sexta-feira, 23 de junho de 2017

"Documentário "Strike a Pose" chega ao serviço de streaming

Desde o inícil de abril passado,  o documentário “Strike a Pose” (Faça uma pose)
, sobre os dançarinos que acompanharam Madonna na famosa   turnê pop  “Blond Ambition Tour” está disponível para todo o mundo pelo serviço de streaming , tecnologia que envia informações multimídia, através da trasferência de dados, utilizando redes de computadores, especialmente a Internet .
O site Youtube é um exemplo. 
O documentário  se encontra no acervo do Netflix e do NOW.

Exibido aqui no Brasil durante o Festival do Rio e no Festival Mix Brasil em 2016,onde foi escolhido o Melhor Filme o pelo voto popular.


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Documentário completo em inglês >para assistir ,é necessário fazer o registro GRATUITAMENTE
https://www.youtube.com/watch?v=ko4DWAe_2DQ 

Repercussão :

https://musica.uol.com.br/noticias/redacao/2016/08/19/ex-bailarinos-de-madonna-revelam-que-tinham-medo-de-demissao-por-terem-hiv.htm

Um trechinho de "Na cama com Madonna " 
https://www.youtube.com/watch?v=nkd4ddnXwjshttps://www.youtube.com/watch?v=nkd4ddnXwjs

terça-feira, 13 de junho de 2017

Duas novas cores na bandeira do arco íris



A nova  bandeira foi lançada (e içada) num recente evento   do Mês do Orgulho  , na cidade de Filadélfia,Estados Unidos, como parte de uma nova campanha,"Mais cores. Mais orgulho"   que visa reconhecer as comunidades não-brancas LGBT, começando com o mais visível  símbolo reconhecido da comunidade. 

A campanha foi desenvolvida pela Tierney, uma agência de publicidade local, que trabalhou com a Escritório de Assuntos LGBT da Filadélfia.




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domingo, 4 de junho de 2017

"Batom pode, homofobia,não"- Colegas apoiam aluno que usava batom

 Moro no Leblon, zona sul do Rio, local incensado como reduto de artistas,intelectuais, etc.Mas quando nos mudamos, algumas ruas ainda não tinham calçamento e era como uma cidade do interior- com praia.

Ao ler a notícia abaixo, que viralizou na internet,o pensamento voou para o  momento em que  meu filho voltou de uma excursão `a Europa com jovens amigos,primeira de futuras incontáveis viagens de trabalho ou de lazer.
Trazia, no lóbulo da orelha direita um mínimo brinco imitando diamante e, no antebraço, uma linda tatuagem tribal.

Ele foi o primeiro ser humano do sexo masculino, fora do ambiente artístico, lógico,que vi usando brinco.
Estudava numa escola "futurista", que depois se revelou nem tanto,porque teve atitude completamnte diversa dos princípios que defendia.

Certíssimo de nosso apoio( pais assumidos de filho gay),encarou bem o bullying que se seguiu.
Mãe de mente aberta ,também fui atingida pela discriminação.
 Nos anos 70, havia visto em Londres, um jovem casal com bebê do sexo masculino  de orelhinha furada e com brinco, no carrinho, parecendo a coisa mais natural do mundo.
Menina pode. Por que menino não podia?

Aqui no prédio, morava uma jovem estrangeira com trânsito nos mais vanguardistas dos espaços  culturais.Ela bateu `a nossa porta,mesmo só nos conhecendo de cumprimentos no elevador,por se alegrar ao ver que a novidade -nem tão novidade mundo afora- havia chegado ao Rio.

Esse filho pioneiro foi a um evento ano passado, na Fundação Getúlio Vargas, usando uma saia feita pela irmã em sua aula de  corte e costura.

E contou que as pessoas fingiam que não reparavam.

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 Aconteceu numa escola em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense:


http://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2017-06-01/jovens-fazem-ato-para-apoiar-aluno-repreendido-por-usar-batom-em-escola.html o-por-usar-batom-em-escola.html

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Família de letras "Gilbert" homenageia Gilbert Baker,criador da bandeira do arco-íris,recentemente falecido


Uma família tipográfica é um conjunto de  fontes tipográficas com as mesmas características estilísticas fundamentais, porém apresentadas com variações de espessura, largura, altura e outros detalhes. .

Gilbert Baker, criador da bandeira do arco-íris, convertida em símbolo do orgulho homossexual, morreu, aos 65 anos, no dia 1º  de abril de 2017,anunciou   seu amigo e militante Cleve Jones. **********************
 Gilbert Baker
bandeira do arco íris - símbolo moderno do respeito à diversidade - foi criada para a parada de 25 de Junho de 1978, em San Francisco.
No ano seguinte, para superar dificuldades na produção, foram retiradas as cores rosa e turquesa e o azul índigo substituído por um tom mais escuro.
A bandeira com seis cores se tornou oficial ( o vermelho simboliza o fogo; o laranja a cura; o amarelo o sol; o verde a natureza; o azul a harmonia e o violeta o espírito).

  
Praia de Ipanema,na altura da Rua Farme de Amoedo, Rio de Janeiro
  Presente em qualquer evento LGBT, exposta em locais públicos, ou espaços fechados,sinaliza que o local é um ambiente gay ou simpatizante.

domingo, 14 de maio de 2017

Mães de gays: amor e preocupação-Matéria do G1 neste Dia das Mães de 2017




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"Mães de trans e gays declaram amor e preocupação com segurança dos filhos; veja vídeo

G1 conversou com famílias que superaram preconceitos, mas ainda temem a a intolerância. Dia das Mães é realizado três dias antes de Dia de Combate à Homofobia.


Mães de LGBTs falam sobre processo de aceitação e preocupação com os filhos
Mães de LGBTs falam sobre processo de aceitação e preocupação com os filhos
Este domingo de Dia das Mães (14) antecede o Dia Internacional de Combate à Homofobia, celebrado em 17 de maio. Para a população LGBT no Brasil, o panorama de violência é grave. Só no último ano, 1.876 casos de crimes contra lésbicas, gays, bissexuais e pessoas transgênero foram registrados no país. Neste dia dedicado a elas, o G1 conversou com mães de LGBTs no Rio de Janeiro e trouxe histórias de respeito, reconhecimento e muito amor de mulheres que abraçam e lutam pelos filhos e seus direitos, acima de tudo.

Medo da violência

A aposentada Maria das Graças Aguiar, mãe da advogada Maria Eduarda Aguiar, de 36 anos, mulher transgênero, conta que a aceitação foi complicada, mas que o amor pela filha superou quase tudo, menos a preocupação com a sua segurança.
“Ela já sabe. Ela sai para qualquer lugar, seja a hora que ela chegar, ela manda mensagem. Eu não quero saber da vida dela. Eu só quero estar tranquila. Quando ela avisa que está tudo bem, aí eu posso dormir tranquila”, revelou Maria das Graças.
Maria das Graças não dispensa cuidados à filha, a advogada Maria Eduarda Aguiar. (Foto: Marcos Serra Lima/G1) Maria das Graças não dispensa cuidados à filha, a advogada Maria Eduarda Aguiar. (Foto: Marcos Serra Lima/G1)
Maria das Graças não dispensa cuidados à filha, a advogada Maria Eduarda Aguiar. (Foto: Marcos Serra Lima/G1)
Na cidade do Rio, os números da violência contra LGBT aumentaram. Em 2015, o Disque 100 recebeu 110 denúncias a respeito de agressões. Esse valor aumentou para 121 registros em 2016. O número possivelmente é maior, já que esses são apenas os casos registrados. Maria Eduarda diz não ter sofrido violência física, mas que, por ser pessoa trans, é uma preocupação que persiste.
“Só há um caso que me preocupou muito. Eu estava em vagão de trem, indo para Bangu, e uma pessoa ficou me seguindo, falando coisas de igreja, dizendo que matava. Eu atravessei uns três ou quatro vagões e, na volta, eu consegui despistá-lo”, lembrou a advogada.

Temor pela militância

A educadora Sheila Gutierrez Damazo, mãe da estudante Mikhaila Copello, 25 anos, compartilha da mesma preocupação de Maria das Dores. Ela aceitou com tranquilidade quando a filha, aos 14 anos, se assumiu homossexual, mas segue, dia após dia, preocupada com a integridade física da cria.
“Esta foi minha preocupação: discriminação. Mikhaila adora levantar bandeiras e isso pode atrair agressões. Ela até já sofreu agressões na rua. E isso é uma coisa que eu tenho uma certa preocupação”, conta a educadora.
A educadora Sheila Gutierrez Damazo abraça a filha, a estudante Mikhaila Copello. (Foto: Marcos Serra Lima/G1) A educadora Sheila Gutierrez Damazo abraça a filha, a estudante Mikhaila Copello. (Foto: Marcos Serra Lima/G1)
A educadora Sheila Gutierrez Damazo abraça a filha, a estudante Mikhaila Copello. (Foto: Marcos Serra Lima/G1)
Atualmente, mãe e filha têm uma relação de proximidade. Com naturalidade, Mikhaila recebe a namorada e amigos LGBTs em casa. Algumas das pessoas do ciclo de amigos da estudante não têm a mesma sorte de poder contar com o apoio da família.
“Já acolhemos gente que apanhou da mãe e do pai, os pais bateram quando a menina confessou. Ele chegou aqui toda espancada”, lembra Sheila Damazo. A mãe da estudante também sempre apoiou a filha, inclusive pedindo respeito para a família “Eu falei pra todo mundo que se alguém discriminasse a minha filha, eu não ia mais falar”, diz.

Aceitação

A aceitação dos pais nem sempre acontece de primeira. Apesar de sempre ter desconfiado da sexualidade do filho Raphael Narciso, de 26 anos, a reação da aposentada Narcy Narciso, de 53 anos, foi muito ruim.
“Eu quis morrer, sinceramente. Não entendia, eu pensava, cheguei a falar isso: 'Como eu vou ter netos?'", lembra.
O caminho para a relação de cumplicidade que os dois têm hoje envolveu muito conhecimento, leitura para Narcy e muito diálogo.
Primeira reação da aposentada Narcy Narciso ao saber que o filho Raphael Narciso era gay foi de espanto: 'Eu quis morrer, sinceramente' (Foto: Marcos Serra Lima/G1) Primeira reação da aposentada Narcy Narciso ao saber que o filho Raphael Narciso era gay foi de espanto: 'Eu quis morrer, sinceramente' (Foto: Marcos Serra Lima/G1)
Primeira reação da aposentada Narcy Narciso ao saber que o filho Raphael Narciso era gay foi de espanto: 'Eu quis morrer, sinceramente' (Foto: Marcos Serra Lima/G1)
“A gente foi trocando, eu fui conversando com ela, explicando, ela foi entendendo”, conta o artista visual, que hoje frequenta a casa da mãe com o namorado, com quem está há três anos e já faz parte da família.
“Eu pensei no caráter do meu filho, que é o mais importante. E ele é um homem maravilhoso, honesto. É isso o que importa”, conta Narcy, coruja.
A preocupação de Narcy, assim como a das outras mães, é a segurança do filho.
"Me preocupo muito com a intolerância. Eu sempre falo pra ele: 'Cuida de você pra mim'", diz.
Para Mikhaila, também houve uma pequena divergência – que durou apenas um dia.
“No primeiro dia foi pesado. Os outros dias, depois, foram como se nada tivesse acontecido. Eu sempre que namorava uma menina eu trazia para casa e nunca houve problemas. Inclusive, muitas delas, quando o relacionamento acabava, elas procuravam a ajuda da minha mãe”, explica.
Para o dia de hoje, todas as mães ouvidas têm um pedido de presente comum: uma sociedade mais tolerante, respeitosa e em que não precisem temer pelo bem-estar dos filhos.
*Sob supervisão de José Raphael Berrêdo"

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Ballets Trockadero de Montecarlo



Os Ballets Trockadero de Monte Carlo ,ou The Trocks, é  um grupo  drag-queen  que faz paródia com as coreografias tradicionais clássicas e   evoluiu  dos espaços off Broadway para os principais palcos do mundo.
 Fundado em 1974  por Peter Anastos, Natch Taylor e Antony Bassae em  New York, o grupo fez sua primeira apresentação em 9 de setembro daquele ano.
O atual diretor artístico é Tory Dobrin. 

 Os homens executam os papéis de bailarinas com sapatilhas de  ponta,usam tutus e vestuário feminino. 

Usam nomes nomes "russos" como,por exemplo  Olga Supphozova, Vyacheslav Legupski, Ilya Bobovnikov e Innokenti Smoktumuchsky. Com  suas axilas peludas possuem  técnica perfeita.  Em 2008,se apresentaram na Inglaterra,no Royal Variety Performance para o Príncipe Charles.


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A MORTE DO CISNE
Dança Maya Thickenthighya  
Coreografia de Michel Fokine 
Música de  Camille Saint-Saens 

https://www.youtube.com/watch?v=6rpqmcXqcNw 

UMA NOITE COM O BALLET TROCKADERO
espetáculo completo

https://www.youtube.com/watch?v=-Ks60lS8jWg

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terça-feira, 25 de abril de 2017

Judy Shepard e Zuzu Angel



Duas mães guerreiras que perderam seus meninos.

Texto para o Dia das Mães  2017, data agora sempre centrada em consumir no comércio e que perdeu seu sentido inicial de homenagem carinhosa.


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 Duas mães, dois continentes, duas épocas, dois crimes bárbaros. A mesma dor e uma luta comum : mudar o pano de fundo pintado com as cores da violência, do preconceito e da intolerância.

Judy - imagem da compaixão e da misericórdia.
Mãe do norte-americano Matthew Shepard, assassinado com requintes de crueldade por ser   homossexual. Atualmente,  Judy  dirige a Fundação que leva o nome de Matt.   

Zuzu - símbolo de garra, determinação  e destemor.
Mãe de Stuart Angel ( o seu querido Tuti ), torturado e morto pela repressão durante a ditadura militar. Morta em um misterioso acidente automobilístico no túnel que hoje leva seu nome, no Rio de Janeiro.

“ Transforme o ódio em compreensão, compaixão   e aceitação”.  Judy Shepard


Durante uma viagem ao Marrocos, Matthew Shepard já havia conhecido a imagem do preconceito ao ser  atacado por um grupo de seis homens.

Por isso, a  família decidiu que seria mais prudente que  ele continuasse seus estudos nos Estados Unidos, na  segurança da cidade natal - Laramie - um vilarejo com cerca de 26 mil habitantes.

Depois de ver seu  filho, matriculado no curso de Ciências Políticas da Universidade de Wyoming, Judy Shepard voltou tranquila para casa em Dharam - Arábia Saudita - onde seu marido Dennis trabalhava, como engenheiro de segurança,  em uma empresa de petróleo.

Algumas semanas depois, na terça feira 6 de Outubro de 1998, Judy e Dennis Shepard tiveram que fazer uma  angustiante viagem de volta de quase 30 horas.
Antes da chegada do casal, a mídia americana havia enlouquecido e seu sobrenome  ocupava as manchetes, dividindo espaço com os lances do affair Clinton/Monica Lewinsky.

 Matthew estava  com amigos no Fireside Bar and Lounge quando  foi atraído para uma emboscada por Aaron McKinney e Russell Hendersen. 

Golpeado inúmeras vezes na cabeça com o cabo de um revólver  Magnum 357, queimado, torturado foi abandonado inconsciente pelos agressores encostado em uma cerca, nos arredores de Laramie.
Cerca de 18 horas depois, num  frio congelante  de outono, foi socorrido por um motorista que passava no local. Em depoimento à polícia,  ele declarou que, à primeira vista, pensou que se tratava de um espantalho, tal a deformação causada pelo espancamento.

Morreu cinco dias depois, sem  sair do coma? Motivo do crime? Matthew Shepard era gay.

Judy até hoje não sabe explicar o impacto na mídia, quando tantos crimes hediondos por intolerância sexual acontecem todos os dias. 
Talvez, diz ela, porque Matthew era frágil, bonito, inteligente. Talvez  porque Wyoming é um dos cenários idealizados da imagem tradicional do cowboy, do macho americano.  Talvez pela simbologia da posição em que foi encontrado : braços estendidos como numa crucificação.

O rumoroso processo terminou com pena de morte para os dois assassinos. Mas nada traria Matthew de volta. Judy e o marido intervieram para que a sentença fosse comutada e transformada em prisão perpétua.
 .
A vida de Judy, depois da perda de Matthew, mudou radicalmente. 
Já no funeral pediu que flores fossem substituídas por doações para uma Fundação. 
Decidiu, junto com o marido, lutar por mudanças na legislação para crimes causados por homofobia  e para preservar a  memória de Matthew da forma como ele gostaria de ser lembrado : tornando realidade seus sonhos, crenças e desejos.
Ardorosa defensora dos direitos humanos, viaja 5 meses por ano, fazendo palestras e conferências em Universidades.  

A meta da Fundação Matthew Shepard é educar as pessoas para que substituam o ódio pelas diversidades por compreensão, compaixão e aceitação.
No momento,  a Fundação desenvolve dois projetos : um livro “Out in the Cold” , que conta as dificuldades de gays e lésbicas habitantes de ruas e um vídeo “A face in the Crowd”, sobre comportamento homossexual nos Estados Unidos.

Visite o site da  Matthew Shepard Foundation . http://www.matthewshepard.org

                                
"Eu não tenho coragem, coragem tinha meu filho. Eu tenho legitimidade".  Zuzu Angel

Mineira de Curvelo, Zuleika Angel Jones – a criadora de moda Zuzu Angel - tinha estilo próprio, inspirado na natureza brasileira, nas flores e nos pássaros, e na sua  vida, rica de emoções e de surpresas.
O trabalho, reconhecido internacionalmente, inaugurou uma ponte aérea na moda : sua roupa era exportada e vendida em lojas de departamentos nos Estados Unidos e  atrizes de Hollywood vinham ao Rio encomendar seus vestidos.
 Zuzu era mãe de Hildegarde, Ana Cristina e do professsor, militante do MR-8 e desaparecido político Stuart Angel Jones, 26 anos,  torturado até a morte, na Base Aérea do Galeão.
Nascido na Bahia em 11 de Janeiro de 1946, filho de Zuzu e do norte americano Norman Angel Jones era casado com Sonia Maria Morais Angel Jones, também torturada e morta pela ditadura militar.        
Preso no bairro do Grajaú, zona norte do Rio, em 14 de junho de 1971, foi levado para o Centro de Informações da Aeronáutica (CISA). 

Conforme depoimento de seu amigo e companheiro de guerrilha Alex Polari, Stuart “foi amarrado a um jipe e forçado a inspirar gases tóxicos, com a boca no cano de descarga do veículo”. 
Levado de volta à cela morto, logo depois seu corpo foi retirado  e desapareceu.
A partir daí, o objetivo da vida de Zuzu Angel foi encontrar o corpo do filho e denunciar ao mundo o brutal assassinato.  Passou a se vestir de negro, com a cabeça ornada de flores, muitas cruzes em seu colo e na cintura, imagem do martírio.   

Segundo o  jornalista Zuenir Ventura, ela foi a "precursora das locas de la Plaza de Mayo".
Realizou um desfile no Consulado do Brasil em Nova York, sendo a primeira estilista  na história a criar “moda política”. 

Uma estamparia com anjos negros, anjos feridos, tanques de guerra com flores, manchas vermelhas, pássaros engaiolados, sol atrás das grades foi confeccionada especialmente para denunciar, nas peças de vestuário, o assassinato de Stuart e a ocultação de seu cadáver.

Deixou relatórios sobre a tortura no Brasil na ONU e no Senado norte-americano e os distribuiu para a imprensa internacional.  
Entregou, em mãos, uma carta a Henry Kissinger, na época Secretário de Estado do Governo norte-americano, pois Stuart Angel tinha, também, cidadania americana.
Muitos amigos importantes e celebridades nas artes  em Hollywood abraçaram a causa de Zuzu.   Assim que retornou ao Brasil, começou a receber ameaças e sua loja no Leblon (zona sul do Rio) foi incendiada.  Em documento deixado com Chico Buarque, que compôs em sua homenagem a música "Angélica”,  Zuzu registrava  ”Se eu aparecer morta, por acidente ou outro meio, terá sido obra dos assassinos do meu amado filho”.

Provavelmente, prevendo  a proximidade do fim, criou “Once Zuzu, always Zuzu”, uma coleção para distribuição internacional.

Em 14 de abril de 1976, a estilista morreu num acidente de carro. Segundo a versão oficial, ela teria dormido ao volante.   Testemunhas afirmam que havia um jipe do Exército, logo após o acidente, na saída do túnel Dois Irmãos ( hoje, Zuzu Angel).
 O filme “Angel”, de Joaquim Vaz de Carvalho, direção de Sérgio Rezende, conta a saga de Zuzu e Stuart. 



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 De Manuel Bandeira 

Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho (Recife, 19 de abril de 1886Rio de Janeiro, 13 de outubro de 1968) foi um poeta, crítico literário e de arte, professor de literatura e tradutor brasileiro

"Acalanto para as mães que perderam seus meninos"

Dorme, dorme, dorme...
Quem te alisa a testa
Não é Malatesta,
Nem Pantagruel,
- O poeta enorme.
Quem te alisa a testa
É aquele que vive
Sempre adolescente
Nos oásis mais frescos
De tua lembrança.

Dorme, ele te nina,
Te nina, te conta
- Sabes como é -,
Te conta a experiência
Do vazio passado,
Das várias idades.
Te oferece a aurora
Do primeiro seio.
Te oferece o esmalte
Do primeiro dente.

A dor passará
Como antigamente
Quando ele chegava.
Dorme... Ele te nina
Como se hoje fosses
A sua menina.

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Caio Julio Cesar, latin lover - O imperador era bi

    “Non nova, sed nove” Não coisas novas, mas tratadas de modo novo. Caio Julio Cesar  nasceu no dia 13 do mês Quintilis (que depois de sua...