domingo, 4 de junho de 2017

"Batom pode, homofobia,não"- Colegas apoiam aluno que usava batom

 Moro no Leblon, zona sul do Rio, local incensado como reduto de artistas,intelectuais, etc.Mas quando nos mudamos, algumas ruas ainda não tinham calçamento e era como uma cidade do interior- com praia.

Ao ler a notícia abaixo, que viralizou na internet,o pensamento voou para o  momento em que  meu filho voltou de uma excursão `a Europa com jovens amigos,primeira de futuras incontáveis viagens de trabalho ou de lazer.
Trazia, no lóbulo da orelha direita um mínimo brinco imitando diamante e, no antebraço, uma linda tatuagem tribal.

Ele foi o primeiro ser humano do sexo masculino, fora do ambiente artístico, lógico,que vi usando brinco.
Estudava numa escola "futurista", que depois se revelou nem tanto,porque teve atitude completamnte diversa dos princípios que defendia.

Certíssimo de nosso apoio( pais assumidos de filho gay),encarou bem o bullying que se seguiu.
Mãe de mente aberta ,também fui atingida pela discriminação.
 Nos anos 70, havia visto em Londres, um jovem casal com bebê do sexo masculino  de orelhinha furada e com brinco, no carrinho, parecendo a coisa mais natural do mundo.
Menina pode. Por que menino não podia?

Aqui no prédio, morava uma jovem estrangeira com trânsito nos mais vanguardistas dos espaços  culturais.Ela bateu `a nossa porta,mesmo só nos conhecendo de cumprimentos no elevador,por se alegrar ao ver que a novidade -nem tão novidade mundo afora- havia chegado ao Rio.

Esse filho pioneiro foi a um evento ano passado, na Fundação Getúlio Vargas, usando uma saia feita pela irmã em sua aula de  corte e costura.

E contou que as pessoas fingiam que não reparavam.

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 Aconteceu numa escola em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense:


http://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2017-06-01/jovens-fazem-ato-para-apoiar-aluno-repreendido-por-usar-batom-em-escola.html o-por-usar-batom-em-escola.html

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