Lea T é o nome artístico de Leandra Medeiros Cerezo, estilista e modelo nasceu ( e recebeu o nome de Leandro) em 19 de fevereiro de 1981 em Belo Horizonte. Filha do jogador de futebol e treinador Toninho (Antonio Carlos)Cerezo,volante da seleção brasileira e de Rosa Medeiros. Irmã de Gustavo,Lorena e Luana. Ficou famosa após um ensaio fotográfico para a edição de agosto de 2010 da revista VOGUE.
**** A edição da nova Playboy de abril de 2016, traz matéria com a entrevista de Lea T, explicando a cirurgia de mudança de sexo que fez na Tailandia em 2012: " o pênis é como um clitóris que se desenvolveu. Na operação,
eles escolhem e embalam os nervos para transformar em um clitóris,
então, você tem o mesmo tipo de sensação de antes".
Lea declara também que Riccardo Tisci
(diretor criativo da grife italiana Givenchy) a colocou em uma campanha publicitária da empresa
para que ela conseguisse a quantia necessária para a operação.
** Nestes quase 30 anos de militância pelos direitos da comunidade LGBT, nunca tinha visto um gesto de acolhimento como o do Comitê Olímpico Brasileiro. Espero que não seja apenas um momento de empolgação para o mundo todo ver e, sim, grande passo em direção à eliminação da discriminação e do preconceito.
Talvez o mais conhecido gay nos Estados Unidos nos
anos 70, o Sargento Leonard Matlovich (1943-1988), era um instrutor de
esportes e veterano do Vietnam tendo recebido a Medalha Púrpura e a
Estrela de Bronze por feitos heróicos.
Foi protagonista da mais celebre saída de armário da
década, com cobertura da cadeia de TV NBC e artigos no New York Time.
Matlovitch tremeu nas bases quando se viu na capa do Time Magazine, em
8-9-1975, com foto espalhada por todas as bancas de jornal do pais.
Sem ser ativista, tornou-se um símbolo para todos os homossexuais
militares.
Nascido Savannah, Georgia, era filho de um oficial da Força Aérea
Americana. Ele e a irmã viveram em bases militares e foram educados
dentro dos preceitos da Igreja Católica.
Foi racista e um patriota ferrenho - a bandeira americana sempre
tremulando na porta (votou no conservador Barry Goldwater, em 1968).
Voluntário para o serviço militar, lutou no Vietnam durante 3 anos até
seu avião ser abatido em Da Nang e ficar seriamente ferido.
Ao voltar para casa, depois de ter testemunhado os
horrores da guerra, passou a morar na Flórida, perto do Forte Walton
Beach e, para sua própria surpresa, começou a freqüentar bares gays nas
proximidades de Pensacola.
Numa entrevista, mais tarde, declarou: “Conheci um presidente de banco,
um frentista de posto de gasolina e ali não havia discriminação. No dia
30 de maio de 1972, dormi com um homem pela primeira vez”.
Somente amigos mais chegados sabiam de sua nova vida.
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Revoltado com as atrocidades cometidas contra os negros entre 1972 e
1975, tornou-se uma espécie de porta-voz da causa.
Confiante na compreensão de seus oficiais superiores decidiu escrever
uma carta, para ratificar sua homossexualidade.
O recorde de missões no Vietnam e a exemplar carreira não foram levados
em consideração.
Foi expulso da Aeronáutica
seis meses após a declaração.
Um advogado militar prometeu que, se
assinasse um documento renegando tudo, seria reintegrado.
Matlovich agradeceu e declinou.
Ao contrário, processou a Força Aérea e
não recebeu os 160 mil dólares de ressarcimento e a promoção que pedia
no caso de uma volta com dignidade.
Por ter se tornado mórmon quando vivia em Hampton, Virginia, foi duas
vezes excomungado e expulso da igreja que freqüentava.
Mas em 17/1/1979, foi recebido de volta à Igreja, ao vivo no show de tv
de Phil Donahue.
A reação de sempre
A experiência mais dolorosa foi a reação dos pais. A mãe foi informada
por telefone. Ficou tão abalada que não contou ao marido.
E disse que
Deus a tinha punido, porque o filho saído da Igreja católica ”perdera o
rumo”.
Mais tarde admitiu que já havia suspeitado (tem mãe que é cega), mas só
acreditou quando leu nos jornais. O pai? Gritou duas horas ao telefone e
rompeu relações.
Gay assumido, mudou–se para Califórnia e tornou-se um ativista.
Acreditava que os gays civis poderiam se associar e lutar juntos pela
causa comum, mas não teve sucesso no empreendimento.
Entre 1975 e 1980,
sua vida financeira desintegrou-se com o insucesso da sua pizzaria.
A
histeria coletiva que a divulgação do vírus da AIDS causou e mais a
pecha de “Câncer gay” que teve no início o levou de volta a San
Francisco, onde trabalhou como vendedor de carros.
Durante o verão de 1986, começou a sentir os sintomas e foi dos
primeiros a receber o tratamento com AZT, nos tempos em que se morria da
tentativa da cura.
Tornou-se, então, um ativista pela pesquisa das causas da doença,
contando sobre sua situação de saúde no Good Morning América Show, em
1987.
Morreu em 22 de junho de 1988, um mês após o 45º aniversário e seu
túmulo tem a inscrição
********
”Quando eu era militar me deram medalhas por
matar pessoas e uma dispensa por amar outras”.
Nascida na Nova Zelândia,iniciou a carreira como aquarelista,foi designer de tecidos e tornou-um dos principaisexpoentes do modernismobritânico. As obras do final da vida são as mais admiradas e é considerada"herdeira"artística de Henri Matisse. *********************** Frances
Mary Hodgkins nasceu em Dunedin, Nova Zelândia, em 28 de Abril de 1869,
a terceira dos filhos de William Mathew Hodgkins e sua
esposa australiana, Rachel Owen Parker. Dunedin, onde Frances viveu até os 31 anos ,
foi a cidade mais próspera e populosa da Nova Zelândia,com vida artística muito ativa. Influência paterna William Mathew
Hodgkins,o pai, foi um dos fundadores em 1870 e da Sociedade dos Artistas de Otago (mais tarde a
Sociedade Art Otago) e ,em 1875, participou da inauguração da Dunedin Public Art Gallery.
Frances
e sua irmã mais velha, Isabel, herdaram o talento do pai e cresceram
num lar onde parte da vida familiar era dedicada `a pintura.A vida
colonial modificou os padrões da sociedade vitoriana e deu às mulheres
da classe média neozelandesa a oportunidade da realização nas artes,como
professoras ou profissionais. As meninas da família,ao contrário dos
irmãos, foram educadas em escolas particulares onde a música e pintura
também eram cultivadas.
O talento de Frances foi inicialmente ofuscado pelas realizações da
irmã, que se juntou ao seu pai no trabalho, recebeu aulas dele e se
tornou uma pintora de sucesso de paisagens e natureza morta, ganhando o
suficiente em 1888 para financiar um longo período sabático na
Austrália. 1866-Demonstrando
a independência que foi caractereitica marcante na vida e na arte,
Frances pintou apenas algumas paisagens da Nova Zelândia e desenhos a
carvão focados na figura humana Em
1890,começou a exibir em sociedades de arte em Christchurch e Dunedin.
'Menina que alimenta aves de capoeira »(1890) e" Retrato de Ethel
McLaren' (1893) são os títulos típicos deste período inicial. Entre 1889 e 1897,retratou pessoas e atividades no ambiente semi-rural de Cranmore Lodge, a casa da família ****** No início de 1900,influenciada pelo impressionismo,produziu figuras femininas exaltando a maternidade e em momentos de lazer. Partiu
para uma longa viagem `a França,onde conheceu a também artista Kate
Dorothy Richmond e, dois anos depois, ambas retornaram `a Nova Zelândia e
se radicaram em Wellington. Davam aulas e exibiam seus trabalhos. Durante a viagem de volta, Frances conheceu o jornalista inglêsThomas Wilby, com quem se correspondia. Em 1904,Wilby a pediu em casamento, ela concordou.Mas o affair não foi longe.Em 1905,o compromisso foi desfeito. Foi a primeira e única vez que pensou em se casar.
Como
outras mulheres talentosas de seu tempo,percebeu que casamento e
maternidade não combinavam com carreira artística e,a partir daí,
passou a evitar relacionamentos com homens.
Conversou com suas alunas sobre o fato do casamento ser um compromisso incompatível com trabalho profissional. Ao retornar à Europa em 1906,terminou a relação com Dorothy Richmond,o que lamentaria no futuro. Passou a maior parte do tempo de vida na Europa, retornando à Nova Zelândia apenas para algumas visitas. **** Frances Hodgkins teve as primeiras lições de pintura a óleo em 1908,usando em seus quadros a densidade e a textura. Aos poucos, o estilo impressionista e começou a integrar as tendências
pós-impressionista : o cubismo e as imagens decorativas de Matisse, Entre
1928 e 1930, foi adicionando um novo estilo ao seu repertório que se
tornou parte integrante de seu conjunto de obra: a paisagem still-life ( still-life =auto
"A filha do fazendeiro "
retrato com arranjo decorativo dos pertences do artista)
Um biógrafo definiu este período como "obras que apresentam abstração, undertones surrealistas, um
tratamento à base de cor e lírico de forma, e uma investigação de
ambiguidade espacial entre primeiro e segundo plano".Na longa e profícua carreira artística ela como aquarelista de província.
Em contato com vários movimentos artísticos europeus seu trabalho ganhou identidade própria. Continuou a pintar até os 70 anos, apesar dos sofrimentos causados por reumatismo e bronquiute.
Ao morrer em 1947 (aos 78 anos) em Dorchester, Dorset,era uma das principais figuras do movimento moderno britânico Hoje,é considerada como a primeiramulher artista da Nova Zelândiaa teruma reputação internacional significativa, e suas obras são amplamente exibidas na Nova Zelândia,Austrália egalerias inglesas, incluindo aTate.
O pai da jornalista Susan Faludi, vencedora de um Prêmio Pulitzer em 1991,fez cirurgia de mudança de sexo aos 76 anos,na Tailândia.
Susan e o pai em Budapeste (2010)
Stéfie, como passou a se chamar, morreu em 2015, aos 87anos. O livro, a partir de depoimentos de Stéfie, relata a dramática mudança,uma verdadeira libertação, ocorrida no final da vida. Imperdível e aguardamos uma tradução em português para que esta história extraordinária seja melhor difundida.
******
Traduzi e adaptei a resenha publicada pela Macmillan Publishers :
"No verão de2004, me propus a investigar alguém que eu mal conhecia :meu pai.O projeto começou com uma queixa, a queixa de uma filha cujo pai tinhafugidode sua vida. Eu estava esperando encontrar o trapaceiro astutoque tinhapuladopara fora de tantas coisas - obrigação, afeto, culpabilidade. Preparava uma acusação, acumulando provas para um julgamento. Mas,num certo momento, a promotora se tornou testemunha".
Quando
a escritora e feminista soube que seu pai de 76 anos afastado da família vivia na Hungria depois de se submeter a uma cirurgia de mudança de sexo,percebeu que a investigação iria se transformar em algo pessoal e urgente.
Como foi encontrar este novo pai que identificou como "uma mulher completa
agora" em oposição à figura silenciosa, explosiva, e violenta que
ela tinha conhecido ? Susan foi buscar explicações esse mistério no âmago de sua infância e nas muitas personalidades anteriores do pai: um cidaão americano, alpinista e o aventureiro que viveu no interior da Amazônia, fugitivo do Holocausto em Budapeste. Quando
viajou para a Hungria para se reunir ao pai, caiu em um
labirinto de histórias sombrias. **** A
luta de Susan Faludi para enfrentar a metamorfose a levou a percorrer todas as
fronteiras : histórica, política, religiosa, sexual -e a deixou face a face com a questão da premência que a idade traz: A identidade sexual é algo que você escolhe ou é algo de que não pode escapar?"
""O Exército dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira que pessoas transgênero
poderão servir abertamente em suas fileiras. Em uma medida sem
precedentes, o Departamento de Defesa criou um programa para que os
militares que queiram fazer a transição de gênero possam desenvolvê-la
dentro do Exército.
O secretário de Defesa dos EUA, Ashton Carter. SAUL LOEBAFP
“Isso é o correto para nossos cidadãos e para o nosso Exército”,
afirmou Carter nesta quinta. “Estamos falando de americanos com muito
talento que servem a seu país o que querem ter a oportunidade de
servir”. O secretário de Defesa acrescentou que “não podemos permitir
que haja barreiras que não estejam relacionadas com as qualificações de
uma pessoa e que nos impeçam de recrutá-la”.
De maneira imediata, nenhum membro do Exército poderá ser expulso, separado ou ter seu acesso negado às Forças Armadas pelo fato de ser transexual.
Os EUA se unem assim a outros 18 países que já permitem que pessoas
transgênero sirvam, incluindo vários aliados norte-americanos como o
Reino Unido, Israel e Austrália. “A identidade de gênero de uma pessoa não vai lhe fechar portas”, disse Carter.
O anúncio do Departamento de Defesa ocorre num momento em que os EUA se encontram envolvidos em um intenso debate sobre os direitos de pessoas transgênero.
O Exército tomou a iniciativa retirando uma das últimas proibições que
permaneciam em vigor.
Em 2010, o Governo Obama havia permitido que os
homossexuais servissem no Exército, e desde janeiro deste ano as mulheres também podem acessar a praticamente todos os postos de combate.
Carter explicou nesta quinta (30/6) em Washington que o Exército “necessita
ter acesso a todo o talento que seja possível” para seguir liderando as
Forças Armadas, “poder recrutar os mais qualificados e também retê-los”.
O Departamento de Defesa estima que há 2.500 efetivos de um total de
1,3 milhão de militares na ativa, assim como outros 1.500 na reserva –de
825.000–, que são pessoas transgênero. Os cálculos mais altos apontam
para um total de 7.000 transexuais.
“A realidade é que há pessoas transgênero que vestem nosso uniforme, e
temos uma responsabilidade com elas”, disse Carter. O secretário de
Defesa reconheceu que na atualidade um membro do Exército
norte-americano que queria fazer uma transição de gênero precisa
realizá-la através de um serviço médico e deve pagar com seus próprios
recursos. “Isso não coincide com a promessa que fizemos a todos os
nossos membros quando dizemos que cuidaremos deles e pagaremos por seus
gastos médicos”.
O Exército começará aceitar as pessoas transgênero após um período de
preparação do pessoal encarregado de recrutar novos membros que durará
nove meses. O único requisito será que tenham concluído a transição de
gênero e que um médico certifique que tenham permanecido estáveis em sua
nova identidade durante pelo menos 18 meses
Ao longo dos próximos três meses, as instalações médicas do Exército
também proporcionarão a seus membros a atenção necessária para realizar a
transição de gênero, se assim o desejarem, ou para a tratamentos
hormonais. O Departamento de Defesa permitirá, de qualquer maneira, que
registrem sua nova identidade pessoal dentro das Forças Armadas.
O Exército norte-americano anunciou há quase um ano que estava
estudando a possibilidade de abrir as suas fileiras para pessoas
transgênero. Durante esse tempo, alguns líderes do Exército pediram que
se atrasasse a medida para poderem avaliar seu impacto. No entanto,
Carter justificou nesta quinta-feira que foi possível aplicar as lições
aprendidas desde que foi eliminada a proibição para os homossexuais.
Isso aconteceu em 2010, e desde então o Exército, como os Estados
Unidos em geral, tem vivido uma onda de mudança com relação à aceitação e
ao reconhecimento dos direitos de homossexuais, lésbicas, bissexuais e
transexuais. As pessoas transgênero
têm sido especialmente o centro do debate mais recente entre a opinião
pública, com relação a seu acesso aos banheiros públicos. A decisão do
Departamento de Defesa representa um respaldo fundamental, e histórico,
para sua igualdade.""
"Está disponível no Brasil o premiado
aplicativo uruguaio GPSGAY, uma rede social totalmente voltada para a
comunidade LGBT com todos os benefícios de um GPS, tanto para
conhecer pessoas quanto para localização de produtos e serviços gay
friendly. Além disso, combina a funcionalidade de algumas das principais
plataformas web como Facebook, Foursquare, Amazon, Booking, Youtube
entre outros.
O GPSGAY ganhou o prêmio de
melhor App escolhido pelo público na Mobile Premiere Award, em março 2015, em
Barcelona (Espanha), uma das mais importantes premiações de tecnologia
do mundo.
Por meio dele, os usuários podem fazer amigos
através da rede social, identificar outros usuários no mapa da cidade
com recursos de geolocalização, encontrar hotéis, restaurantes, bares,
boates etc. onde sejam totalmente bem-vindos.
Tais locais podem ser avaliados pelos próprios usuários, o que permite formar um
ranking de usuários da própria comunidade.
No calendário de eventos
ainda vão constar, além de festas e eventos, manifestações da comunidade
como as Marchas do Orgulho Gay.
Também são disponibilizados, tanto pelo
celular quanto pelo site, filmes, séries, notícias, artigos, todos com a
ênfase na temática LGBT. O aplicativo (App) é gratuito e compatível com
iPhone e Android"
( texto de Marina Pilato para o site da PgL Consultoria) *************
"Vera" é um filme brasileiro (1987) dirigido e escrito por Sérgio Toledo,
baseado na vida de Anderson Herzer, , nome social de Sandra Mara Herzer, autor de "A queda para o alto".
A
trilha sonora, premiada, é de Arrigo Barnabé, Roberto Ferraz e Tércio da
Motta.
Conta a história de Vera, uma interna da Febem, transexual e poeta, dos maus-tratos no internato ao suicídio, em 1982,
passando pela fase em que saiu da Febem pelas mãos do (então) deputado
Eduardo Suplicy que, sensibilizado com seu talento, deu-lhe apoio e
conseguiu-lhe emprego.
Ana Beatriz Nogueira foi escolhida entre trezentas candidatas
Prêmios
FESTIVAL DE BRASÍLIA DO CINEMA BRASILEIRO
1986
Ganhou
Melhor Atriz - Ana Beatriz Nogueira
Melhor Trilha Sonora
Melhor Técnico de Som PRÊMIO GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO
1988
Ganhou
Melhor Diretor - Sérgio Toledo
Melhor Atriz Coadjuvante - Aida Leiner
Melhor Fotografia
Melhor Edição de Som
Melhor Montagem
FESTIVAL INTERNACIONAL DO FILME DE BERLIM
1986
Ganhou
Melhor Atriz - Ana Beatriz Nogueira
Prêmio "Urso de Prata"
FESTIVAL DE NANTES
1987
Ganhou
Melhor Atriz - Ana Beatriz Nogueira
FESTIVAL DE UPPSALA
1987
Ganhou
Melhor Filme
FESTIVAL INTERNACIONAL DE FILMES ALPINALE BLUNDENZ
1987
Ganhou
Menção Especial do Júri