terça-feira, 14 de junho de 2016

Matthew Shepard,trucidado por intolerância e preconceito


  (Repostagem  neste momento de perplexidade com o que aconteceu na boate Pulse, Orlando,EEUU)

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“ Transforme o ódio em compreensão, compaixão   e aceitação”.  Judy Shepard


Durante uma viagem ao Marrocos, Matthew Shepard já havia conhecido a imagem do preconceito ao ser  atacado por um grupo de seis homens.
Por isso, a  família decidiu que seria mais prudente que  ele continuasse seus estudos nos Estados Unidos, na  segurança da cidade natal - Laramie - um vilarejo com cerca de 26 mil habitantes.
Depois de ver seu  filho, matriculado no curso de Ciências Políticas da Universidade de Wyoming, Judy Shepard voltou tranquila para casa em Dharam - Arábia Saudita - onde seu marido Dennis trabalhava, como engenheiro de segurança,  em uma empresa de petróleo.
Algumas semanas depois, na terça feira 6 de Outubro de 1998, Judy e Dennis http://www.matthewshepard.org/Shepard tiveram que fazer uma  angustiante viagem de volta de quase 30 horas.
Antes da chegada do casal, a mídia americana havia enlouquecido e seu sobrenome  ocupava as manchetes, dividindo espaço com os lances do affair Clinton/Monica Lewinsky.

 Matthew estava  com amigos no Fireside Bar and Lounge quando  foi atraído para uma emboscada por Aaron McKinney e Russell Hendersen. 
Golpeado inúmeras vezes na cabeça com o cabo de um revólver  Magnum 357, queimado, torturado foi abandonado inconsciente pelos agressores encostado em uma cerca, nos arredores de Laramie.
Cerca de 18 horas depois, num  frio congelante  de outono, foi socorrido por um motorista que passava no local. Em depoimento à polícia,  ele declarou que, à primeira vista, pensou que se tratava de um espantalho, tal a deformação causada pelo espancamento.

Morreu cinco dias depois, sem  sair do coma? Motivo do crime? Matthew Shepard era gay.

Judy até hoje não sabe explicar o impacto na mídia, quando tantos crimes hediondos por intolerância sexual acontecem todos os dias. 
Talvez, diz ela, porque Matthew era frágil, bonito, inteligente. Talvez  porque Wyoming é um dos cenários idealizados da imagem tradicional do cowboy, do macho americano.  Talvez pela simbologia da posição em que foi encontrado : braços estendidos como numa crucificação.

O rumoroso processo terminou com pena de morte para os dois assassinos. Mas nada traria Matthew de volta. 
Judy e o marido intervieram para que a sentença fosse comutada e transformada em prisão perpétua.
 .
A vida de Judy, depois da perda de Matthew, mudou radicalmente. 
Já no funeral pediu que flores fossem substituídas por doações para uma Fundação. 
Decidiu, junto com o marido, lutar por mudanças na legislação para crimes causados por homofobia  e para preservar a  memória de Matthew da forma como ele gostaria de ser lembrado : tornando realidade seus sonhos, crenças e desejos.
Ardorosa defensora dos direitos humanos, viaja 5 meses por ano, fazendo palestras e conferências em Universidades.  
A meta da Fundação Matthew Shepard é educar as pessoas para que substituam o ódio pelas diversidades por compreensão, compaixão e aceitação.
No momento,  a Fundação desenvolve dois projetos : um livro “Out in the Cold” , que conta as dificuldades de gays e lésbicas habitantes de ruas e um vídeo “A face in the Crowd”, sobre comportamento homossexual nos Estados Unidos.

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Visite o site da  Matthew Shepard Foundation .  
http://www.matthewshepard.org/

domingo, 12 de junho de 2016

Crime de ódio na boate gay

Mais um terrível crime de ódio aconteceu nesta madrugada na boate Pulse ,destinada à comunidade LGBT, em Orlando, Florida,Estados Unidos.Cinquenta mortos,outros 50 feridos e o assassino cometeu suicídio.

Até quando a discriminação,aqui, vai ser louvada pelos Bolsonaros da vida, que pregam a intolerância em nome de Jesus ?E, lá, a venda de armas continuará não só livre mas, também ,estimulada ?

Do site "Guia de Direitos Humanos" : "O Crime de Ódio é uma forma de violência direcionada a um determinado grupo social com características específicas. O agressor escolhe suas vítimas de acordo com seus preconceitos e, orientado por estes, coloca-se de maneira hostil contra um particular modo de ser e agir típico de um conjunto de pessoas".

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Polícia identifica atirador e diz que há ao menos 50 mortos após tiroteio em boate gay nos EUA
 

Do UOL, em São Paulo



  • Phelan M. Ebenhack/AP
    Policiais afastam familiares de boate cenário de um tiroteio múltiplo em Orlando (EUA)
    Policiais afastam familiares de boate cenário de um tiroteio múltiplo em Orlando (EUA)
A polícia disse, durante entrevista coletiva, que pelo menos 50 pessoas foram mortas durante um tiroteio em uma boate gay em Orlando, nos Estados Unidos. Foi declarado estado de emergência em Orlando.
A polícia identificou o suspeito como Omar Saddiqui Mateen, 27, nascido em Port St Lucie, na Flórida, embora o FBI (agência de inteligência americana), que comanda as investigações, não tenha confirmado o nome durante a segunda entrevista coletiva do caso. "Não queremos prejudicar as apurações", disse o encarregado do FBI.

Segundo a rede CNN, a família do atirador seria do Afeganistão e ele tinha treinamento sobre armas. O presidente dos EUA, Barack Obama, determinou neste domingo que o governo federal forneça toda a assistência necessária a autoridades locais de Orlando.

O atirador foi morto pelos agentes policiais que invadiram a casa noturna Pulse, em Orlando, no centro da Flórida.

Outros 53 feridos foram encaminhados a hospitais da região. Um policial foi ferido na cabeça pelo atirador, mas, segundo o chefe de polícia, foi salvo pelo capacete que usava. Com a invasão, o chefe de polícia John Mina diz ter resgatado 30 pessoas.

O ataque foi classificado como "incidente terrorista", embora as investigações ainda precisem determinar se foi doméstico ou se teve envolvimento internacional. O número de mortos faz do ataque o mais fatal decorrente de tiroteio em massa na história dos Estados Unidos.

Além de um revólver e um rifle, o suspeito portava um "aparelho suspeito", que teve uma explosão controlada, que não foi mais detalhada durante a entrevista da polícia. A polícia disse que ele fez reféns durante o ataque.
Em sua conta no Facebook, a Pulse postou às 3h (horário de Brasília): "Saiam da Pulse e corram".
O incidente começou por volta das 2h locais. Segundo testemunhas, um homem abriu fogo com uma arma automática.

"Por volta das 2h, alguém começou a atirar. As pessoas se jogaram no chão", contou um dos clientes, Ricardo Negron, à Sky News. A testemunha disse ter ouvido disparos contínuos por quase um minuto.
Uma testemunha citada pela televisão local WESH afirmou ter ouvido cerca de 40 disparos e outra testemunha disse que um amigo foi ferido e se escondeu da boate.

A testemunha Rosie Feba, que conseguiu escapar do local junto com sua namorada, indicou que o tiroteio começou perto da hora do fechamento.
"Ela me disse que alguém estava disparando. Todo o mundo se atirou no chão", relatou Feba, que a princípio pensou que "não era real", mas "era parte da música, até que vi o fogo de sua pistola".

O prefeito da cidade, Buddy Dyer, expressou seu pesar pelo "horroroso crime" e pediu que a população "seja forte".
"Somos uma comunidade forte", afirmou o prefeito na entrevista coletiva.
O incidente acontece dois dias após a cantora e ex-participante do programa "The Voice" Christina Grimmie ter sido morta após se apresentar em Orlando por um homem de 27 anos, que se matou em seguida. Mas os ataques não estão relacionados, segundo informou a polícia.

sábado, 28 de maio de 2016

Lançamento Editorial - "Nomes do Amor" ,de Simone Rodrigues (NAU Editora,2016)

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A Autora

SIMONE RODRIGUES é artista e pesquisadora, trabalha há 20 anos com projetos de ensino, produção e curadoria de fotografia.
Especializada em história da fotografia.

*Mestre em História Social da Cultura pela PUC-Rio.

*Curadoria de “Outros Tempos”, mostra de videoarte brasileira (Galeria Maria Lucília Cruz, Lisboa, 2013); da exposição “Qual é a sua?”, de jovens fotógrafos brasileiros (Festival Encontros da Imagem , Portugal, 2012).

*Pesquisa e Curadoria da exposição, com publicação de catálogo “A Pintura em Pânico - fotomontagens de Jorge de Lima” (Caixa Cultural RJ, 2010)

*Mestre em História da Cultura pela PUC-Rio, fez parte do grupo diretor do Foto in Cena (1993-98) e do Ateliê da Imagem (1999-2007).

*Desde 2008 à frente da NAU Editora, vem produzindo livros de arte, ciências humanas e fotografia. Contemplada no II Programa de Fomento à Cultura Carioca (2014) com a série de retratos “Nomes do Amor”.

(FONTE: Site da Escola de Artes Visuais do Parque Lage-Rio)

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O Projeto



*Desenvolvido desde 2014,com o objetivo de dar visibilidade a uma realidade ainda pouco conhecida e compreendida em nossa sociedade.

*Simone fotografou 28  casais LGBT,casados ou em união estável, juntos há mais de dois anos, moradores na cidade do Rio de Janeiro.

*As fotos,tomadas em ambientes domésticos, com os entrevistados em trajes descontraídos,são acompanhadas de depoimentos a partir das entrevistas realizadas no Centro,na Zona Sul, Zona Norte e Zona Oeste do Rio.

*Foram visitadas,também, as cidades de Macaé e Niterói (RJ)

 
* Iniciado com recursos da fotógrafa, o projeto recebeu em 2015 o patrocínio do Programa de Fomento à Cultura Carioca da Secretaria Municipal de Cultura (linha de ação LGBT).
Assim, foram viabilizadas a edições do livro,do vídeo,do making- of e a elaboração do site que será  atualizado sobre os desdobramentos do trabalho. 

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*Site   >  www.nomesdoamor.com  
*Em 2016,"Nomes do Amor" continuará em âmbito nacional, com a intenção de  esclarecer, para eliminar  o preconceito e a discriminação, este novo contexto familiar que já conta com proteção legal e jurídica.


*Matéria da Agência Brasil em:
521 https://vimeo.com/164714521https://vimeo.com/164714



* Vídeo do Making-of  em:
https://www.youtube.com/watch?v=Q17eRYc3KR8

  
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quarta-feira, 18 de maio de 2016

Pela 1ª vez, um gay declarado vai chefiar o exército dos EUA

Diretamente do site "Opinião & Notícia":




A nomeação de Fanning (de terno) foi comemorada pela comunidade gay dos EUA (Foto: Flickr/New York National Guard)
Pela primeira vez na história, o exército americano terá no comando um homem declaradamente homossexual.
Eric Fanning assumiu o posto de secretário do Exército dos Estados Unidos. Ele será responsável por coordenar o trabalho das forças terrestres americanas.
O cargo responde diretamente ao secretário de Defesa dos EUA, Ashton Carter. Até então, Fanning era vice-secretário da Defesa e conselheiro próximo de Carter.
A comunidade gay americana comemorou a nomeação.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Hans Christian Andersen

O autor de contos natalinos teve vida de conto de fadas
 
Andersen nasceu em 2 de abril de 1805, filho de gente muito pobre. 
O pai, sapateiro e a mãe, lavadeira, vários anos mais velha que o marido.
Toda a família vivia e dormia num único quarto. O pai amava muito Hans e, percebendo nele a semente da criatividade, permitiu que seu filho aprendesse a ler e construiu para ele um teatrinho de marionettes.

O menino montava no teatrinho peças clássicas da literatura, muitas delas de Shakespeare, cujo roteiro sabia de cór.

Aos onze anos perdeu o pai e deixou a escola. Essa perda dupla, do pai e do modesto status, numa época em que a Dinamarca priorizava o nacionalismo, influenciou as histórias que viria a escrever - quase todas baseadas em contrastes sociais.

Múltiplos talentos


Em 1819, aos 14 anos, foi para Copenhague com a convicção de que se tornaria cantor de opera, apesar da voz não ser apropriada.
 Foi Jonas Collin, que seria um amigo de toda vida, diretor do Teatro Real que facilitou sua entrada. Ali, Andersen trabalhou como ator, bailarino e dramaturgo.
A fama de lunático e pirado, chegou ao rei Frederico IV, que se interessou por tão estranha criatura e o encaminhou para a escola de Slagelse, onde Andersen estudou até 1827, com ajuda financeira do governo.
Em 1828, foi admitido na Universidade de Copanhegue   onde começou a escrever poemas, novelas, peças, livros de viagem e, principalmente, os contos que o tornariam famoso - Pequena Sereia, Patinho Feio, Soldadinho de Chumbo, entre outros. 

Andersen transformou em contos as histórias da tradição oral, acrescentando personagens e criando novas situações. 

Afirmava que seu trabalho não era somente dedicado às crianças, pois a maturidade é que traz a compreensão do significado de um conto de fadas. Mas os amigos achavam que sua excentricidade seria um entrave. Engano.

Em 1829, grande sucesso com Um passeio desde o canal de Holmen até à ponta leste da ilha de Amager. Alcançou fama internacional em 1835, quando foi lançado  
 O Improvisador

Viajante apaixonado, visitou França, Itália, Portugal, Inglaterra e vários outros países europeus, além do Marrocos, na África.
Os romances adultos, livros de poesia e diários de viagens, foram seguidos pelos contos de fadas que tornaram Hans Christian Andersen famoso. 

A "primeira voz autenticamente romântica a contar histórias para as crianças". Pretendia uma sociedade em que todos deveriam ter direitos iguais e onde, os poderosos, fortes e exploradores não abusariam dos pobres, fracos e explorados. Defendia a ideia de que todos os homens deveriam ter direitos iguais.
Entre 1835 e 1842, Andersen lançou seis volumes de Contos, livros com histórias infantis, que foram traduzidos para diversos idiomas
Conto de fadas
A riqueza, a fama e o sucesso social não lhe subiram à cabeça. Assim como frequentava a família real, lia suas obras para estudantes e prestigiava a Associação de Trabalhadores.

No final de 1872, Andersen ficou gravemente ferido em acidente doméstico que o deixou com a saúde abalada.
No final da vida, reconheceu que sua história pessoal teve muito de conto de fadas: filho de humilde sapateiro, tornou-se freqüentador da corte..

Morreu em 4 de agosto de 1875 e foi enterrado na catedral de Copenhague, com a presença do Rei, da nobreza e de grande massa popular.



Em homenagem a Andersen, o Rei da Dinamarca instituiu em 1956 o prêmio Internacional de Livros para Jovens (International Board of Books for Young People – IBBY), considerado o mais importante em sua área, um “pequeno prêmio Nobel”. 



Lygia Bojunga Nunes (2000) e Ana Maria Machado (1982) foram as autoras brasileiras premiadas.

O dia de seu nascimento - 2 de abril - foi escolhido como o Dia Internacional do Livro Infanto-Juvenil.
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A vida num conto de fadas (no original em inglês, Hans Christian Andersen: My Life as a Fairy Tale) é uma minissérie (2001) que conta a história da vida de Andersen, entremeada por trechos de seus contos. Direção de Philip Saville e tendo Kieran Bew no papel principal.
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quinta-feira, 5 de maio de 2016

Ada "Bricktop"Smith




O gênio de Woody Allen conseguiu transformar em meros figurantes de seu   "Meia Noite em Paris" alguns nomes fundamentais da arte e da cultura que estavam 
 baseados na Cidade Luz nos mágicos anos 20,como Ada Smith, a Bricktop





Ada “Bricktop” Smith

Ao começar este texto sobre Bricktop (Ada Beatrice Queen Victoria Louise Virginia Smith)  - certamente levada pelo meu inconsciente - caiu a ficha: ela é a versão franco-americana da Tia Zulmira. Personagem de Stanislaw Ponte Preta, codinome do jornalista, crítico musical e expert em jazz  Sergio Porto (1923-1968).
Tia Zulmira era demais: filósofa atemporal de humor ferino e picante, contava, modestamente, que havia ensinado psicanálise a Freud, teoria da relatividade a Einstein, música a Chopin, etc.

Terminada a guerra de 1914/18, muitos ‘inferninhos” de negros animavam Montmartre e eram frequentados por americanos desencantados e milionários  que faziam História.
Assim também Bricktop - (“Cabeça de tijolo”, negra retinta com os cabelos pintados de vermelho), dançarina, cantora, proprietária do nightclub  Chez Bricktop“em Paris, de 1924 a 1961 (a financiadora dessa empreitada foi a figurinista Elsa Schiaparelli) - foi classificada como “uma das mais legendárias figuras e importante formadora de opinião da história cultural americana no século 20”. Em seu alentado currículo amoroso está o nome de Josephine Baker, entre outras e outros.
Frank Sinatra declarou que, com ela, aprendeu a fazer sua perfeita divisão de sílabas nas canções, o  que facilitava o entendimento de qualquer ouvinte, em qualquer região do mundo.

“Cabeça de tijolo“ prospera

Nascida em West Virginia (14 de agosto de 1894), mais nova de 4 filhos, quando da morte do pai, precisou começar a trabalhar muito cedo. Aos 16 anos e já famosa participante das turnês TOBA (uma associação de proprietários de teatro) e do vaudeville, Ada Smith passou a ser conhecida pelo apelido.
Aos vinte anos, a fama  levou-a à Nova York .
Quando trabalhava na  Barron's Exclusive Club, uma casa noturna no Harlem, recomendou ao proprietário um rapaz, compositor de jazz e  pianista que ela achava talentoso, chamado  Duke Ellington(1899- 1974). 
Já em Paris, ensinou a um outro compositor chamado Cole Porter o “charleston”, então a dança da moda. 
Porter, morador da Cidade Luz, encantado, dedicou -se  a divulgar a nova dança transgressora  em ”deliciosas festas”  no The Music Box, no Le Grand Duc e, depois, no"Chez Bricktop”, clubes que a moça dirigiu com grande competência,
Bricktop  trabalhou para o governo francês nas emissões radiofônicas durante a segunda guerra mundial e saiu de Paris nessa época, deixando saudosos o Duque e Duquesa de Windsor e F. Scott Fitzgerald, que ambientou no Chez Bricktop seu conto Babylon Revisited (1931).
(Fitzgerald escreveu que seu maior trunfo na vida foi ter descoberto Bricktop antes de Cole Porter.)
Teve um doce caso de amor com uma dançarina iniciante, Josephine Baker, contado por um dos filhos da própria, Jean Claude Baker, em seu livro .Josephine: The Hungry Heart


A canção de Cole Porter


"Miss Otis Regrets” foi escrita especialmente para ela, também a inspiradora de   Django Reinhardt e Stephane Grappelli numa canção chamada, adivinhem...."Brick Top".
Nossa biografada foi citada, elogiada, descrita, recomendada como grande artista por Howard  Hughes, Ernest Hemingway, Maya Angelou, Evelyn Waugh e T. S. Eliot.
Em 1972, gravou seu único disco "So Long Baby," com Cy Coleman.  Por incrível que pareça, Bricktop achava que não tinha talento e preferia ser chamada de  “performer”.  
  Em 1974,  atuou no filme Honeybaby, Honeybaby onde fazia papel dela mesma cuidando da boate  "Bricktop's" em Beirute, Líbano.
Em 1983, fez pequeno papel no filme Zelig, de Woody Allen. Na cena que protagonizou, Bricktop,que recebia Zelig en seu clube, esperava por Cole Porter  para que alterasse a letra de “You’re the top” para "You're the top, you're Leonard Zelig."
Bricktop by Bricktop, autobiografia escrita com   James Haskins foi publicada em 1983 pela  “Welcome Rain Publishers” ( registro ISBN 0-689-11349-8 e “traz piadas sobre ricos, poderosos e famosos como John Barrymore, Jelly Roll Morton, Jack Johnson, Legs Diamond, John Steinbeck, Django Reinhardt, Frank Sinatra, Edward G. Robinson, Tallulah Bankhead, Gloria Swanson, e fofocas sobre reis e princesas ."
No final de 2008, foi apresentado o musical “Bricktop”, no Lorraine Hansberry Theatre, em San Francisco. A vida de Ada "Bricktop" Smith na visão de Calvin A. Ramsey, com música original de S. Renee Clark, letra e roteiro de Ramsey and Thomas W. Jones  e coreografia de   Dawn Axam. A ação se passa  no momento em que a artista deixa Paris e prepara a volta aos Estados Unidos.
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 Bricktop  teve o fim dos escolhidos pelos Deuses: morreu dormindo em seu apartamento de Nova York, em 1º de  fevereiro de 1984. 

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Ada 'Bricktop' Smith -St Louis Blues (1970)

 clique aqui
https://www.youtube.com/watch?v=-LqA0AttDI4
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Caio Julio Cesar, latin lover - O imperador era bi

    “Non nova, sed nove” Não coisas novas, mas tratadas de modo novo. Caio Julio Cesar  nasceu no dia 13 do mês Quintilis (que depois de sua...