas, mas não impediu a realização de mais jóias do cinema, sempre privilegiando uma “estética política” no olho do furacão do neorealismo Italiano.

Em 1976, morreu na residência de Roma.
14 filmes, 3 documentários, 36 direções teatrais e 23 direções de óperas, indicação ao Oscar, 2 prêmios Bodil de melhor filme europeu, Palma de Ouro em Cannes por “Il Gattopardo” e Leões de todos os matizes nos Festivais de Veneza ficaram como legado material do aristocrata mais refinado e mais “povão” que a Itália jamais produziu, um grande marxista de alma e coração.

Thomas Mann (1875-1955)

Alemão e um dos maiores romancistas do século XX, recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1929.
Filho do comerciante Johann Heinrich Mann e da escritora e produtora cultural brasileira Júlia da Silva Bruhn, casou-se com Katia Pringheim. 

 Irmão mais novo do romancista Heinrich Mann, foi pai de seis filhos. Na obra de Thomas Mann não há menção à terra da mãe, mas existem inúmeras teses, trabalhos e ensaios sobre como esta mestiçagem teria pontuado sua vida e influenciado sua produção.
Em 1893, edita a revista "Der Frühlingssturm" (A Tempestade de Primavera) e participa do quadro de colaboradores.

Apaixona-se por Wilri Timppe, filho de um de seus professores. Mais tarde, Timppe seria inspiração para Pribslav Hippe, personagem de "A Montanha Mágica", um retrato da Europa em ebulição, com a Primeira Guerra Mundial em seus primórdios.

Começou a criar 'Buddenbrooks", saga de uma família por 4 gerações, durante uma viagem à Itália e, de volta a Munique, editou um jornal satírico/humorístico "Simplicissimus".
Esse foi o momento da paixão não correspondida por Paul Ehrenberg, que definiu mais tarde como a "experiência central de seu coração”.
Quando Hitler chegou ao poder, a família inteira perdeu a cidadania alemã e Mann asilou-se na Suíça até 1938, mudando-se para os Estados Unidos e obtendo a cidadania americana em 1944. Consta que o Presidente Roosevelt chegou a avaliar a possibilidade de Thomas Mann assumir o governo alemão no pós-Guerra.
Com a chegada do macartismo,o escritor cansou de ser alvo de perseguições, voltou à Europa e morreu em Kilchberg , próximidades de Zurich, em 1955.


Sir Dick Bogarde (1921-1999)
O ator, chiquérrimo, primeiro inglês a presidir o júri do Festival de Cannes, em 1984, preferia manter a vida particular bem distante da profissional, onde brilhava com sua grandiosa capacidade de representar em cerca de 70 películas, especialmente o trabalho em "Morte em Veneza". Aos 50 anos, começou carreira de escritor, muito bem sucedida.

Gustav Mahler (1860 –1911)

Entre o final do século 18 até o raiar do século 20, Viena foi (também) o centro de uma corrente cultural musical. Wolfgang Amadeus Mozart, Ludwig von Beethoven, Johannes Brahms, e Gustav Mahler residiam na cidade, terra natal de Johann Strauss (pai e filho), Arnold Schoenberg e Franz Schubert.
Além de compositor, Mahler foi grande maestro e suas técnicas são presentes até os dias de hoje, divulgadas nos anos 60 por Leonard Bernstein.
E uma geração de admiradores e regentes deu grande exposição à sua produção, em especial às sinfonias.
O fundo musical de “Morte em Veneza” contribuiu para a notoriedade mundial do compositor.
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sexta-feira, 5 de junho de 2020

LADY GAGA


Boneca
 de cera da bela na  Exposição  Dreamland no Shopping Plaza Mooca  em 2013 e,

depois, em itinerância pelo Brasil


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Ame-a ou deixe-a

O talentoso ser humano atrás do fenômeno mediático

Houve um momento,mais precisamente no dia 29 de abril de 2010  em que a revista "Time" considerou Lady Gaga a artista mais influente do mundo, superando os maiores nomes do cinema, teatro e televisão.
Mais que estar no topo das paradas musicais, ela e sua carreira  foram reconhecidas pela importância artística.
O texto publicado sobre o fenômeno foi escrito por Cyndi Lauper(famosa,entre outros pelos sucessos “ Time after Time" ”e “ Girls just wanna have fun" ).
E ao ser indagada numa entrevista se é transexual, respondeu que se sente “muito orgulhosa com a comparação”,mas que sua vagina “ficou magoada”.
A bela é militante dos direitos humanos: promoveu o evento e discursou durante a última Marcha Nacional pela Igualdade -em Washington(outubro de 2009)


Veja:
http://www.youtube.com/watch?v=XywDm8dO3rY


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Stefani Joanne Angelina Germanotta nasceu em Nova York em 28 de março de 1986,filha do ítalo americano Joseph Germanotta e de Cynthia Bissett.
Começou aulas de piano aos quarto anos,compos sua primeira balada aos 13 e aos 14 começou a atuar em peças teatrais, durante os estudos no Convent of the Sacred Heart,escola católica particular,

Era boa aluna e disciplinada ,mas muito discriminada por sua aparência exótica e seu espírito livre.Gaga explica a excentricidade numa entrevista para o Elle Magazine “Sou canhota”
Aos 17, Stefani Germanotta, a nossa futura Lady Gaga,passou a frequentar a escola de Artes da New York University.Estudou música e composição,artes,religião, ciências sociais e políticas.


Desafio
Decidida a investir na carreira artística largou os estudos e pediu ajuda ao pai, que concordou em pagar mesada durante um ano com a condição da filha voltar `a Faculdade em caso de insucesso.
"Para economizar,fui morar sozinha no apartamento mais barato que encontrei e comi merda até que alguém quisesse me ouvir”, contou numa entrevista.

Aos 19 anos foi contratada e logo demitida da Def Jam Records ,o que permitia que cantasse à noite no meio musical alternativo de Nova York e. trabalhasse, durante o dia, para o selo  Interscope Records, compondo para artistas conhecidos : Pussycat Dolls, Fergie e Britney Spears e Akon.

Este último, depois de ouvir Gaga cantar e impressionado com tanto talento, convenceu o presidente da Interscope Jimmy Iovine a contratá-la.Foi assinado um acordo musical entre a gravadora e a de Akon, a Kon Live.

O nome artístico foi invenção do produtor musical Rob Fusari para Stefani Germanotta. O timbre de voz da moça lembrou o de Freddie Mercuty interpretando o sucesso “Radio Ga Ga” do grupo Queen.


O album de estreia,"The Fame"foi lançado em agosto de 2008 e chegou ao primeiro lugar de vendas,segundo o Billboard "Top Electronic Albums".


Os dois primeiros singles do álbum, " Just Dance" e "Poker Face", se tornaram grandes sucessos internacionais, sendo que o primeiro foi indicado na categoria "Melhor Canção Dançante" no 51º Grammy Awards 

Em 2009,Lady Gaga abriu turnês de grupos como New Kids on the Block e Pussycat Dolls . Em seguida,embarcou na sua própria, a The Fame Ball Tour 


Vendeu mais de 20 milhões de singles digitais e 8 milhões de álbuns.


Estrela Cintilante


Conversei com músicos, com um consultor de marketing especializado em imagem e com um psiquiatra, na vã tentativa de tentar entender a incrível ascenção dessa Madonna do século 21.
Foi desafio do pai italiano e mais o talento real como musicista, foram as letras passionais?


O desgaste dos antigos ídolos que confundem persona com a pessoa real e se tornam humanos demais para os fans?

Ou o trabalho dos marqueteiros da gravadora debruçados no inconsciente coletivo que clamava por um novo ícone para o público chamar de seu?


Acho que a resposta é muito mais simples.


As razões provavelmente são o toque pessoal disco.as letras que-dizem- são compostas em poucos minutos,a voz potente -mesmo ao vivo-e a coreografia criativa :conjunto que transformou Lady Gaga na jovem estrela cintilante que veio para brilhar por muito tempo.Cantora, compositora,produtora,toca piano e sintetizador e é ligada ao povo da moda.
Ela é amada,imitada ou odiada.


E seus cabelos são naturais...



segunda-feira, 1 de junho de 2020

" Atrás da Estante '= "Circus of Books"-Documentário LGBT+ -Netflix


  

Por mais de 35 anos, a livraria e sexshop  gay Circus of Books deu à comunidade LGBT + de Los Angeles um espaço para socializar sem julgamento.
Produzido por Ryan Murphy, "Circus of Books" (Atrás da Estante)é o documentário de estreia da artista Rachel Mason, que   pergunta às pessoas mais "certinhas "  que ela conhece - seus pais - como se tornaram os maiores distribuidores de pornô gay nos Estados Unidos.

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Texto abaixo,originalmente em inglês,por Curtis M. Wong, HuffPost/ US


Barry e Karen Mason, que dirigiram o "centro do universo gay" em Los Angeles e se tornaram defensores dos direitos LGBT, são objetos de um novo documentário.
O documentário analisa profundamente as origens improváveis ​​de uma loja de livros e pornografia para adultos gays que se tornou uma instituição de Los Angeles.

Em "Circus of Books", desde 22 de abril na Netflix, a cineasta Rachel Mason faz um perfil de seus pais judeus conservadores, Barry e Karen. Por mais de 30 anos, o casal operou o Circus of Books - que o filme considera o "centro do universo gay" - em West Hollywood, Califórnia.

Além da literatura, o Circus of Books se especializou em vídeos com classificação estritamente para maiores de idade e brinquedos sexuais. Dada a natureza tabu da indústria, no entanto, mantiveram a vida em segredo sobre a vida profissional entre membros da família e conhecidos -por anos.

"Nós éramos provavelmente o maior distribuidor de filmes gays hardcore nos EUA. Era como uma faca sobre nossas cabeças o tempo todo", lembra Karen Mason no trailer,

A epidemia de Aids das décadas de 1980 e 1990, e a ampla homofobia que varreu o país como resultado, ajudaram a transformar Karen e Barry em improváveis ​​ativistas de direitos LGBTQ.
Karen Mason até se tornou um dos principais membros da PFLAG, ou Pais, Famílias e Amigos de Lésbicas e Gays, depois que seu filho Josh se assumiu como gay.

Produzido por Ryan Murphy, "Circus of Books" estreou com críticas positivas no Tribeca Film Festival de 2019.
A IndieWire elogiou o filme como "um deleite raro - e um documentário quase perfeito", enquanto o The Hollywood Reporter o chamou de "muito engraçado, muito emocionante".

Embora o Circus of Books tenha sido fechado em 2019, o legado da loja vive no coração do veterano do "RuPaul's Drag Race
" Alaska, um ex-funcionário que aparece no filme e outros membros da comunidade gay de West Hollywood.


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PORTUGUÊS
INGLÊS
ESPANHOL

Barry e Karen Mason, que dirigiram o "centro do universo gay" em Los Angeles e se tornaram defensores dos direitos LGBT, são objetos de um novo documentário.
Por Curtis M. Wong, HuffPost US

Um novo documentário analisará profundamente as origens improváveis ​​de uma loja de livros e pornografia para adultos gays que se tornou uma instituição de Los Angeles.

Em "Circus of Books", prevista para 22 de abril na Netflix, a cineasta Rachel Mason faz um perfil de seus pais judeus conservadores, Barry e Karen. Por mais de 30 anos, os maçons mais velhos possuíam e operavam o Circus of Books - que o filme considera o "centro do universo gay" - em West Hollywood, Califórnia.

Além da literatura, o Circus of Books se especializou em vídeos com classificação X e brinquedos sexuais. Dada a natureza tabu da indústria, no entanto, os maçons mantiveram a vida em segredo sobre a vida profissional entre membros da família e conhecidos por anos.

"Nós éramos provavelmente o maior distribuidor de filmes gays hardcore nos EUA. Era como uma faca sobre nossas cabeças o tempo todo", lembra Karen Mason no trailer, revelado na segunda-feira e visível acima.

A epidemia de Aids das décadas de 1980 e 1990, e a ampla homofobia que varreu o país como resultado, ajudaram a transformar os maçons em improváveis ​​ativistas de direitos LGBTQ. Karen Mason até se tornou um dos principais membros da PFLAG, ou Pais, Famílias e Amigos de Lésbicas e Gays, depois que seu filho Josh se tornou gay.

O executivo produzido por Ryan Murphy, "Circus of Books" estreou com críticas positivas no Tribeca Film Festival de 2019. A IndieWire elogiou o filme como "um deleite raro - e um documentário quase perfeito", enquanto o The Hollywood Reporter o chamou de "muito engraçado, muito emocionante".

Embora o Circus of Books tenha sido fechado em 2019, o legado da loja vive no coração do veterano do "RuPaul's Drag Race" Alaska, um ex-funcionário que aparece no filme e outros membros da comunidade gay de West Hollywood.


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    sexta-feira, 15 de maio de 2020

    17 de maio- Dia Internacional contra a Homofobia


    No dia  17 de  maio de  1990,  a Assembléia Geral  da organização Mundial de Saúde,órgão da ONU, retirou a homossexualidade de sua lista de distúrbios mentais,tentando liquidar mais de um século do que chamou “homofobia médica”

     Informa fonte do governo estadual: "Os boletins de ocorrência das delegacias do Estado do Rio de Janeiro contarão com a opção "homofobia" entre as possíveis motivações para um crime." A classificação desse tipo de violência pela polícia é fato inédito no Brasil.

    Discriminar gays,lésbicas e transgêneros e matá-los com o aval da lei ainda é fato considerado normal em muitos paises membros das Nações Unidas,se bem que  organizações encarregadas de cuidar dos direitos do homem – como o  próprio Comitê dos Direitos do Homem e a Anistia Internacional –condenem repetidamente discriminação com base na orientação sexual e identidade de gênero.

    Enquanto gente morre de fome e inanição e  guerras absurdas e insufladas continuam acontecendo,cerca de oitenta países no mundo ainda aprisionam   pessoas cujo grande delito é que sentem atração pelo mesmo sexo

    Nove deles punem com a morte este “tremendo pecado” :Afeganistão, Arábia Saudita,Emirados Árabes Unidos,Iran, Mauritônia,Nigéria,Paquistão,Sudão e o Yemen

     Em  2005, a  ILGA- sigla da Associação Internacional de Gays e Lésbicas-  entidade  que combate a discriminação e luta pela igualdade de direitos para a comunidade LGBT há 30 anos, liderou um movimento para criar um dia no calendário em que  fosse  exibido ,com prioridade, esse comportamento abjeto e absurdo .

    Assim foi criado o  IDAHO-Dia Internacional contra a Homofobia,celebrado por mais de 40 países.

    A importância da presença médiatica é tamanha que mesmo no Irã,onde gays são enforcados com a presença obrigatória dos pais(se não comparecerem ,também serão enforcados) a brutalidade governamental passou a ser discutida em blogs, sites e e/mails.
      
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    Em 1785,Jeremy Bentham ,que hoje poderia ser descrito como um sociólogo,escreveu o primeiro documento  pró direitos dos gays conhecido ao pedir uma reforma de lei na Inglaterra, onde  eram sumariamente enforcados.Temendo represálias,o  seu trabalho pioneiro foi escondido até 1978.

    Correntes emergentes do humanismo secular –que se opunham  a Humanismo religioso) imaginaram que  as idéias  de  Bentham  influeinciaram  a Revolução Francesa.e,quando a nova Assembleia Nacional  começou a esboçar as políticas e as leis da república nova em 1790, grupos de militantes, em Paris,pediram e conseguiram que a liberdade,igualdade e fraternidade fossem estendidas também aos que amavam diferente

    Assim, em 1791, a França tornou-se a primeira nação a não criminalizar a homossexualidade
                          
    Ulrichs

    Em cada um de nós  que luta pela liberdade de expressão-inclusive e principalmente sexual- ,brilha um pouco da   chama que alimentou a vida e os ideais de  Karl Heinrich Ulrichs (1825-1895), advogado alemão, ativista da causa e teórico da homossexualidade é considerado o primeiro militante assuimidamente gay.
    Em 1862, 105 anos antes dos enfrentamentos de Stonewall (1969) que deram origem aos movimentos pelos direitos dos homossexuais nos Estados Unidos, Ulrichs revelou aos familiares sua opção sexual e foi compreendido,fato raríssimo ainda hoje..
      
                             Um pensamento de ternura 

     *Para Harvey Milk, primeiro politico assumidamente gay, vítima de crime de ódio

    *Mais uma vez e sempre pelos gays enforcados no Irã,pelos mortos por skinheads ou mortos por gays enrustidos assassinos

    *Para Judy Shepard e Sylvia Guerrero,mães coragem que tentam superar,com ativismo pela causa da não homofobia,o desespero te terem perdido Matthew Sheppard e Gwen Araujo de forma brutal.



    *Por cada um que já foi vítima de chacota,deboche e escárnio na vida social,escolar ou profissional e pelas  famílias que apoiam e  compreendem seus meninos e meninas gays,sendo-elas  mesmas -muitas vezes repelidas e discriminadas,em geral pelos parentes mais próximos.


    *Por quem precisa viver "na clandestinidade" mesmo sem desejar e apela para casamentos de mentirinha 

    *Para os excomungados da Igreja Catolica Romana e pelos excluídos nas  religiões fundamentalistas

    *Para as mães que  que tentam militar em favor  da não homofobia-com boa vontade, é certo-mas não conseguem reinventar a maternidade pois, algumas delas ,são as primeiras a discriminar e não ousam reconhecer isso.

    *Para travestis e transexuais- que me inspiram especial carinho e que são,`as vezes, discriminados pela própria comunidade LGBT
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    Abaixo a opressão e a intolerância. Que a diversidade, em todas as suas formas, seja respeitada
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    ANDY WARHOL

        A série  Diários de Andy Warho l     está disponível na Netflix e conta a história do artista norte-americano através dos seus diários p...