domingo, 24 de maio de 2015

Cate Blanchett e a Palma Gay em Cannes

Nova Palma de Ouro para filmes de temática LGBT



Cate Blanchett

O júri presidido pela americana Desiree Akhavan concedeu a  Palma de Ouro  Gay do Festival de Cannes 2015  ao  filme "Carol",dirigido por Todd Haynes  que mostra Cate Blanchett  como mulher madura e casada que se envolve com uma jovem, interpretada por Rooney Mara.

O prêmio para filmes de temática lgbt é o equivalente ao  "Teddy Award", concedido durante o Festival de Berlim a filmes relacionados ao mundo gay.

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A jovem Therese Belivet (Rooney Mara) tem um emprego entediante na seção de brinquedos de uma loja de departamentos. 


Um dia, ela conhece a elegante Carol Aird (Cate Blanchett), uma cliente que busca um presente de Natal para a sua filha. 

Carol, que está se divorciando de Harge (Kyle Chandler), também não está contente com a sua vida. 

As duas se aproximam cada vez mais e, quando Harge a impede de passar o Natal com a filha, Carol convida Therese a fazer uma viagem pelos Estados Unidos.


(fonte:site Adoro Cinema)

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 Cenas do filme :

https://www.youtube.com/watch?v=H-b5SydT0f0

 

domingo, 10 de maio de 2015

Tamara de Lempicka,rainha da Art Déco e estrela glamurosa



  Tamara de Lempicka, nascida Maria Górska, foi uma notável pintora art déco polonesa. Nascida numa família abastada, seu pai era um advogado e sua mãe uma socialite. Estudou num colégio interno em Lausanne na Suíça   (WIkipedia Portugal)






     (1898-1980)

Traduzi e adaptei o release da exposição

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Duas exposições simultâneas em dois locais na Pinacoteca de Paris, permitem que os visitantes  descubram a primeiras  grandes retrospectivas francesas da Art Nouveau e  da Art Déco, esta útima tendência apresentada através de um de seus ícones:Tamara de Lempicka.

Enquanto a  Art Nouveau evoluía ao  abandonar o arabesco e  e se reinventava  numa gradual transformação geométrica( a arte decorativa),a representação da figura feminina  era, em si , uma grande mudança.
Da sensualidade e erotismo, passou para uma sexualidade transgressora muito avançada.
A figura do "tomboy"(menina que apresenta características e comportamentos considerados tipicamente masculinos)  deu a  Tamara de Lempicka uma posição de destaque neste movimento, a ponto de ser a sua musa.

Tamara - embora casada duas vezes emãe de uma filha,exibia abertamente seu gosto por mulheres e expressava  sua homossexualidade -  o que  coincidiu com o desejo de emancipação feminina naquele tempo. 

Como Louise Brooke ou Josephine Baker,encarnou a imagem da  mulher com direitos  equivalentes aos dos homem.

Criou seus melhores trabalhos  entre 1925-1935 e sua carreira e sua vida estão relacionadas com o movimento do qual ela é a representante mais famosa.

Encarnação dos loucos anos vinte com  mundanismo e liberdade criativa e de pensamento, tinha um estilo muito particular que lhe concedeu  lugar muito além da arte moderna.  .
A vida muito elegante e teatral  foi direcionada para a modernidade e o luxo.


Tamara de Lempicka é a Art Déco contemporânea.








 
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quarta-feira, 15 de abril de 2015

Roteirista Nicolás Giacobone-Oscar 2015 por "BIRDMAN"e sua namorada travesti



                                               Mariana Ginnes roubou a cena
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             Texto publicado na revista MARIE CLAIRE na edição de 26/2/2015



Nicolás Giacobone e sua mulher, Mariana, em festa realizada após a cerimônia do Oscar, no domingo (22) (Foto: Getty Images)

"Nicolás Giacobone, co-roteirista de “Birdman”, o grande vencedor da  cerimônia do OSCAR deset ano, dedicou o prêmio a sua namorada, Mariana, travesti que ficou conhecida na Argentina quando era uma das apresentadoras do programa “Sábado Bus”.

Sempre ao lado do noivo, Mariana, que na televisão argentina adotou o nome artístico de Ginna Ginnes, se emocionou quando Giacobone, subiu ao palco para receber o prêmio junto com o diretor e também roteirista Alejandro González Iñárritu e os colegas Alexander Dinelaris e Armando Bo. Ao microfone, ele disse apenas: “à Mariana”.

Mariana, segundo o site em espanhol da People, mudou-se para Nova York, onde vive atualmente com Giacobone. Antes de apresentar o programa argentino, até 2012, ela ficou conhecida como outro personagem televisivo, que se dizia a prima travesti da modelo Valeria Mazza, e também como modelo.

Segundo o diário argentino Clarín, Mariana está afastada da mídia há alguns meses após se desentender com outra apresentadora da atração, Florencia de la V. A ideia, segundo o jornal, também é não ofuscar a carreira do namorado como roteirista nos Estados Unidos.  Junto com o primo Armando Bo, Giacobone também assinou o roteiro de “Biutiful”, filme anterior de Iñárritu.

Em uma entrevista a um canal argentino em 2012, segundo o Clarín, Mariana disse se identificar como travesti. “Não quero que me reconheçam como mulher, porque não sou. Nem exigir da sociedade, por exemplo, que me reconheça como mãe, caso deseje adotar um filho algum dia.”
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  entrevista de Giacobone  para a  emissora  L A FM da Colômbia
  " somos fellizes e curtimos muito"
clique aqui
abaixo


Entrevista a Nicolás Giacobone, Guionista de ...


lafm.com.co


sexta-feira, 3 de abril de 2015

Lampião,o Rei do Cangaço,era gay?


"Depois de três anos,finalmente o escritor e juiz aposentado Pedro de Morais vai poder lançar e vender seu livro "Lampião-O Mata Sete",em que diz que Virgulino Ferreira, o famoso cangaceiro nordestino era gay. Por unanimidade, a 2a.Câmara Cível do  Tribunal de Justiça de Sergipe (TJ-SE) reformou a sentença de primeiro grau proibia o lançamento e a venda da obra."  

Revista VEJA,outubro 2014


(continua,"work in progress"
,leitores!)


terça-feira, 31 de março de 2015

Richard Glatzer (1952-2015)


In Memoriam 

Traduzi o texto de Claude J.Summers publicado em 12/3/2015, sobre o cineasta idependente e  co-diretor do filme Still Alice,de 2014 (Para Sempre Alice, em português),falecido em consequência da Síndrome ALS (ou ELA em português).

Por ironia da vida,no filme, Julianne Moore-que recebeu o Oscar de Melhor Atriz em 2015-, interpreta uma renomada psicóloga, especialista em aquisição de linguagem, professora da Universidade de Harvard, que descobre aos 50 anos sofrer de Mal de Alzheimer de instalação precoce.
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Glatzer nasceu em Nova York em 28 de janeiro de 1952. 

Cursou as Universidade de Michigan e a da Virgínia, onde,durante  seu trabalho com o programa de cinema, iniciou amizade com o diretor Frank Capra. 


Mais tarde, ensinou roteirização  na New School e  Escola de Artes Visuais.


Mudou-se para Los Angeles para trabalhar em programas de televisão, mas logo começou a escrever e dirigir filmes independentes, incluindo Grief (1993), uma comédia que  contém olhar bastante crítico sobre os bastidores de um programa de televisão.


Conheceu Wash Westmoreland em 1995 e, logo, se tornaram  parceiros na vida e na arte.


Além do trabalho da dupla  em  "Para sempre Alice", também filmaram  Fluffer (2001), sobre a indústria de filmes adultos; Quinceañera (2006), um retrato de uma família mexicana-americana em Los Angeles; e The Last of Robin Hood (2013), um drama biográfico sobre o ator Errol Flynn, estrelado por Kevin Kline e Susan Sarandon.

Glatzer e Westmoreland casaram-se em 2013.
Glatzer deixa o companheiro,   uma filha,  irmã,sobrinhos e sobrinhas.


Numa entrevista para o Hollywood Reporter, Westmoreland disse:
RICHARD E WASH WESTMORELAND
 "Estou devastado. ele era minha alma gêmea, meu colaborador, meu melhor amigo e minha vida. Vê-lo lutar contra a  ALS por quatro anos com tanta leveza e coragem me inspirou e a todos que o conheciam . 

Richard era um cara único .Engraçado, carinhoso, sociável, generoso e tão, tão inteligente! Verdadeiro artista e homem brilhante"

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Texto sobre a  ALS (ELA em português)

da Wikipedia

esclerose lateral amiotrófica (ELA), também designada por doença de Lou Gehrig1 e doença de Charcot, é uma doença neurodegenerativa e progressiva e fatal  caracterizada pela degeneração dos  neurônios motores , as células do sistema nervoso central   que controlam os movimentos voluntários dos músculos.

É a forma mais comum das doenças do neurônio motor  r e o termo esclerose lateral refere-se ao "endurecimento" do corno anterior na substância cinzenta da medula espinhal  e do fascículo piramidal no funículo lateral da substância branca da medula, no qual se localizam fibras nervosas oriundas de neurônios motores superiores, formando o trato cortico-espinhal lateral.
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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Sarah Bernhardt



Os amores da Divina Dama   

Sarah Bernhardt foi a mais famosa atriz de sua época. Até hoje, mencionar seu nome remete a glamour e talento. 
Era uma linda mulher de pele clara, cabelos ondulados vermelhos, olhos azuis, alta e esguia. Seus movimentos eram graciosos e forte a personalidade. 

Tinha voz clara e bem modulada e tornou-se, no seu tempo, dicção-padrão para a língua francesa. 

Mais do que personagem principal nos palco, foi pintora, escultora, escritora, dona de teatro, produtora cultural e mulher de negócios. 

Causou escândalo em Paris - e no mundo civilizado - usando calças compridas, fazendo papéis masculinos e tendo numerosos amores, alguns com mulheres, como a pintora impressionista Louise Abbéma (1858-1927).
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 Henriette Rosine Bernard nasceu em Paris em 22 de outubro de 1844, filha da cortesã holandesa de origem judia Judith van Har - codinome Youle - e de um cristão francês, o estudante de direito Edouard Bernard. 
De acordo com a vontade do pai, foi batizada e educada (primeiras letras) em conventos. Aos 13 anos, para se sustentar trabalhava no teatro e também como cortesã. 
Na época, atriz ou prostituta eram a mesma coisa. 

  Emoção à flor da pele 

Assim que completou 16 anos, um dos amantes da mãe - o duque de Morny, irmão do imperador Napoleão III - conseguiu-lhe uma vaga no Conservatório de Paris. 

 Mais tarde, pelos próprios méritos artísticos, assinou contrato com o Teatro Odéon. Durante a guerra franco-prussiana de 1870/71, organizou um pequeno hospital militar nas instalações do teatro. 
Atriz favorita dos estudantes parisienses, logo encontrou o caminho natural para chegar à Comedie Française, em 1872. 
Sua atuação emocionada atingiu em cheio o público. 
Cada vez mais reverenciada a cada peça, tornou-se uma superstar e passou para a História como “A Divina”. 
Escultora e pintora, exibiu as suas obras de 1876 a 1881 no Salon de Paris, recebendo uma menção honrosa no primeiro ano. Orientada pelo empresário londrino Jarrett, criou sua própria companhia e partiu para os Estados Unidos por dois meses. Foi a primeira de oito viagens àquele país. Levou um séquito : uma secretária, um mordomo, dois cozinheiros, duas criadas de quarto e um empregado.

 O sucesso desta turnê, iniciada em 1880, levou Sarah Bernhardt a percorrer toda a Europa, as Américas do Norte e do Sul e a Austrália. 
Seus papéis mais populares, além da famosa Fedra, foram os de Marguérite Gautier na Dama das Camélias, de Alexandre Dumas filho e Adrienne Lecouvreur de Eugène Scribe. 

Era perfeita fazendo papéis masculinos, o que horrorizava a crítica. Em 1900, interpretou Napoleão I, na peça E L'Aiglon, de Edmond Rostand. 

  Extravagâncias 

Sarah Bernhardt se tornou um ícone da extravagância não só pela imensa quantidade de bagagem que sempre levava, mas pelas roupas que usava dentro e fora do palco e pelo hábito de meditar e dormir após as refeições dentro de um esquife construído sob medida. 
Em 1892, mudou-se para Londres, onde pontificava Oscar Wilde.
Tornaram-se amigos íntimos e Wilde dedicou-lhe uma obra : Salomé. 
A peça foi censurada por Lord Chamberlain e proibida antes de ser encenada. 

  Empresária 

No retorno a Paris arrendou o Teatro Renaissance, por seis anos. 
Produziu e atuou em Hamlet - mais um sucesso. 
Vencido o prazo, abriu seu próprio Théâtre des Nation, transformado em Théâtre Sarah Bernhardt, que gerenciou até a morte. 
Durante a 1a Guerra Mundial, representou para os soldados franceses nas trincheiras e foi agraciada com a Legion d’Honneur. 
  
Vida amorosa  
 A vida social era também conturbada.
De um romance com um nobre belga casado, nasceu seu único filho - Maurice Bernhardt. Muitos outros passaram por sua vida - entre eles Victor Hugo e Albert Edward, Principe de Gales - mas casamento para valer, somente um : com o ator grego Jacques Damala, em Londres (1882), Durou sete anos, até a morte de Damala por overdose de cocaína. Os casos lésbicos, exceção para Louise Abbéma, foram conduzidos com grande discreção. 
 A Divina no Brasil  

Durante suas longas e tumultuadas turnês ao Novo Mundo, Sarah Bernhardt esteve no Brasil 3 vezes.Em junho de 1886, estreou no Imperial Teatro São Pedro de Alcântara, do Rio de Janeiro e atuou nos Teatros São Jose, de São Paulo e São Carlos, de Campinas. 

Retornou, em junho de 1893 e em outubro de 1905, para representar a “Tosca”, no Rio. 
Nesta úlima visita, no Teatro Lírico, aconteceu o acidente que afetaria para sempre a vida da Divina: em uma das cenas em que deveria simular o salto de uma janela, machucou seriamente o joelho direito.
 Suportou dores e cirurgias durante dez anos e, em 1915, teve a perna amputada. 
Continuou a atuar sentada em cadeira de rodas e, mais tarde, com ajuda de uma prótese ortopédica. 
Morreu em Paris, em 26 de Março de 1923, em consequência de problemas renais. 

Sara Bernhardt foi um mito tão poderoso que, apesar de seu comportamento transgressor, deixou para a posteridade a imagem de combatente com garra e feminista militante. •••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Crossdresser, um outro olhar



Transcrevo abaixo matéria  do blog Arquivo Transgênero, da psicóloga Letícia Lanz-que nasceu Geraldo Eustáquio de Souza-  que,por sua vez, traduziu e adaptou um texto de Amy Bloom sobre crossdressing.

http://www.leticialanz.org/os-crossdressers-suas-esposas-e-seus-problemas/


Entrevista no programa "Na moral"

http://globotv.globo.com/rede-globo/na-moral/v/ja-leticia-lanz-e-homem-usa-salto-e-maquiagem-e-e-casado-com-mulher/2776519/

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Alan Turing e a maçã envenenada. .

   Texto postado nos meus dois blogs , em homenagem à Parada Gay de São Paulo, hoje dia 7 de junho . Estive presente na 1a , aqui no Rio,aco...