segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Calvin Klein -70 anos

 
 

 Nascido no Bronx, Nova York, no dia 19 de novembro de 1942,o designer Calvin Klein criou um extraordinário império da moda utilizando simplesmente (simplesmente?) traço elegante e técnicas mercadológicas saturadas de homoerotismo.

Filho de um comerciante judeu húngaro e de mãe fina e sofisticada que o guiou pelos caminhos de seus figurinistas preferidos.E a avó  foi a grande influência na concretização deste sucesso por tê-lo ensinado a usar a máquina de costura.  

 Estudou no New York's Fashion Institute of Technology,onde se formou em 1962.
Começou a trabalhar no ramo numa loja de ternos e agasalhos naSétima Avenida.
Em 1968, em sociedade com seu amigo de infância  Barry Schwartz,abriu seu próprio negócio de design e confecção de  casacos femininos. Tornou-se o protegé do barão francês  Nicolas de Gunzburg,  que ajudou na introddução ao mundo da moda. 


O talento de Klein foi percebido pelo vice-presidente da loja novaiorquina Bonwit Teller, que o convidou a  se apresentar ao Presidente da empresa. 
Para que suas roupas não sujassem ou fossem dobradas,puxou uma espécie de carrinho de mão pelas ruas da cidade.

O estilo minimalista do jovem criador impressionou tanto que lhe foi feita uma primeira encomenda de peças no valor de 50 mil dólares.
A marca logo se firmou,aliando simplicidade, elegância, luxo e modernidade.
A Maison logo começou a produzir jeans, que foram um sucesso.Depois, mais roupas, tênis,bonés,perfumes e relógios. 

Atualmente, algumas fragâncias como a CK One e CK Be são propriedade da UNILEVER.

Astros como   Kate Moss,Mark Wahlberg e Scarlett Johanson incrementaram suas imagens em campanhas de publicidade polêmicas pelo aspecto provocante,  

Em 1992, a empresa começou a ter problemas financeiros , o que não impediu seu criador de receber o prêmio de melhor designer americano um ano depois. 

Comprada pelo grupo  Philips-Van Heusen Corporation em 2003, a Maison continua a criar modelagens na mesma linha de seu criador. 

******
Vida Pessoal

 Klein  teve dois casamentos : sua primeira companheira  entre 1964 e 1974 foi Jayne Centre, colega de faculdade.
A segunda mulher foi a socialite amerricana   Kelly Rector ( casamento durou entre1986-2206)  
Tem uma filha da primeira relação: Marci Klein,produtora de TV que trabalhou na NBC 

Em 2010, Klein circulou em eventos sociais em Nova York  com seu namorado  Nick Gruber,
de 20 anos,modelo erótico em sites gays da internet. 
A relação durou até 2012,quando Gruber foi preso por porte de drogas.Klein custeou seu tratamento de reabilitação. 

******

domingo, 30 de dezembro de 2012

Mesquita gay em Paris causa polêmica

 Transcrevo aqui a matéria publicada em português no site da Rádio França Internacional


**************************************************************

Paris terá primeira mesquita na Europa aberta aos homossexuais

Os homossexuais muçulmanos enfrentam o problema de encontrarem lugares de culto onde não tenham medo de serem discriminados.
Os homossexuais muçulmanos enfrentam o problema de encontrarem lugares de culto onde não tenham medo de serem discriminados.
jmhullot/flickr cc

******************

RFI
Paris vai ganhar nesta sexta-feira a primeira mesquita ultraprogressista da Europa. A sala de orações será instalada na casa de um monge budista na perifeira leste da capital francesa. A nova mesquita vai acolher homossexuais, transgêneros, transexuais e feministas. As mulheres serão encorajadas a conduzirem as orações. As autoridades muçulmanas da França condenam a iniciativa.

"Trata-se de uma mesquita radicalmente aberta, uma mesquita onde as pessoas podem vir como são", explica Ludovic-Mohamed Zahed, o iniciador do projeto. Para a primeira oração, nesta sexta-feira, o franco-argelino de 35 anos espera 20 muçulmanos.

Mas o número de fieis dessa mesquita atípica pode aumentar rapidamente, avalia esse pesquisador em antropologia e psicologia. Ele lembra que sua associação "Homossexuais Muçulmanos da França", que conta hoje com 325 integrantes, foi criada em 2010 com um pequeno grupo de 6 pessoas.

O monge budista zen Federico Joko Procopio, militante dos direitos dos homossexuais, bissexuais e transgêneros, empresta à mesquita uma sala de seu dojo (lugar dedicado à prática da meditação) por solidariedade. "Além dessa causa comum, há ainda o símbolo importante de uma religião que estende a mão para outra religião sobre um tema que é mais do que delicado", explicou ele.

Até agora, Ludovic-Mohamed Zahedrezava rezava toda sexta-feira junto com milhares de fieis na Grande Mesquita de Paris. Ele diz que apreciava o anonimato do local e o conteúdo, nunca político, dos sermões. Mas ele diz que esse tipo de combinação é raro e, mesmo misturados à multidão, certos indivíduos, transexuais em transição ou homens efeminados, são "detectados imediatamente". 

Seu objetivo então é oferecer um local a todos aqueles que poderiam não se sentir à vontade em lugares de culto tradicionais.
"Esse tipo de espaço faz falta na França", considera Lounès, de 38 anos, que prefere manter o anonimato. Ele está estudando atualmente para poder conduzir as orações na futura mesquita. "Há muitas pessoas que abandonam a religião porque encontram interlocutores violentos", diz.
Rejeição
Essa iniciativa não teve o apoio de nenhuma instituição muçulmana. Muitos imãs e personalidade do Islã na França acreditam que o projeto vai contra a religião.

"Há muçulmanos homossexuais, isso existe, mas abrir uma mesquita é uma aberração, porque a religião não é isso", avalia Abdallah Zekri, presidente do Observatório dos atos islamofóbicos, sob a autoridade do Conselho francês do Culto Muçulmano, instância oficial do Islã na França

"Nós não culpabilizamos os homossexuais, mas não podemos conceder um lugar a essa prática a ponto de deixar que ela se torne um aspecto da sociedade", afirma Dalil Boubakeur, reitor da Grande Mesquita de Paris. Para ele, essa mesquita não poderá ser reconhecida. "É algo extracomunitário", diz.

Em pleno debate sobre o casamento homossexual, um projeto do governo que deve ser discutido no parlamento no início de 2013 e ao qual os representantes de todas as religiões monoteístas são contrários, a abertura dessa mesquita provoca debates acalorados.
Ainda mais que Ludovic-Mohamed Zahed, que se casou religiosamente em fevereiro com um outro homem - com o qual ele já tinha se casado no civil na África do sul - está associado a essa questão na mídia. No entanto, Zahed garante que "é uma coincidência do calendário". Além disso, esse novo espaço de oração, "que não é uma mesquita para gays", não tem como objetivo celebrar casamentos homossexuais. "Não precisamos de uma mesquita para isso."
Ludovic-Mohamed Zahed comemora o fato de ter começado a receber, além das ameaças, emails com encorajamentos e questões.

Islã para todos

Mesquitas abertas as todos os fieis já existem na África do Sul, nos Estados Unidos e no Canadá, mas a de Paris será a primeira na Europa. A associação "Muçulmanos por valores progressistas", lançada em 2007 nos Estados Unidos, recenseou cerca de dez lugares de culto similares na América do Norte.

"O objetivo desses muçulmanos que se autodenominam progressistas não é somente defender uma minoria sexual no contexto de uma interpretação do Islã que eles consideram intolerante e obsoleta a partir de sua experiência da discriminação", explica Florence Bergeaud-Blackler, pesquisadora do Instituto de Pesquisas e Esetudos sobre o Mundo Árabe e Muçulmano. "Eles querem reformar, promover um Islã que inclua valores progressistas", acrescenta.

Apesar de serem poucos, com cerca de 1.500 integrantes nos Estados Unidos, "Muçulmanos por valores progressistas" querem encarnar um "Islã alternativo". "Cada vez mais muçulmanos nos veem como os representantes do Islã do século 21", enfatiza Ani Zonneveld, presidente e co-fundadora da associação.

"Mesmo sendo ainda ultraminoritários e não tendo muito peso na paisagem religiosa muçulmana, eles fazem reflexões a partir de bases teológicas sólidas", aponta Florence Bergeaud-Blackler. Ela acredita que a mensagem deles tem um impacto que não pode ser negligenciado no campo religioso.

domingo, 18 de novembro de 2012

Transexual eleita Prefeita em Cuba

(Bom)Sinal dos tempos !

Direto da Home do Uol:

*********


Um transexual cubano tornou-se o primeiro cidadão transgênero a assumir um cargo público em Cuba. Adela Hernandez, de 48 anos, foi eleita delegada do pequeno município de Caibarien, na província de Villa Clara.

Mulher desde a infância, ela foi considerada “perigosa” por autoridades e já chegou a passar dois anos presa após sua família “denunciar” sua sexualidade. Por telefone, ela conversou com o jornal britânico The Guardian e disse que "com o passar do tempo, pessoas homofóbicas vão se tornando a minoria”. Para ela, sua vitória representa "um grande triunfo”.
http://www.laht.com
Como nunca se submeteu a qualquer cirurgia de troca de sexo, Hernandez é juridicamente um homem.

Sua posição política é equivalente a de um prefeito e, no início de 2013, ela pode vir a ser escolhida como um dos membros do parlamento nacional.
Antes de ser promovida aos cargos de enfermeira e operadora de eletrocardiograma, Hernandez trabalhou por décadas em um hospital como zeladora.

Em sua comunidade, sempre foi conhecida pela militância e constante atuação política, o que a auxiliou a angariar votos.
A seu ver, "a preferência sexual não determina se alguém é revolucionário ou não”.

Como eleita, ela alega que trabalhará primordialmente pelos interesses constitucionais.

 No entanto, não nega que também quer dar ênfase à defesa dos direitos da comunidade LGBT.
Em Cuba, gays foram perseguidos por décadas e enviados para campos de trabalho forçado no interior do país. Há pouco tempo, Fidel Castro lamentou o tratamento que muitos receberam pelo simples fato de serem julgados “diferentes”. "Eu gostaria de saber que a discriminação contra homossexuais é um problema em vias de ser superado”, disse o líder em uma entrevista recente.
Desde 2007, a ilha incluiu cirurgias para troca de sexo em seu plano nacional de saúde.
No ano passado, duas pacientes que se submeteram ao procedimento se casaram e tornaram-se manchete na imprensa local. A ativista LGBT de maior destaque no país é Mariela Castro, sobrinha de Fidel e filha do atual presidente Raúl Castro."

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Democrata do Wisconsin eleita primeira senadora gay dos EUA



 


  A deputada estadual democrata Tammy Baldwin, do Estado do Wisconsin (nascida em Madison em 11 de fevereiro de 1962) , fez história na terça-feira  6 de novembro ao se tornar a primeira homossexual assumida eleita para o Senado dos Estados Unidos, derrotando o ex-governador republicano Tommy Thompson.

  Daqui por diante, traduzi  artigo publicado no jornal francês PARIS MATCH

 *******************

 A eleição presidencial de 2008 entrou para a História dos Estados Unidos por ter colocado um presidente afro-americano à frente da maior potência mundial.

A de 2012 ficará,da mesma forma,marcada pelo fato de uma mulher abertamente homossexual ter conseguido um lugar na mais alta Câmara do país.
A democrata Tammy Baldwin,muito engajada na defesa dos direitos humanos e voz dos que não podem se fazer ouvir,conseguiu uma vitória substancial.
 "Estou consciente do que representa ser  por ser a primeira mulher senadora de Wisconsim.E  estou também consciente que ali serei a primeira pessoa abertamente gay.Mas....não me apresentei para concorrer para fazer História,mas para fazer a diferença!",disse Tammy em seu discurso de agradecimento após a vitória de 6 de novembro.
  **
Desde os primeiros passos na política, Tammy  marcou seu território.
Já em 1992, foi a primeira homossexual eleita para a Assembléia de Wisconsin,um posto que ocupou até 1998.
Neste mesmo ano,tornou-se a primeira mulher do estado do Meio-Oeste a ser eleita para a Câmara dos Representantes e a primeira personalidade política  que assumiu sua orientação sexual  e obteve uma cadeira naquela Casa. 
Tammy Baldwin diz que essas revoluções sociais passaram desapercebidas  porque  a orientação sexual dos candidadtos jamais era abordada.   «Com certeza as coisas mudaram,mas se trata de uma eleicão referente à Economia e que luta por vocês, explicou em entrevista  ao Chicago Tribune duas semanas antes da eleição de 6/11.  


Juliane Appling,presidente da "Wisconsin Family Action", organização que ajuda famílias carentes no estado americano, pensa  que  "assumir a orientacão sexual não é coisa para se falar  com todo mundo"

Casamento gay
 Foi na função parlamentar em 1993 que Tammy assumiu abertamente as posições referentes aos direitos dos gays,lamentando as consequências da lei "Don't ask- don't tell" e decepcionada com a abordagem desta questão pelo governo do então presidente Bill Clinton.
 A lei,em vigor no exército americano,impedia o militar homossexual de tornar pública sua orientação sexual sob pena de perder o posto.
"A medida, enquanto  atitude política é pragmática,mas trata-se de uma abertura para o sactarismoA situação mostra o quanto devemos fazer esforços para erradicar os preconceitos homofóbicos irracionais" ,declarou a agora nova senadora ao Milwaukke Journal em 20 de julho de 1993.
Em 1994, Tammy Baldwin propôs a legalizacão do casamento gay em entrevista ao mesmo jornal :" O objetivo dessa lei é permitir  que os cidadãos gays e lésbicas obtenham os mesmos direitos e responsabilidades dos heterossexuais"
Direitos das mulheres
 Ao mesmo tempo, Tammy é engajada na defesa dos direitos das mulheres, ainda muito escassos, segundo ela.

Também milita pela paridade nos salários entre homens e mulheres, apoiando os  movimentos de igualdade  Equal Pay Act  e  LedBetter Fair Pay Act.  Luta por maior proteção judiciária para mulheres que sofram violência sexual e doméstica e,para este caso, apoiou o Violence Against Women Act, que abre às vítimas os tribunais federais.

A lei permite às vítimas de violência sexual receber fundos de diversas associações e programas criados para estas situações.
Uma luta que ela leva adiante até hoje,pensando na avó que a criou e que viveu numa eepoca em que as mulheres não tinham praticamente direitos.

«Minha avó nasceu em 1906 antes que as mulheres tivessem o direito de votar e viveu para ver sua neta eleita para a Camara dos Representantes. 
Sei que ela teria orgulho de mim hoje" disse ao auditório que a saudava no discurso de agradecimento do dia 6 de novembro.

*********

 

 

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

O canadense Bruce LaBruce, Pai do Queercore

 

Iconoclasta  provocador que vai além da ironia.

Escritor, editor, fotógrafo é  o diretor de cinema para quem se pode usar a  expressão “corte epistemológico do paradigma”. Bruce inverteu a mão de direção das correntes e fundou o movimento   “queercore”   enfrentando com provocação o que chama de status “fora  dos esquadros“ dos homossexuais.
Bruce LaBruce é um  cineasta punk, gay e parece não ter limites.
Seus filmes mostram mundos habitados por seres marginalizados. Artistas pornôs, prostitutas, michês, skinheads, drag queens, sadistas, masoquistas e outras sexualidades atípicas. LaBruce acredita que esses personagens estão em “sério perigo” e ameaçados de extinção no conformista século 21.

Queercore, Hardcore, Punk, Emo

O termo “Queercore” é uma combinação de queer - algo “estranho” ou “incomum”,  que a parte mais politizada do movimento LGBT americano resolveu resgatar - com hardcore, facção punk, que se expressou na cena musical a partir dos anos 80.
 O estilo hardcore ocupa um lugar de fácil identificação na cultura contemporânea : as letras falam de preconceito, liberdade, diversidade sexual e anarquismo.
 O termo  punk”, existente  nos textos do crítico de rock Lester Bangs e, mais tarde, nos versos da canção de Frank Zappa “Flower Punk”, do álbum de 1967 'We’re Only in It for the Money'  acabou por  ser empregado para gays em prisões. Triste final, pois o movimento gay se caracteriza pela predileção por músicas dançantes, culto ao corpo e a eterna busca pela juventude e beleza.
 O “queercore”  já foi definido como o emocore ao contrário : rebeldia, música  engajada  e visual agressivo.
J.W.Kielwagen explica - na edição de 11 de junho de 2008 da  “Revista da Cultura” : “O queercore surgiu fora dos sistemas comerciais, de modo que os fanzines – publicações não comerciais, produzidas de forma independente - foram cruciais para o seu desenvolvimento. Centenas de zines impressos ou eletrônicos formaram uma rede intercontinental, permitindo que o movimento se espalhasse de forma subterrânea e que membros de comunidades menores, afastados dos grandes centros urbanos, participassem”. Foi onde o termo queercore apareceu pela primeira vez. A cultura gay tradicional representava uma ortodoxia a ser contestada e superada, de forma semelhante a como os punks vêem a sociedade em geral.

Os JDs

Entre 1985 e 1991, LaBruce editou o fanzine JDs – Juvenile Delinquents – onde lançou as bases para uma espécie de contra-cultura gay. Seus filmes são considerados absurdamente chocantes. E é esse “normalizador das coisas extremas”, como se autodefine, esteve em São Paulo, para participar (mais uma vez) do 16º Festival Mix Brasil de Cinema da Diversidade Sexual. ( sua primeira visita data de1997, no 5º Festival).
Bruce LaBruce, aliás, Justin Stewart, nasceu em 3 de Janeiro de 1964, em Southampton, Ontario, Canadá e acha que o gosto por cinema deve ter começado quando - plantado na frente da televisão - captou os fundamentos da cultura   norte-americana. 

O  seu trabalho mais conhecido em artes gráficas foi o JD, editado em parceria com G.B. Jones, em que  mandava uma metralhadora giratória de contestação geral : da estética da sociedade capitalista submissa a dinheiro ao desempenho dos papéis sexuais tradicionais.
Quando começou a filmar, usava seus amigos como atores e ele mesmo participou de algumas produções.

Produções

“Skin Off My ASS” o  primeiro filme - em 8 mm, depois passado para 16mm (1991) - virou cult. Tem um roteiro muito criativo, apesar da perplexidade que causou : um cabeleireiro cheio de afetação (ele mesmo) se relaciona com um skinhead mudo, desempenhado por Klaus Von Bucker, seu namorado na vida real.
A “Skin Off My Ass” seguiu-se “Super 8 ½ “ ( de 1994)  sobre  astro/diretor pornô  (ele mesmo?) cuja auto estima como cineasta não anda muito firme. Este trabalho também virou cult em festivais como Sundance, Toronto, Vancouver, San Francisco, Londres, Berlim, Dublin e Tóquio.

O filme seguinte, “Hustler White” - em colaboração com o fotógrafo  Rick Castro - foi lançado em 1996 : co-estrelado por Tony Ward, a drag queen Vaginal Davis, e o próprio LaBruce. Lançado em Sundance, virou cult de festivais. Em Cannes, ganhou o grande prêmio do International Trash Film Festival. 

Em 1999, foi a vez de “Skin Flick” (Tirando o Couro ), em parceria com a  Cazzo Films (Berlim) com duas versões, uma “softcore”, de arte, e outra, “hardcore”, 100% pornográfica.
Tom International, LaBruce - ele mesmo - e a  modelo Nikki Uberti se transformaram em astros  pornô.
LaBruce pode ser considerado como o produto final das influências de Andy Warhol, Fassbinder, John Waters, Kenneth Anger, Pasollini e Gus van Sant. Bruce é graduado em Cinema pela  York University  de Toronto, Canadá.

É autor de dois livros  de edições esgotadas: “Ride, Queer, Ride!”, com os roteiros de Super 8 1/2 e “Hustler White”, contendo  entrevistas e fotos do cineasta e a autobiografia “The Reluctant Pornographer”. Foi colunista da revista de música canadense “Exclaim!”, do “Toronto Life”, do ”National Post” e do “UK Guardian”.
Seu ultimo filme, "Otto, or, Up With Dead People", foi exibido no Sundance Film Festival  de 2008. 
Em abril de 2006, concedeu  uma entrevista a Ferdinando  Martins, do MixBrasil, onde conta sua trajetória artística, pensa a cena queercore  e sugere que as novas gerações oprimidas respondam com repulsa às infra-estruturas de comando e controle, diferente da sua postura dos anos 80 quando lidava  com os mesmos problemas de opressão

Leia aqui:
http://mixbrasil.uol.com.br/cultura/entrevis/entrev/bruce/bruce.shtm
**************************************************************






sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Teletubbies acusados de apologia da homossexualidade

 Dentre todas as matérias que escrevi, nesses anos todos , escolhi para repostar minha opinião sobre a que narra a quintessência da falta do que fazer e, sem dúvida, o mico dos micos !

 Trata-se da acusação de apologia à homossexualidade por parte dos Teletubbies - que completaram 15 anos - feita pela médica Ewa Sowinska, autoridade responsável pelo que deve ou não ser divulgado para as crianças, na Polônia.

Bom lembrar que o governo polonês já foi criticado pela União Européia, pela posição contrária aos direitos dos homossexuais.

Ewa não estava sozinha : Jerry Falwell (falecido recentemente) foi o pastor cristão fundamentalista americano e televangelista que declarou Tinky Winky, um dos teletubbies, ser um símbolo gay, já que seu criador é homossexual.
Pode??

Criada pelos ingleses Anne Wood (produtora especializada em programas infantis de TV ) e Andrew Davenport - que escreveu cada um dos 365 textos de 25 minutos direcionados ao público entre zero e dois anos - a série foi exibida e difundida pela BBC de 1997 a 2005 e está ou esteve no ar em 120 países.

Os Teletubbies

Nasceram em Londres, Inglaterra (31/3/1997), filhos de Anne e Andrew, na Ragdoll Productions. Foram definidos pelos seus criadores como “bebês tecnológicos”.


Com narração de Tim Whitnall (ator inglês) na versão original, são um sucesso mundial de crítica e de público.
A Academia Britânica de Filmes e Arte para Televisão (BAFTA) escolheu a série como o melhor programa infantil de 1998, um ano após o lançamento.

Com admiradores mais velhos que o púbico-alvo, inspiraram um sucesso musical. "Teletubbies Say Eh-Oh!" ficou em 1º lugar na parada de sucessos inglesa em dezembro de 1997 e continuou na lista dos mais populares durante 32 semanas, vendendo cerca de um milhão de cópias.




Tinky Winky (lilás) Gênero:masculino É o maior dos Teletubbies e tem uma antena em forma de triângulo na cabeça.Usa a famosa bolsa que ( no programa) é chamada de “bolsa kágica”.
O personagem causou polêmica porque tem um comportamento digamos... apontando para viés gay. Usa, de vez em quando, um tutu de bailarina.


Laa-Laa (amarelo) Gênero : feminino Usa uma anteninha meio torta e, com carinho maternal, está sempre preocupada com o bem estar dos amiguinhos.
O objeto favorito é uma bola também amarela quase de seu tamanho. Laa Laa é a melhor cantora do grupo.


Po (vermelho)
Gênero: feminino, embora algumas vezes considerada menino ou assexuada.
A cor vermelha e a antena pequena com um círculo na ponta são referências interessantes.
Nos episódios 30 e 216, é, claramente, uma menina.

A menor do grupo está sempre encrencada com algum fato inocente.Seu objeto favorito é uma pequena moto (scooter) que ela chama “Po cooter”. Ela é a que tem mais envolvimento com o público. 
Será que, de modo  subliminar, fez a venda das scooters subir estratosfericamente?


Dipsy (verde)
Gênero : masculino Tem uma antena reta na cabeça. É
o mais transgressor e obstinado do grupo, muitas vezes se recusando a seguir os amigos. Parece ser um personagem afro descendente e carrega, sempre, seu chapéu preto e branco.


Noo Noo , sem gênero especificado, cuida da casa dos Teletubbies, daí sua aparência de aspirador de pó. 

Não fala, como os outros personagens, se comunica com uns ruídos feitos pelo nariz cor de rosa.
Quase não sai e é meio obsessivo com limpeza e, quando se aborrece com os Teletubbies, aspira sua comida e seus brinquedos. 

Eles respondem com gritos "Naughty Noo-Noo!", algo como “Noo Noo mal educado!” “.


Mas sempre tudo termina em paz.e Noo Noo devolve os objetos que ”engoliu”. 

 Os eventos do décimo aniversário 

Pela primeira vez fora de casa, que fica na Teletubellandia, viajaram para estrelar o evento que abriu oficialmente o decênio de aniversário.


Em 21/3/2007, chegaram aos Estados Unidos e visitaram Nova York, fazendo aparições em Times Square, Grand Central Station e Apollo Theater.

Participaram do Today Show, quando foi gravado episódio inédito - entrevista com os atores que fazem as vozes, sem suas fantasias.

Foi formada parceria com o estilista Isaac Mizhari, que desenhou bolsas com imagens dos Tubbies em benefício das obras sociais destinadas a amparar crianças autistas. O Prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, os recebeu e presenteou com a chave da cidade.


Farewell Falwell


Os Teletubbies, que são super bonzinhos, não estão mais chateados com o pastor Jerry Falwell, mesmo porque ele morreu em maio de 2007 - que Deus o tenha
O fundamentalista americano que ganhou proeminência nacional nos anos 70 comandando o programa Old Time Gospel Hour, fundou o grupo de lobby “Maioria Moral” e liderou um conglomerado de empresas.

Em 2001, atribuiu a culpa dos ataques terroristas às Torres do World Trade Center aos pagãos e a grupos pró aborto, feministas, gays, lésbicas e simpatizantes, explicando que aborreceram Deus a tal ponto que ELE “descerrou o véu que protegia o solo americano desde 1812 (guerra contra o Reino Unido, quando tropas americanas atacaram o sul do atual Canadá).

O véu de Deus não protegeu o próprio Reverendo: personagem controvertido que, tendo sido membro de uma gang na juventude, deixou no espólio um rastro de falências fraudulentas e escândalos



Dona Ewa
Nascida em 1944, em Bydgoszcz, a carranca de dona Ewa Sowinska dá medo.

Médica, foi eleita para o Parlamento Polonês em 2005, com uma merreca de votos.
Foi indicada, com apoio da Liga Polonesa de Famílias, Onbudswoman para a Infância (coitadinhas das crianças polonesas!).

A febre homofóbica do governo Kacinsky embasou as ridículas decisões iniciais de dona Ewa : banimento de homossexuais em certas profissões, obrigatoriedade de regularização de estado civil para casais morando junto sem casamento e a investigação de Thinky Winkly. 

Levou um puxão de orelhas do porta voz Ludwig Dorn e, com o rabo entre as pernas, voltou atrás.

O grande barato do mico que esta patética mulher orquestrou, e que a ridicularizou em escala mundial. foi a declaração do ex-Primeiro Ministro da Polônia, Leszek Miller: ele sugeriu que psiquiatras e demais profissionais da área de saúde mental a examinassem antes de estudar a orientação sexual do bonequinho lilás.

***********
" Teletubbies say Eh Ho "

clique aqui
 https://www.youtube.com/watch?v=xlNMk4SD6gA

*******************************************************


domingo, 14 de outubro de 2012

Sacha Baron Cohen será Freddie Mercury no cinema

Em 2013 começa produção do filme


 O site "Omelete" informa:

"O filme sobre a vida de Freddie Mercury, o vocalista do Queen que será estrelado por Sacha Baron Cohen, pode ter Stephen Frears  ( A Rainha) como diretor.
Segundo a Variety, outros nomes continuam no páreo, mas Frears está liderando as conversas com a produtora GK Films; negociações oficiais ainda não começaram, porém.
O dramaturgo Peter Morgan, que trabalhou com Frears em A Rainha, cuidou da primeira versão do roteiro que depois foi reescrito por Stephen J. Rivelle e Christopher Wilkinson, dupla de Ali e Nixon
A trama se concentra nos anos de formação da banda, até o show no Live Aid, em 1985. Os últimos anos de Mercury não devem ser recontados. O vocalista do Queen morreu em 1991 com apenas 45 anos.
O produtor do filme, Graham King, tem os direitos de uso de músicas como "Bohemian Rhapsody", "We Will Rock You", "We Are the Champions", "Another One Bites The Dust" e "You're My Best Friend", mas não está definido ainda se Baron Cohen cantará no filme."

*************************

Alan Turing e a maçã envenenada. .

   Texto postado nos meus dois blogs , em homenagem à Parada Gay de São Paulo, hoje dia 7 de junho . Estive presente na 1a , aqui no Rio,aco...