Desde o inícil de abril passado, o documentário
“Strike a Pose” (Faça uma pose)
, sobre os dançarinos que acompanharam Madonna na famosa turnê pop “Blond Ambition Tour” está disponível para todo o mundo pelo serviço de streaming , tecnologia que envia
informações multimídia, através da trasferência de dados, utilizando
redes de computadores, especialmente a Internet .
O site Youtube é um exemplo.
O documentário se encontra no acervo do Netflix e do NOW.
Exibido aqui no Brasil durante o Festival do Rio e
no Festival Mix Brasil em 2016,onde foi escolhido o Melhor Filme o pelo voto popular.
*****
Documentário completo em inglês >para assistir ,é necessário fazer o registro GRATUITAMENTE
https://www.youtube.com/watch?v=ko4DWAe_2DQ
Repercussão :
https://musica.uol.com.br/noticias/redacao/2016/08/19/ex-bailarinos-de-madonna-revelam-que-tinham-medo-de-demissao-por-terem-hiv.htm
Um trechinho de "Na cama com Madonna "
https://www.youtube.com/watch?v=nkd4ddnXwjshttps://www.youtube.com/watch?v=nkd4ddnXwjs
sexta-feira, 23 de junho de 2017
terça-feira, 13 de junho de 2017
Duas novas cores na bandeira do arco íris
A nova bandeira foi lançada (e içada) num recente evento do Mês do Orgulho , na cidade de Filadélfia,Estados Unidos, como parte de uma nova campanha,"Mais cores. Mais orgulho" que visa reconhecer as comunidades não-brancas LGBT, começando com o mais visível símbolo reconhecido da comunidade.
A campanha foi desenvolvida pela Tierney, uma agência de publicidade local, que trabalhou com a Escritório de Assuntos LGBT da Filadélfia.
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domingo, 4 de junho de 2017
"Batom pode, homofobia,não"- Colegas apoiam aluno que usava batom
Moro no Leblon, zona sul do Rio, local incensado como reduto de artistas,intelectuais, etc.Mas quando nos mudamos, algumas ruas ainda não tinham calçamento e era como uma cidade do interior- com praia.
Ao ler a notícia abaixo, que viralizou na internet,o pensamento voou para o momento em que meu filho voltou de uma excursão `a Europa com jovens amigos,primeira de futuras incontáveis viagens de trabalho ou de lazer.
Trazia, no lóbulo da orelha direita um mínimo brinco imitando diamante e, no antebraço, uma linda tatuagem tribal.
Ele foi o primeiro ser humano do sexo masculino, fora do ambiente artístico, lógico,que vi usando brinco.
Estudava numa escola "futurista", que depois se revelou nem tanto,porque teve atitude completamnte diversa dos princípios que defendia.
Certíssimo de nosso apoio( pais assumidos de filho gay),encarou bem o bullying que se seguiu.
Mãe de mente aberta ,também fui atingida pela discriminação.
Nos anos 70, havia visto em Londres, um jovem casal com bebê do sexo masculino de orelhinha furada e com brinco, no carrinho, parecendo a coisa mais natural do mundo.
Menina pode. Por que menino não podia?
Aqui no prédio, morava uma jovem estrangeira com trânsito nos mais vanguardistas dos espaços culturais.Ela bateu `a nossa porta,mesmo só nos conhecendo de cumprimentos no elevador,por se alegrar ao ver que a novidade -nem tão novidade mundo afora- havia chegado ao Rio.
Esse filho pioneiro foi a um evento ano passado, na Fundação Getúlio Vargas, usando uma saia feita pela irmã em sua aula de corte e costura.
E contou que as pessoas fingiam que não reparavam.
******************
Aconteceu numa escola em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense:
http://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2017-06-01/jovens-fazem-ato-para-apoiar-aluno-repreendido-por-usar-batom-em-escola.html o-por-usar-batom-em-escola.html
Ao ler a notícia abaixo, que viralizou na internet,o pensamento voou para o momento em que meu filho voltou de uma excursão `a Europa com jovens amigos,primeira de futuras incontáveis viagens de trabalho ou de lazer.
Trazia, no lóbulo da orelha direita um mínimo brinco imitando diamante e, no antebraço, uma linda tatuagem tribal.
Ele foi o primeiro ser humano do sexo masculino, fora do ambiente artístico, lógico,que vi usando brinco.
Estudava numa escola "futurista", que depois se revelou nem tanto,porque teve atitude completamnte diversa dos princípios que defendia.
Certíssimo de nosso apoio( pais assumidos de filho gay),encarou bem o bullying que se seguiu.
Mãe de mente aberta ,também fui atingida pela discriminação.
Nos anos 70, havia visto em Londres, um jovem casal com bebê do sexo masculino de orelhinha furada e com brinco, no carrinho, parecendo a coisa mais natural do mundo.
Menina pode. Por que menino não podia?
Aqui no prédio, morava uma jovem estrangeira com trânsito nos mais vanguardistas dos espaços culturais.Ela bateu `a nossa porta,mesmo só nos conhecendo de cumprimentos no elevador,por se alegrar ao ver que a novidade -nem tão novidade mundo afora- havia chegado ao Rio.
Esse filho pioneiro foi a um evento ano passado, na Fundação Getúlio Vargas, usando uma saia feita pela irmã em sua aula de corte e costura.
E contou que as pessoas fingiam que não reparavam.
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Aconteceu numa escola em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense:
http://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2017-06-01/jovens-fazem-ato-para-apoiar-aluno-repreendido-por-usar-batom-em-escola.html o-por-usar-batom-em-escola.html
segunda-feira, 22 de maio de 2017
Família de letras "Gilbert" homenageia Gilbert Baker,criador da bandeira do arco-íris,recentemente falecido
Uma família tipográfica é um conjunto de fontes tipográficas com as mesmas características estilísticas fundamentais, porém
apresentadas com variações de espessura, largura, altura e outros
detalhes. .
Gilbert Baker, criador da bandeira do arco-íris,
convertida em símbolo do orgulho homossexual, morreu, aos 65 anos,
no dia 1º de abril de 2017,anunciou seu amigo e militante Cleve Jones. **********************
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| Gilbert Baker |
No ano seguinte, para superar dificuldades na produção, foram retiradas as cores rosa e turquesa e o azul índigo substituído por um tom mais escuro.
A bandeira com seis cores se tornou oficial ( o vermelho simboliza o fogo; o laranja a cura; o amarelo o sol; o verde a natureza; o azul a harmonia e o violeta o espírito).
![]() |
| Praia de Ipanema,na altura da Rua Farme de Amoedo, Rio de Janeiro |
Presente em qualquer evento LGBT, exposta em locais públicos, ou espaços fechados,sinaliza que o local é um ambiente gay ou simpatizante.
domingo, 14 de maio de 2017
Mães de gays: amor e preocupação-Matéria do G1 neste Dia das Mães de 2017
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Até hoje, quase 20 anos depois de meu filho ter "saído do armário", ainda quase adolescente,continuo a me identificar com outras mães que temem a intolerância e a homofobia,
presentes no nosso dia-a-dia,às vezes veladas, muitas vezes explícitas.
Qualquer uma de nós já viveu momentos desagradáveis e muitas vezes o preconceito e a agressão vêm de gente que está MUITO perto.
Até hoje, quase 20 anos depois de meu filho ter "saído do armário", ainda quase adolescente,continuo a me identificar com outras mães que temem a intolerância e a homofobia,
presentes no nosso dia-a-dia,às vezes veladas, muitas vezes explícitas.
Qualquer uma de nós já viveu momentos desagradáveis e muitas vezes o preconceito e a agressão vêm de gente que está MUITO perto.
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"Mães de trans e gays declaram amor e preocupação com segurança dos filhos; veja vídeo
G1 conversou com famílias que superaram preconceitos, mas ainda temem a a intolerância. Dia das Mães é realizado três dias antes de Dia de Combate à Homofobia.
Por Elisa de Souza* e Túlio Mello, G1 Rio
Mães de LGBTs falam sobre processo de aceitação e preocupação com os filhos
Este domingo de Dia das Mães (14) antecede o Dia Internacional de
Combate à Homofobia, celebrado em 17 de maio. Para a população LGBT no
Brasil, o panorama de violência é grave. Só no último ano, 1.876 casos
de crimes contra lésbicas, gays, bissexuais e pessoas transgênero foram
registrados no país. Neste dia dedicado a elas, o G1
conversou com mães de LGBTs no Rio de Janeiro e trouxe histórias de
respeito, reconhecimento e muito amor de mulheres que abraçam e lutam
pelos filhos e seus direitos, acima de tudo.
Medo da violência
A aposentada Maria das Graças Aguiar, mãe da advogada Maria Eduarda
Aguiar, de 36 anos, mulher transgênero, conta que a aceitação foi
complicada, mas que o amor pela filha superou quase tudo, menos a
preocupação com a sua segurança.
“Ela já sabe. Ela sai para qualquer lugar, seja a hora que ela chegar,
ela manda mensagem. Eu não quero saber da vida dela. Eu só quero estar
tranquila. Quando ela avisa que está tudo bem, aí eu posso dormir
tranquila”, revelou Maria das Graças.
Maria das Graças não dispensa cuidados à filha, a advogada Maria Eduarda Aguiar. (Foto: Marcos Serra Lima/G1)
Na cidade do Rio, os números da violência contra LGBT aumentaram. Em
2015, o Disque 100 recebeu 110 denúncias a respeito de agressões. Esse
valor aumentou para 121 registros em 2016. O número possivelmente é
maior, já que esses são apenas os casos registrados. Maria Eduarda diz
não ter sofrido violência física, mas que, por ser pessoa trans, é uma
preocupação que persiste.
“Só há um caso que me preocupou muito. Eu estava em vagão de trem, indo
para Bangu, e uma pessoa ficou me seguindo, falando coisas de igreja,
dizendo que matava. Eu atravessei uns três ou quatro vagões e, na volta,
eu consegui despistá-lo”, lembrou a advogada.
Temor pela militância
A educadora Sheila Gutierrez Damazo, mãe da estudante Mikhaila Copello,
25 anos, compartilha da mesma preocupação de Maria das Dores. Ela
aceitou com tranquilidade quando a filha, aos 14 anos, se assumiu
homossexual, mas segue, dia após dia, preocupada com a integridade
física da cria.
“Esta foi minha preocupação: discriminação. Mikhaila adora levantar bandeiras e isso pode atrair agressões. Ela até já sofreu agressões na rua. E isso é uma coisa que eu tenho uma certa preocupação”, conta a educadora.
A educadora Sheila Gutierrez Damazo abraça a filha, a estudante Mikhaila Copello. (Foto: Marcos Serra Lima/G1)
Atualmente, mãe e filha têm uma relação de proximidade. Com
naturalidade, Mikhaila recebe a namorada e amigos LGBTs em casa. Algumas
das pessoas do ciclo de amigos da estudante não têm a mesma sorte de
poder contar com o apoio da família.
“Já acolhemos gente que apanhou da mãe e do pai, os pais bateram quando
a menina confessou. Ele chegou aqui toda espancada”, lembra Sheila
Damazo. A mãe da estudante também sempre apoiou a filha, inclusive
pedindo respeito para a família “Eu falei pra todo mundo que se alguém
discriminasse a minha filha, eu não ia mais falar”, diz.
Aceitação
A aceitação dos pais nem sempre acontece de primeira. Apesar de sempre
ter desconfiado da sexualidade do filho Raphael Narciso, de 26 anos, a
reação da aposentada Narcy Narciso, de 53 anos, foi muito ruim.
“Eu quis morrer, sinceramente. Não entendia, eu pensava, cheguei a falar isso: 'Como eu vou ter netos?'", lembra.
O caminho para a relação de cumplicidade que os dois têm hoje envolveu muito conhecimento, leitura para Narcy e muito diálogo.
Primeira reação da aposentada Narcy Narciso ao saber que o filho
Raphael Narciso era gay foi de espanto: 'Eu quis morrer, sinceramente'
(Foto: Marcos Serra Lima/G1)
“A gente foi trocando, eu fui conversando com ela, explicando, ela foi
entendendo”, conta o artista visual, que hoje frequenta a casa da mãe
com o namorado, com quem está há três anos e já faz parte da família.
“Eu pensei no caráter do meu filho, que é o mais importante. E ele é um homem maravilhoso, honesto. É isso o que importa”, conta Narcy, coruja.
A preocupação de Narcy, assim como a das outras mães, é a segurança do filho.
"Me preocupo muito com a intolerância. Eu sempre falo pra ele: 'Cuida de você pra mim'", diz.
Para Mikhaila, também houve uma pequena divergência – que durou apenas um dia.
“No primeiro dia foi pesado. Os outros dias, depois, foram como se nada tivesse acontecido. Eu sempre que namorava uma menina eu trazia para casa e nunca houve problemas. Inclusive, muitas delas, quando o relacionamento acabava, elas procuravam a ajuda da minha mãe”, explica.
Para o dia de hoje, todas as mães ouvidas têm um pedido de presente
comum: uma sociedade mais tolerante, respeitosa e em que não precisem
temer pelo bem-estar dos filhos.
*Sob supervisão de José Raphael Berrêdo"
sexta-feira, 5 de maio de 2017
Ballets Trockadero de Montecarlo
Os Ballets Trockadero de Monte Carlo ,ou The Trocks, é um grupo drag-queen que faz paródia com as coreografias tradicionais clássicas e evoluiu dos espaços off Broadway para os principais palcos do mundo.
Fundado em 1974 por Peter Anastos, Natch Taylor e Antony Bassae em New York, o grupo fez sua primeira apresentação em 9 de setembro daquele ano.
O atual diretor artístico é Tory Dobrin.
Os homens executam os papéis de bailarinas com sapatilhas de ponta,usam tutus e vestuário feminino.
Usam nomes nomes "russos" como,por exemplo Olga Supphozova, Vyacheslav Legupski, Ilya Bobovnikov e Innokenti Smoktumuchsky. Com suas axilas peludas possuem técnica perfeita. Em 2008,se apresentaram na Inglaterra,no Royal Variety Performance para o Príncipe Charles.
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A MORTE DO CISNE
Dança Maya Thickenthighya
Coreografia de Michel Fokine
Música de Camille Saint-Saens
https://www.youtube.com/watch?v=6rpqmcXqcNw
UMA NOITE COM O BALLET TROCKADERO
espetáculo completo
https://www.youtube.com/watch?v=-Ks60lS8jWg
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terça-feira, 25 de abril de 2017
Judy Shepard e Zuzu Angel
Duas mães guerreiras que perderam seus meninos.
Texto para o Dia das Mães 2017, data agora sempre centrada em consumir no comércio e que perdeu seu sentido inicial de homenagem carinhosa.
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Duas mães, dois continentes, duas épocas, dois
crimes bárbaros. A mesma dor e uma luta comum : mudar o pano de fundo pintado
com as cores da violência, do preconceito e da intolerância.
Judy - imagem da compaixão e da misericórdia.
Mãe do norte-americano Matthew Shepard, assassinado
com requintes de crueldade por ser
homossexual. Atualmente,
Judy dirige a Fundação que leva o
nome de Matt.
Zuzu - símbolo de garra, determinação e destemor.
Mãe de Stuart Angel ( o seu querido Tuti ), torturado
e morto pela repressão durante a ditadura militar. Morta em um misterioso
acidente automobilístico no túnel que hoje leva seu nome, no Rio de Janeiro.
“ Transforme o ódio em compreensão, compaixão e aceitação”. Judy Shepard
Durante uma viagem ao Marrocos, Matthew Shepard já
havia conhecido a imagem do preconceito ao ser
atacado por um grupo de seis homens.
Por isso, a família decidiu que seria mais prudente que ele continuasse seus estudos nos Estados Unidos, na segurança da cidade natal - Laramie - um vilarejo com cerca de 26 mil habitantes.
Depois de ver seu filho, matriculado no curso de Ciências Políticas da Universidade de Wyoming, Judy Shepard voltou tranquila para casa em Dharam - Arábia Saudita - onde seu marido Dennis trabalhava, como engenheiro de segurança, em uma empresa de petróleo.
Algumas semanas depois, na terça feira 6 de Outubro de 1998, Judy e Dennis Shepard tiveram que fazer uma angustiante viagem de volta de quase 30 horas.
Antes da chegada do casal, a mídia americana havia
enlouquecido e seu sobrenome ocupava as
manchetes, dividindo espaço com os lances do affair Clinton/Monica Lewinsky.
Matthew estava com amigos no Fireside Bar and Lounge
quando foi atraído para uma emboscada
por Aaron McKinney e Russell Hendersen.
Golpeado inúmeras vezes na cabeça com o cabo de um revólver Magnum 357, queimado, torturado foi abandonado inconsciente pelos agressores encostado em uma cerca, nos arredores de Laramie.
Golpeado inúmeras vezes na cabeça com o cabo de um revólver Magnum 357, queimado, torturado foi abandonado inconsciente pelos agressores encostado em uma cerca, nos arredores de Laramie.
Cerca de 18 horas depois, num frio congelante de outono, foi socorrido por um motorista que
passava no local. Em depoimento à polícia,
ele declarou que, à primeira vista, pensou que se tratava de um
espantalho, tal a deformação causada pelo espancamento.
Morreu cinco dias depois, sem sair do coma? Motivo do crime? Matthew
Shepard era gay.
Judy até hoje não sabe explicar o impacto na mídia,
quando tantos crimes hediondos por intolerância sexual acontecem todos os dias.
Talvez, diz ela, porque Matthew era frágil, bonito, inteligente. Talvez porque Wyoming é um dos cenários idealizados da imagem tradicional do cowboy, do macho americano. Talvez pela simbologia da posição em que foi encontrado : braços estendidos como numa crucificação.
Talvez, diz ela, porque Matthew era frágil, bonito, inteligente. Talvez porque Wyoming é um dos cenários idealizados da imagem tradicional do cowboy, do macho americano. Talvez pela simbologia da posição em que foi encontrado : braços estendidos como numa crucificação.
O rumoroso processo terminou com pena de morte para
os dois assassinos. Mas nada traria Matthew de volta. Judy e o marido
intervieram para que a sentença fosse comutada e transformada em prisão
perpétua.
.
A vida de Judy, depois da perda de Matthew, mudou
radicalmente.
Já no funeral pediu que flores fossem substituídas por doações para uma Fundação.
Decidiu, junto com o marido, lutar por mudanças na legislação para crimes causados por homofobia e para preservar a memória de Matthew da forma como ele gostaria de ser lembrado : tornando realidade seus sonhos, crenças e desejos.
Já no funeral pediu que flores fossem substituídas por doações para uma Fundação.
Decidiu, junto com o marido, lutar por mudanças na legislação para crimes causados por homofobia e para preservar a memória de Matthew da forma como ele gostaria de ser lembrado : tornando realidade seus sonhos, crenças e desejos.
Ardorosa defensora dos direitos humanos, viaja 5
meses por ano, fazendo palestras e conferências em Universidades.
A meta da Fundação Matthew Shepard é educar as pessoas para que substituam o ódio pelas diversidades por compreensão, compaixão e aceitação.
A meta da Fundação Matthew Shepard é educar as pessoas para que substituam o ódio pelas diversidades por compreensão, compaixão e aceitação.
No momento, a
Fundação desenvolve dois projetos : um livro “Out in the Cold” , que conta as
dificuldades de gays e lésbicas habitantes de ruas e um vídeo “A face in the
Crowd”, sobre comportamento homossexual nos Estados Unidos.
Visite o site da
Matthew Shepard Foundation . http://www.matthewshepard.org
"Eu não tenho coragem, coragem tinha meu filho.
Eu tenho legitimidade". Zuzu
Angel
Mineira de Curvelo, Zuleika Angel Jones – a criadora
de moda Zuzu Angel - tinha estilo próprio, inspirado na natureza brasileira,
nas flores e nos pássaros, e na sua
vida, rica de emoções e de surpresas.
O trabalho, reconhecido internacionalmente,
inaugurou uma ponte aérea na moda : sua roupa era exportada e vendida em lojas
de departamentos nos Estados Unidos e
atrizes de Hollywood vinham ao Rio encomendar seus vestidos.
Zuzu era mãe
de Hildegarde, Ana Cristina e do professsor, militante do MR-8 e desaparecido
político Stuart Angel Jones, 26 anos,
torturado até a morte, na Base Aérea do Galeão.
Nascido na Bahia em 11 de Janeiro de 1946, filho de
Zuzu e do norte americano Norman Angel Jones era casado com Sonia Maria Morais
Angel Jones, também torturada e morta pela ditadura militar.
Preso no bairro do Grajaú, zona norte do Rio, em 14 de junho de 1971, foi
levado para o Centro de Informações da Aeronáutica (CISA).
Conforme depoimento de seu amigo e companheiro de guerrilha Alex Polari, Stuart “foi amarrado a um jipe e forçado a inspirar gases tóxicos, com a boca no cano de descarga do veículo”.
Levado de volta à cela morto, logo depois seu corpo foi retirado e desapareceu.
Conforme depoimento de seu amigo e companheiro de guerrilha Alex Polari, Stuart “foi amarrado a um jipe e forçado a inspirar gases tóxicos, com a boca no cano de descarga do veículo”.
Levado de volta à cela morto, logo depois seu corpo foi retirado e desapareceu.
A partir daí, o objetivo da vida de Zuzu Angel foi
encontrar o corpo do filho e denunciar ao mundo o brutal assassinato. Passou a se vestir de negro, com a cabeça
ornada de flores, muitas cruzes em seu colo e na cintura, imagem do martírio.
Segundo o
jornalista Zuenir Ventura, ela foi a "precursora das locas de la
Plaza de Mayo".
Realizou um desfile no Consulado do Brasil em Nova
York, sendo a primeira estilista na
história a criar “moda política”.
Uma estamparia com anjos negros, anjos feridos, tanques de guerra com flores, manchas vermelhas, pássaros engaiolados, sol atrás das grades foi confeccionada especialmente para denunciar, nas peças de vestuário, o assassinato de Stuart e a ocultação de seu cadáver.
Uma estamparia com anjos negros, anjos feridos, tanques de guerra com flores, manchas vermelhas, pássaros engaiolados, sol atrás das grades foi confeccionada especialmente para denunciar, nas peças de vestuário, o assassinato de Stuart e a ocultação de seu cadáver.
Deixou relatórios sobre a tortura no Brasil na ONU e no Senado norte-americano e os distribuiu para a imprensa internacional.
Entregou, em mãos, uma carta a Henry Kissinger, na
época Secretário de Estado do Governo norte-americano, pois Stuart Angel tinha,
também, cidadania americana.
Muitos amigos importantes e celebridades nas
artes em Hollywood abraçaram a causa de
Zuzu. Assim que retornou ao Brasil,
começou a receber ameaças e sua loja no Leblon (zona sul do Rio) foi
incendiada. Em documento deixado com
Chico Buarque, que compôs em sua homenagem a música "Angélica”, Zuzu registrava ”Se eu aparecer morta, por acidente ou outro
meio, terá sido obra dos assassinos do meu amado filho”.
Provavelmente, prevendo a proximidade do fim, criou “Once Zuzu, always Zuzu”, uma coleção para distribuição internacional.
Em 14 de abril de 1976, a estilista morreu num acidente de carro. Segundo a versão oficial, ela teria dormido ao volante. Testemunhas afirmam que havia um jipe do Exército, logo após o acidente, na saída do túnel Dois Irmãos ( hoje, Zuzu Angel).
O filme “Angel”, de Joaquim Vaz de
Carvalho, direção de Sérgio Rezende, conta a saga de Zuzu e Stuart.
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De Manuel Bandeira
Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho (Recife, 19 de abril de 1886 — Rio de Janeiro, 13 de outubro de 1968) foi um poeta, crítico literário e de arte, professor de literatura e tradutor brasileiro
"Acalanto para as mães que perderam seus meninos"
Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho (Recife, 19 de abril de 1886 — Rio de Janeiro, 13 de outubro de 1968) foi um poeta, crítico literário e de arte, professor de literatura e tradutor brasileiro
"Acalanto para as mães que perderam seus meninos"
Dorme, dorme, dorme...
Quem te alisa a testa
Não é Malatesta,
Nem Pantagruel,
- O poeta enorme.
Quem te alisa a testa
É aquele que vive
Sempre adolescente
Nos oásis mais frescos
De tua lembrança.
Dorme, ele te nina,
Te nina, te conta
- Sabes como é -,
Te conta a experiência
Do vazio passado,
Das várias idades.
Te oferece a aurora
Do primeiro seio.
Te oferece o esmalte
Do primeiro dente.
A dor passará
Como antigamente
Quando ele chegava.
Dorme... Ele te nina
Como se hoje fosses
A sua menina.
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