sábado, 3 de outubro de 2020

 

Lota  Macedo Soares

 


"Flores Raras", filme de Bruno Barreto de 2013,  conta a história do relacionamento de Lota e Elizabeth Bishop  e até hoje desperta curiosidade no grande público

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                                  Vista parcial do Aterro do Flamengo, Rio de Janeiro 
A ela nós,cariocas e os que nos visitam, devemos- simplesmente- essa beleza de cenário

Difícil desvincular o nome de Maria Carlota Costallat de Macedo Soares- a Lota- esteta,paisagista,arquiteta sem diploma mas com gosto requintado- da figura de Elizabeth Bishop,vencedora do Prêmio Pulitzer e poeta ainda hoje influente na literatura americana,
     
Estão juntas, misturadas, amalgamadas para todo o sempre.

Experimente consultar algum material sobre a vida de Bishop - e existem centenas de fóruns, sites, comunidades,   vagas notícias sobre o filme  o, uma peça que foi montada no Rio e outra em Nova York, com Amy Irving no papel da escritora - e você vai encontrar, muitas vezes, o nome de Lota.







Filha de milionários, Lota nasceu na França, quando seu pai, que foi Ministro de Getúlio Vargas e dono do "Diário Carioca", estava exilado por motivos políticos e foi educada em internatos suíços para meninas classe cinco estrelas.

 








 Ela merecia que o Parque tivesse seu nome, mas a História não perdoa certas atitudes tomadas em certos momentos. 
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quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Homofobia no Pet Shop


 Matéria de Simone Machado 

Simone Machado

Colaboração para o UOL, em São José do Rio Preto (SP)

29/09/2020 13h09

Um casal sofreu ataque homofóbico dentro uma clínica veterinária e pet shop, em Birigui, no interior de São Paulo. O crime ocorreu na sexta-feira.

Nas imagens feitas pelos homens, é possível ver que uma mulher, ainda não identificada, se aproxima e começa a ofender os dois rapazes.

casal - Arquivo Pessoal - Arquivo Pessoal
Guilherme (esq.) e Eric foram vítima de homofobia em clínica veterinária no interior de SP
Imagem: Arquivo Pessoal

Além das ofensas, o casal conta que a mulher não usava máscara de proteção facial e zombava da situação.

Um funcionário do petshop aparece, conversa com a mulher e tenta impedir as agressões verbais. "Por favor, aqui dentro não", diz ele à mulher. "Então vai lá fora, que eu falo pra vocês lá fora!", retruca a senhora ao casal, os desafiando.

Logo depois, uma das vítimas pergunta se a mulher sabe que homofobia é crime, mas ela responde que "não acha que é crime".

Uma das vítimas tenta dialogar com a mulher e se defende dos ataques: "A gente não quer ouvir a opinião da senhora. Guarde para você. Ninguém aqui está pedindo a opinião da senhora. Eu não estou sendo desrespeitoso. Estou dizendo para você guardar para a senhora", diz um dos ofendidos.

mulher - Reprodução de vídeo - Reprodução de vídeo
esta mulher atacou um casal em clínica veterinária
Imagem: Reprodução de vídeo

Em seguida, a mulher insiste nas agressões verbais, volta a se aproximar do casal e começa a gesticular novamente. "Olha aqui. Estou falando que é homem com mulher. Não é homem com homem e mulher com mulher. Está ouvindo? Isso não é de Deus. Isso não é de Deus", diz a mulher.

Uma das vítimas ainda pede para a mulher parar de se aproximar e diz que vai chamar a Polícia Militar. O funcionário da clínica, então, intervém na discussão mais uma vez, retira a mulher de perto do casal e pede que ela os respeite.

"Ela já entrou no petshop falando alto. Ela falava sobre Deus e outros assuntos. Quando ela nos viu, do outro lado da loja, começou a menosprezar os gays em tom alto e olhando para a gente. Foi aí que meu namorado disse que isso era crime e ela veio para cima da gente gritando, e falando tudo o que ela falou no vídeo", explica Guilherme.

Boletim de ocorrência

Após o episódio o casal procurou a Polícia Civil e registrou um boletim de ocorrência. A mulher que aparece nas imagens está sendo identificada pela polícia e será chamada para prestar depoimento.

"Já tinha enfrentado situações de preconceito, mas estando junto com meu namorado foi a primeira vez. Infelizmente a comunidade LGBTQIAPN+ sofre muito com esse tipo de situação", diz.

Estabelecimento diz repudiar a situação

O pet shop São Francisco onde o caso aconteceu emitiu uma nota de repúdio e afirmou que a ação não partiu de nenhum de seus funcionários.

"A equipe clínica veterinária e pet shop São Francisco vem manifestar seu repúdio contra o ato de discriminação e preconceito ocorrido no dia 25/09 em nosso estabelecimento e esclarecer que não foi praticado por qualquer integrante da nossa equipe ou diretoria. Reforçamos que essa atitude não condiz com as diretrizes e valores da nossa empresa, atendendo a todos os clientes e amigos com dignidade e em busca de sua satisfação. Assim, a empresa manifesta publicamente sua solidariedade aos ofendidos, a todas e todos aqueles que tem sofrido qualquer tipo de preconceito ou discriminação", disse, em nota.

terça-feira, 29 de setembro de 2020

Elizabeth Bishop

 

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A arte de perder não é nenhum mistério" 
Embora tendo produzido grande parte de sua obra nos 16 anos em que viveu no Brasil(onde foi condecorada com medalha da Ordem de Rio Branco em 1971),nenhum poeta de sua geração foi mais premiado que Elizabeth Bishop nos Estados Unidos.
Ganhadora,entre muitos outros, do National Book Award ,do Premio Pulitzer em 1956 ,do Prêmio da American Academy of Arts and Letters (para onde foi eleita em 1976) foi a primeira mulher e primeiro  cidadão norte americano a receber Premio Neustadt .Deixou menos de cem poemas,mas o interesse por sua obra só tem crescido. |
Traduziu com sensibilidade a produção de grandes poetas, como Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles e Manuel Bandeira e o livro “Minha Vida de Menina”, de Helena Morley
.Mestra na arte da epistolografia, teve sua correspondência, transformada em livro e traduzida por Paulo Henriques de Britto .Escreveu contos,ensaios e artigos para a imprensa americana, foi professora e conferencista. O contraponto desta vida literária consagrada é a história da menina que nasceu em 11 de fevereiro de 1911 em Worcester, Massachuchets. 
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O pai se suicidou quando ela era um bebê de 4 meses e a mãe enlouqueceu oito anos depois,tendo sido internada por toda vida num hospital psiquiátrico.
Criança tímida e doentia,sujeita a constantes crises de asma e alergia,foi criada a princípio no Canadá, pelos rigorosos avós paternos. Mais tarde segundo suas palavras, foi “resgatada”pela tia materna,voltando a morar nos Estados Unidos.
Na adolescência, descobriu sua homossexualidade,o que a tornou ainda mais arredia e silenciosa. Aí começaram,também, problemas com a dependência ao álcool.
Estudou no Vassar College, onde se formou em 1934.
Desfrutou a herença deixada pelo pai em viagens pelo mundo.
No início dos anos 50, durante uma viagem de circunavegação pela América  do Sul para esquecer desgostos amorosos,decidiu desembarcar em Santos, vindo-em seguida-para o Rio de Janeiro.
Aqui reencontou Maria Carlota de Macedo Soares,a Lota(,arquiteta e paisagista amadora,responsável pela obra do Aterro do Flamengo)que havia conhecido em Nova York.
A alergia causada pela simples mordida em um caju impediu sua volta na data marcada.Elizabeth Bishop perdeu o navio,mas ganhou hospedagem e carinho de Lota e,assim, mudou o rumo de sua vida. 
Na Fazenda Alcobacinha, (em Samambaia,município de Petrópolis, cidade distante 75 km do Rio),foi acesa a chama de um relacionamento cheio de idas e vindas, decepções e desencontros,que terminou tragicamente com o suicídio de Lota.
Além do “colo” que encontrou na pessoa da companheira e do grupo de intelectuais que a cercava, Bishop se encantou por Ouro Preto,onde comprou e reformou uma casa, hoje um ponto de atração turística: a “Casa Mariana”
Depois de resolver pendências judiciárias,relativas `a herança que Lota lhe deixou ,EB retornou definitivamente aos Estados Unidos, onde ensinou Poesia em Harvard e na New York University.
Faleceu -vítimada pelo rompimento de um aneurisma- em 6 de outubro de 1979.
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A história destas duas corajosas e interessantes mulheres foi contada por Carmen Lucia Oliveira no livro “Flores raras e banalíssimas”,editado em 1995 e que,traduzido para o inglês pela Rutgers,obteve resenhas muito favoráveis da crítica norte-americana em geral. 

O monólogo “Um porto para Elizabeth Bishop”,de Marta Goes, com Regina Braga protagonizando a poeta,itinerou pelo Brasil com enorme sucesso,no ano de 2001. 

O poema “A Arte de Perder”foi traduzido por Paulo Henriques Britto.
O poema na versao original,  na voz da  autora,é reflexão para superar as perdas inevitáveis que sofremos pela vida e está disponível  no final do site 
https://intervozes.com.br/elizabeth-bishop/ 
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Bibliografia de Elizabeth Bishop:
North and South (1946),
A Cold Spring (1955),
Questions of Travel (1965),
The Complete Poems (1969)
The Diary of Helena Morley(tradução),livro de viagem
“Brazil “(1962), Anthology of Twentieth-Century Brazilian Poetry :compilação e tradução, com Emanuel Brasil,
”Brazil III(1972),e muitos pequenos contos.
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quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Ruth Bader Ginsburg , apanhado geral de citações na internet

 


Da home do G1 -"A morte de um juiz da Suprema Corte de Justiça é sempre algo importante nos Estados Unidos. Mas a de Ruth Bader Ginsburg é um terremoto com consequências imprevisíveis para o país.

Ela morreu em 18 de setembro aos 87 anos,  em decorrência de um câncer de pâncreas e  era um ícone feminista e progressista da mais alta corte dos Estados Unidos para questões como igualdade de gênero, imigração, aborto,direitos LGBTQ e casamento igualitário.""

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Juiz do Supremo é um cargo vitalício e, com a morte de Ruth, morrer, pode colocar no Supremo Tribunal algum correligionário que lhe garanta maioria conservadora de 6 a 3.  Uma perda,realmente, irreparável no atual contexto.


 

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O estado de Nova York decidiu erguer uma estátua em memória de Ruth Bader Ginsburg no Brooklyn, onde a ilustre magistrada e ícone feminista cresceu.

 A juíza do Supremo Tribunal dos Estados Unidos, que morreu aos 87 anos, "foi uma figura monumental na luta pela igualdade e todos concordamos que ela merece um monumento em sua homenagem", O governador Andrew Cuomo disse em um comunicado no sábado.

 “Nova York lamenta a morte da juíza Ginsburg, mas lembra com orgulho que sua incrível jornada começou aqui no Brooklyn”, acrescentou o democrata.


Ruth Bader nasceu em 15 de março de 1933 em uma família judia neste bairro então operário, do qual ela sempre manteve contato. Formada pela Columbia University em Nova York,  trabalhou lá por alguns anos como professora.


"Sua cidade e o mundo estão de luto"

O prefeito  Bill de Blasio também prestou homenagem a esta "menina do Brooklyn, um espírito tenaz que impulsionou nosso país rumo a mais justiça, igualdade e moralidade". 

“Sua cidade e o mundo estão de luto”, ele tuitou.


O governador Cuomo vai agora nomear uma comissão que vai escolher o artista responsável por fazer esta obra e onde erguê-la.



Ruth Bader Ginsburg ganhou destaque como advogada na década de 1970, vencendo várias batalhas judiciais que derrubaram uma série de leis que discriminavam as mulheres.

 A morte daquele que os jovens americanos rebatizaram de "Notorious RBG" em referência ao rapper assassinado Notorious BIG gerou uma avalanche de elogios, mas também abriu uma nova frente política em uma já tensa campanha eleitoral.


 As golas da Juíza

Um colar feito com delicados fios de lã em uma trama de crochê produzido na África do Sul  era o preferido, numa coleção de adereços , para compor o uniforme de trabalho de uma mulher que se tornou referência progressista na Suprema Corte dos Estados Unidos.  




  Tributos


Um sobrinho   pediu que a  RBGo ajudasse a escrever um roteiro sobre um de seus primeiros casos em defesa de direitos iguais para homens e mulheres.

"Suprema", com roteiro escrito com grande participação da juíza,  foi protagonizado por Felicity Jones.

A atriz indicada ao Oscar vive uma Ruth jovem, que se divide entre as responsabilidades de mãe de primeira viagem e a tentativa de fazer carreira como advogada nos anos 1960 e 1970. 


No Brasil, ele chegou aos cinemas em março de 2019


 "A Juíza "" Trailer do documentário legendado: 

https://www.youtube.com/watch?v=GRKwrnMbi9E 

 

 

"O labirinto do caso Marielle Franco"-Publicação da Anistia Internacional

 

Uma retrospectiva

"O levantamento reúne informações veiculadas publicamente sobre o assassinato de Marielle Franco. O objetivo é apontar questões graves que não foram respondidas, possíveis incoerências e contradições no decorrer da investigação e questionar o posicionamento das autoridades competentes.

O documento traz as informações divididas em cinco categorias: disparos e munição, a arma do crime, os carros e aparelhos usados e as câmeras de segurança, procedimentos investigativos e o andamento das investigações. Além das informações, cada bloco traz perguntas que as autoridades precisam responder. Entre os pontos críticos destacados estão a falta de respostas sobre o desligamento das câmeras de segurança do local do crime dias antes do assassinato, o desaparecimento de submetralhadoras do arsenal da Polícia Civil do Rio de Janeiro, e o desvio de munição de lote pertencente à Polícia Federal."

Acesse aqui

domingo, 13 de setembro de 2020

À Pastora, com repúdio- Sobre declarações de Ana Paula Valadão

  


 As declarações da Pastora e cantora gospel  são de 2016, mas só agora viralizaram.

Em qualquer tempo, sinto repulsa e profunda indignação. 

Temos legislação a respeito.

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Do site <catraca livre> é o texto abaixo:

"Em alguns casos, a discriminação pode ser discreta e sutil, como negar-se a prestar serviços. Não contratar ou barrar promoções no trabalho e dar tratamento desigual a LGBT são atos homofóbicos também.

Mas muitas vezes o preconceito se torna evidente com agressões verbais, físicas e morais, chegando a ameaças e tentativas de assassinato.

Qualquer que seja a forma de discriminação, é importante que a vítima denuncie o ocorrido. A orientação sexual ou a identidade de gênero não deve, em hipótese alguma, ser motivo para  tratamento degradante de um ser humano. Entenda como "denunciar. "

https://catracalivre.com.br/cidadania/ana-paula-valadao-faz-fala-homofobica-e-culpa-gays-por-aids/

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Homofobia é uma violação do Direito Humano fundamental de liberdade de expressão da singularidade humana, revelando-se um comportamento discriminatório. 

Supremo Tribunal Federal -Brasília -DF

           Supremo Tribunal Federal -Brasília-DF

   O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou na quinta-feira, 13 de junho de 2019 que a discriminação por orientação sexual e identidadede gênero passe a ser considerada um crime.

Dez dos onze ministros reconheceram ter havido uma demora inconstitucional do Legislativo em tratar do tema. 

Apenas Marco Aurélio Mello discordou.

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domingo, 12 de julho de 2020

Inseminação artificial entre pessoas LGBTQ



  



Vern Leroy Bullough (24 de julho de 1928 - 21 de junho de 2006)  historiador e sexólogo norte-americano.
Professor emérito da Universidade Estadual de Nova York (SUNY), professor proeminente da Universidade Estadual da Califórnia, ex-presidente da Sociedade para o Estudo Científico da Sexualidade, e membro do conselho editorial da Paidika: The Journal of Pedophilia.

Escreveu originalmente este texto abaixo, em 2004 : 
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A inseminação artificial, às vezes conhecida como "inseminação alternativa" ou "inseminação do doador", é um procedimento pelo qual o sêmen é injetado no útero com a finalidade de impregnação.  
Embora seja usado principalmente para engravidar mulheres casadas cujos maridos sofrem de infertilidade, também é frequentemente usado por lésbicas e mulheres solteiras heterossexuais que desejam engravidar sem contato sexual com homens. 
 É também frequentemente o método de escolha quando os homens gays criam famílias por meio de mães de aluguel ou por meio de parentesco. 

História 
Embora os árabes tenham usado inseminação artificial na criação de cavalos desde o século XIV, e Lazzaro Spallanzani tenha transferido sêmen de cão macho para uma fêmea em cio em 1780, foi o cirurgião britânico John Hunter quem realizou o primeiro experimento bem-sucedido em humanos mais ou menos na mesma época. 
 
Ele aconselhou um paciente cuja hipospadia severa (uma condição na qual a uretra não sai do final do pênis) tornava impossível ejacular na vagina de sua esposa,  coletar seu sêmen e injetá-lo  com uma seringa.  

Ele fez, e ela ficou grávida. 
O paciente de Hunter teve uma sorte incrível, já que outros pesquisadores não conseguiram reproduzir seu sucesso, mesmo porque tal injeção teve que coincidir com a ovulação, sobre a qual ele e outros não sabiam nada.  
Marion Sims (1813-1883), o  fundador de experimentos em inseminação artificial em humanos, teve apenas um caso bem-sucedido de 55 tentativas, e a mulher mais tarde abortou espontaneamente.  

Sims atribuiu muitos dos seus fracassos à técnica defeituosa, mas foi mais uma questão de tempo insuficiente.
Era muito mais fácil inseminar os animais onde o cio ocorre, e o fisiologista russo Ilya Ivanovich Ivanov, na primeira parte do século XX, demonstrou que a única condição necessária para a impregnação da maioria dos animais domésticos e aves era a união do esperma com o ovo.  

Em 1940, a inseminação artificial estava sendo amplamente utilizada em rebanhos leiteiros nos Estados Unidos e se espalhou rapidamente para outros mamíferos. 

Até que o ciclo reprodutivo da fêmea humana fosse totalmente entendido, a inseminação artificial em humanos foi ser pouco mais do que jogar roleta russa.  


Em 1936, C. G. Hartman finalmente descreveu o ciclo menstrual de 28 dias e calculou o período mais fértil para as mulheres, 11 a 14 dias após o primeiro dia do fluxo menstrual. 
 Os resultados de Hartman foram aproveitados pelos defensores do Planejamento Familiar Natural para calcular o período de segurança (quando a gravidez era menos provável de ocorrer) e por defensores da fertilidade para determinar quando a mulher seria mais suscetível à gravidez. 

Em 1941, mais de dez mil mulheres haviam engravidado por meio de inseminação artificial e, em 1955, o número chegara a cinquenta mil. 

 Na década de 1970, os métodos para calcular os períodos férteis haviam se tornado tão eficientes que muitas mulheres, incluindo um número significativo de lésbicas que queriam ter um bebê, mas não queriam ter relações sexuais com um macho, usavam seringas longas. tipo instrumento para injetar sêmen doado por um macho disposto, às vezes conhecido por eles, outras vezes não. 

 Casais heterossexuais também se voltaram para a inseminação artificial quando a mulher parecia incapaz de engravidar.  
Em tais casos, o marido muitas vezes inicialmente forneceu o sêmen, a menos que fosse  estéril e, então' eles se voltaram para o uso de doadores anônimos, muitas vezes indivíduos selecionados por um médico colaborador. 
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Como o sêmen podia ser congelado e preservado, os bancos de sêmen de doadores anônimos logo se desenvolveram.Tecnicamente eles eram anônimos, mas seus registros médicos e genéticos podiam ser disponibilizados para a futura mãe. 
A opinião legal ficou para trás da realidade e, em muitos casos, as mulheres que engravidaram por meio de inseminação artificial não fornecidas por seus maridos podiam ser e com frequência eram acusadas de adultério. 


A oposição religiosa à inseminação de doadores surgiu no início do processo, mas diminuiu gradualmente à medida que o século XX progredia. A maioria dos grupos religiosos agora aceita o processo, embora muitas vezes com reservas e restrições. 
Gradualmente, o processo foi estendido proteção legal. A inseminação artificial foi legalizada na maioria das áreas, embora muitas jurisdições limitem a inseminação artificial a casais casados ​​ou neguem especificamente o acesso de lésbicas a bancos de esperma. 

Problemas  LGBT 

Muitos bancos de esperma e especialistas em fertilidade oferecem seus serviços a lésbicas, outros não, e vários países, incluindo a Alemanha, restringem o acesso a bancos de esperma a casais casados.  

No entanto, como o procedimento é relativamente simples, a inseminação de doadores está frequentemente disponível para lésbicas, mesmo em lugares onde há obstáculos legais. 
Quando usado por lésbicas e homens gays, a inseminação artificial carrega uma série de considerações e riscos legais e emocionais. Talvez o mais importante deles seja o papel das partes na criação de um filho.Um doador de esperma pode ser classificado como doador ou como pai.  
O primeiro é geralmente anônimo e renuncia a todos os direitos  e responsabilidade sobre a criança,enquanto o segundo é conhecido da mãe e assume responsabilidades parentais.  

Da mesma forma, uma mãe substituta, impregnada por inseminação artificial, pode ou não desejar estar envolvida legal ou emocionalmente na criação da criança a quem ela dá à luz. 
Embora a maioria dos doadores recrutados pelos bancos de esperma seja anônima e renuncie legalmente aos direitos e responsabilidades dos pais, alguns bancos de esperma permitem que as crianças, com o consentimento do doador, iniciem contato com seu pai genético em uma idade específica. 

Quando o doador de esperma é conhecido - como nos casos em que indivíduos como um homem gay e uma lésbica (ou um casal gay e um casal de lésbicas) decidem ser  co-pais de uma criança, é muito importante que todas as partes sejam claro quanto às obrigações e consequências legais do acordo de parentesco. 
 Como as famílias alternativas não são reconhecidas na maioria das jurisdições, a parentalidade conjunta pode acarretar consideráveis ​​riscos legais.
 Outras questões envolvidas na inseminação artificial incluem considerações de saúde, como acesso ao histórico médico e herança genética do doador, e o impacto emocional nos filhos da inseminação artificial de não conhecer seus pais ou crescer em famílias não tradicionais. 
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ANDY WARHOL

    A série  Diários de Andy Warho l     está disponível na Netflix e conta a história do artista norte-americano através dos seus diários p...