terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Pastor Stanley Underhill sai do armário aos 91 anos


Antes tarde do que nunca, depois de vida de humilhações,renúncias,medo,mentiras e desconforto.

 Artigo da BBC publicado  hoje no site G1

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Por BBC
 

Stanley Underhill escondeu sua sexualidade até completar 91 anos — Foto: Divulgação/BBCStanley Underhill escondeu sua sexualidade até completar 91 anos — Foto: Divulgação/BBC
Stanley Underhill escondeu sua sexualidade até completar 91 anos — Foto: Divulgação/BBC
"Nasci homossexual. Não foi uma escolha. Passei boa parte da minha vida desejando ter nascido hetero", diz o reverendo britânico Stanley Underhill.
Desde muito jovem, o pastor anglicano percebeu que era diferente da maioria de seus colegas. Mas ele não tinha ninguém em quem se apoiar.
"Não contei ao meu irmão que era gay até escrever o livro em 2018", afirmou Underhill à apresentadora Emily Webb, do programa Outlook, da BBC. Na ocasião, ele tinha 91 anos — e seu irmão era apenas dois anos mais novo.
"E não fez diferença para ele", acrescentou. "Queria ter contado a ele e a minha família antes, mas não sabia como eles receberiam (a notícia)."

'Aberração para Deus'

Underhill (de chapéu verde) diz que seus pais e irmãos não estavam cientes de sua orientação sexual — Foto: Stanley Underhill/Arquivo Pessoal/BBCUnderhill (de chapéu verde) diz que seus pais e irmãos não estavam cientes de sua orientação sexual — Foto: Stanley Underhill/Arquivo Pessoal/BBC
Underhill (de chapéu verde) diz que seus pais e irmãos não estavam cientes de sua orientação sexual — Foto: Stanley Underhill/Arquivo Pessoal/BBC
"Eu cresci em um mundo hostil, fanático e ignorante, cheio de preconceitos, pobreza e distinções de classe", observa em sua autobiografia, Coming out of the Black Country.
Durante toda a vida adulta, Underhill se esforçou para parecer um homem heterossexual.
Em 1918, apenas nove anos antes de ele nascer, as mulheres haviam conquistado o direito de voto na Inglaterra — mas ser gay era ilegal e considerado por muitos "uma aberração para Deus".
Underhill, assim como muitos gays, escondeu sua sexualidade.
"Conscientemente reprimi e neguei minha homossexualidade — para mim mesmo, para os outros e para Deus."

Lutando com a sexualidade

Na infância, Underhill era uma criança tímida, e seus pais eram muito pudicos — não davam espaço para falar sobre sua orientação sexual.
"Eu não sabia quem eu era. Tinha esses sentimentos, mas não era capaz de explicá-los, e ninguém tinha explicado para mim. Como você sabe, a palavra homossexual não fazia parte do nosso vocabulário."
O pai dele trabalhava em uma fábrica de equipamentos elétricos, mas os salários eram tão baixos que a família só conseguia comprar o básico.
Underhill diz que as interações com o pai, em geral, consistiam em uma série de instruções e repreensões.
"Acho que ele me desprezava. E não conseguia expressar por quê."
O relacionamento dele com a mãe também estava longe de ser normal. Ela costumava perguntar: "De onde você tirou essas ideias?"
Para piorar a situação, ele também sofria bullying na escola.

Atração por homens

Quando ele estava aprendendo a nadar, percebeu que sentia atração pelo corpo masculino.
"A visão do corpo (do professor de natação) mergulhando era excitante", escreveu Underhill em sua autobiografia.
Ele entrou para a Marinha como enfermeiro quando completou 18 anos, como parte do serviço militar obrigatório.
Após a Segunda Guerra Mundial, ele foi destacado para o HMS Queen — porta-aviões que transportava mulheres que tinham se casado com soldados americanos.
Uma das passageiras caiu durante a viagem para os EUA e quebrou a perna. Underhill foi chamado para atendê-la, mas desmaiou ao ver tanto sangue.
Um homem chamado Alex foi encarregado de cuidar dele.

Apaixonado

"Quando abri os olhos, encontrei-o (Alex) olhando para mim. Ele estava me dizendo algo. Não ouvi o que ele me disse. Mas nossos olhares se encontraram, e eu me apaixonei por ele."
Enquanto servia a Marinha, Underhill conheceu seu primeiro amor — Foto: Stanley Underhill/Arquivo Pessoal/BBCEnquanto servia a Marinha, Underhill conheceu seu primeiro amor — Foto: Stanley Underhill/Arquivo Pessoal/BBC
Enquanto servia a Marinha, Underhill conheceu seu primeiro amor — Foto: Stanley Underhill/Arquivo Pessoal/BBC
Em 1948, depois de servir à Marinha, aceitou uma oferta do pai de Alex para trabalhar como contador não remunerado.
"O relacionamento com Alex era maravilhoso. Nunca me ocorreu que eu estava infringindo a lei ou que aquele não era um processo natural."

'Algo perverso'

Mas quando Underhill decidiu morar com Alex, percebeu que era considerado inaceitável.
O pai de Alex pediu a ele para sair do emprego e encontrar seu rumo — e Alex também começou a mostrar sinais de mudança.
"Nós dois começamos a ler as Escrituras. Ele chegou à conclusão que se relacionar comigo era algo perverso."
Alex começou a namorar uma mulher enquanto ainda mantinha um relacionamento com Underhill.
Finalmente, em 1952, Alex decidiu se casar com a namorada e convidou Underhill para ser padrinho.

Depressão

"Foi terrível. Pior que uma rejeição. Mergulhei no caos."
Alex sugeriu a ele então uma "terapia de conversão" da homossexualidade.
"Ele reuniu alguns amigos em uma manhã de novembro e me convenceu a colocarem as mãos em mim e orar. Ele estava bastante animado", relembra.
"Chamou Jesus para ordenar que o demônio saísse de mim e me libertasse do meu sentimento homossexual."
O resultado foi um desastre.
"Me fez sentir pior do que nunca. Fui ao médico e disse: 'Não sou bom para este mundo — me tira daqui'."
Ele estava sofrendo de depressão e tinha pensamentos suicidas. Chegou a ser submetido, inclusive, à terapia de eletrochoque.

Abandono

Underhill se esforçou para conter suas inclinações naturais. Por um breve período, evitou olhar para os homens que cruzavam seu caminho.
Ele estava desesperado para mudar sua sexualidade, mas não conseguia. Suplicou a Deus, mas nada funcionou.
"No fim das contas, todos os meus amigos, com exceção de um, não queriam mais saber de mim. A notícia de que eu era homossexual tinha se espalhado."
Ele vendeu a casa e voltou a morar com a mãe por um tempo.

Descriminalização

Durante a maior parte da vida de Underhill, a homofobia era institucionalizada no Reino Unido e no Império Britânico.
Apenas em 1967, a homossexualidade foi descriminalizada na Inglaterra e no País de Gales. Mesmo hoje, 68 países criminalizam até certo ponto as relações entre pessoas do mesmo sexo. Metade deles são ex-colônias britânicas.
Uma das vítimas desse preconceito foi o célebre matemático Alan Turing, que mudou o curso da Segunda Guerra Mundial ao decifrar o código secreto Enigma, usado pela Alemanha nazista.
Em 1952, ele foi acusado de "indecência" por ter um relacionamento com outro homem. Para escapar da prisão, optou pela terapia hormonal e, em dois anos, morreu, supostamente após se suicidar.
Underhill também teve de tomar injeções hormonais de testosterona após o "exorcismo" de Alex ter fracassado.
Mas, segundo ele, isso apenas aumentou sua frustração sexual.

Humilhação

Mais tarde, ele se mudou para Londres e, embora tenha conhecido vários outros homens gays, teve dificuldade em construir vínculos fortes.
Aos 29 anos, Underhill se mudou para Londres, onde conheceu muitos outros homens gays — Foto: Stanley Underhill/Arquivo Pessoal/BBCAos 29 anos, Underhill se mudou para Londres, onde conheceu muitos outros homens gays — Foto: Stanley Underhill/Arquivo Pessoal/BBC
Aos 29 anos, Underhill se mudou para Londres, onde conheceu muitos outros homens gays — Foto: Stanley Underhill/Arquivo Pessoal/BBC
"Eu senti amor e tive alguns relacionamentos íntimos com homens, mas eles não foram capazes de florescer em um clima tão frio", diz.
Ele se tornou sócio de uma empresa de contabilidade, mas sua sexualidade voltou a ser um problema.
"Me humilharam de todas as maneiras por ser gay. Então, decidi sair de lá e seguir meu desejo de longa data de me tornar pastor."

Trajetória na igreja

Dado o fato de a igreja ter desempenhado um papel muito importante na mobilização da opinião pública contra a aceitação da homossexualidade, essa escolha pode parecer um pouco estranha.
Underhill culpa a interpretação incorreta das Escrituras como a principal causa do problema. Quando menino, ele fez catequese e via Jesus como seu modelo.
"Fiquei fascinado pela representação de Jesus nos Evangelhos, como um homem que resistiu aos instintos tribais e defendeu o oprimido", ele observa em sua autobiografia.
Uma novela de rádio baseada na vida de Jesus, The Man Born to be King ("O homem que nasceu para ser rei", em tradução livre), inspirou o jovem solitário Underhill.
"Eu secretamente pedi a ele que fosse meu amigo e me guiasse ao longo da vida."
Quando estava perto de completar 50 anos, Underhill resolveu se aproximar do seu guia — e entrou para a Ordem da Sociedade de São Francisco, da Igreja Anglicana, que considerava a menos homofóbica.

Hipocrisia da igreja

Ele estudou três anos em Canterbury, no Reino Unido, para ser ordenado sacerdote. E serviu então em diferentes paróquias sem revelar que era gay.
"Dada a hipocrisia contínua das autoridades da igreja, eu não estava preparado para sair do armário", escreveu no livro.
Ele sempre permaneceu vulnerável. Em um momento, um leigo designado para ajudá-lo em seus deveres como sacerdote ameaçou expor sua homossexualidade. Mas Underhill se manteve firme.
"Não achei que ele tivesse provas — apenas suspeitas."
Ele não foi denunciado — felizmente, pois achava que era cedo demais, dada a "hipocrisia das autoridades da igreja".
Mas, após o incidente, ele se deu conta de uma das desvantagens de esconder a homossexualidade: aquilo poderia ser usado como forma de chantagem.

Liberdade

O livro de Underhill é impiedoso em relação à relutância da sua igreja — que não exige o celibato dos sacerdotes — em aceitar a homossexualidade.
Underhill diz que nunca foi capaz de desenvolver uma relação profunda com outro homem após sua primeira decepção amorosa — Foto: Divulgação/BBCUnderhill diz que nunca foi capaz de desenvolver uma relação profunda com outro homem após sua primeira decepção amorosa — Foto: Divulgação/BBC
Underhill diz que nunca foi capaz de desenvolver uma relação profunda com outro homem após sua primeira decepção amorosa — Foto: Divulgação/BBC
"A igreja perdeu uma grande oportunidade de mostrar compaixão e compreensão como Cristo em relação aos gays", escreveu.
Ele agora vive em um lar de idosos em Londres — e está feliz com as mudanças nas atitudes sociais em relação aos homossexuais.
"Enfim, liberdade", diz.
Mas as feridas mais profundas não foram completamente cicatrizadas.
"Lamento muito ter sido privado de uma vida sexual normal, algo que me causou muita frustração."

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Cartas inéditas de Alan Turing

 Descoberto um verdadeiro tesouro.

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"Uma coleção de quase 150 cartas do matemático britânico Alan Turing, famoso por decifrar a criptografia dos nazistas na Segunda Guerra Mundial, foi encontrada em um antigo armário da Universidade de Manchester.


As correspondências não revelam muito sobre a vida pessoal de Turing. Ele critica os Estados Unidos e descreve muito do trabalho que fazia como professor da universidade.


"Não gostaria de viajar e detesto os EUA", escreveu em uma das cartas o matemático, que teve sua carreira encerrada de forma prematura após ser processado por homossexualidade no Reino Unido.


O destinatário da carta era o físico Donald Mackay, da King's College de Londres, escrita em resposta a um convite para participar de uma conferência nos EUA em abril de 1953.


Essa coleção corresponde ao período entre 1949 e 1954. 
Ela foi descoberta por acaso por um acadêmico que limpava arquivos velhos da Universidade de Manchester, onde Turing foi subdiretor da área de informática de 1948 até o início dos anos 1950.



O cientista é considerado hoje como pai da informática moderna e trabalhou para decifrar os códigos nazistas, especialmente os da máquina Enigma, durante a Segunda Guerra Mundial. 
A história de Turing foi contada no cinema no filme "O Jogo da Imitação".
À esquerda, o matemático britânico Alan Turing, e, à dir., o ator Benedict Cumberbatch em 'O jogo da imitação' (Foto: AFP e Divulgação)
À esquerda, o matemático britânico Alan Turing, e, à dir., o ator Benedict Cumberbatch em 'O jogo da imitação' (Foto: AFP e Divulgação)

domingo, 20 de outubro de 2019

DIVINE


 " A " drag queen do século 20 



Divine era uma mulher mas Harris Glenn Milstead era um homem.O ator se sentia perfeitamente à vontade transitando entre os dois sexos”
( de um Forum de debates francês sobre o artista)


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Divine,ator e cantor norte-americano, nasceu  Harris Glenn Milstead no dia 19 de outubro de 1945 em Towson,Maryland 

Sua fama firmou-se,basicamente, por atuar na maioria dos filmes de John Waters, amigo de infância ,no papel principal-ou um dos principais-em Pink Flamingos,Female Trouble,Polyester,Hairspray  e outros sete filmes.
Teve uma carreira bem sucedida como  cantora  disco durante os anos 1980 e foi considerada "a maior performista do mundo"

Divine sempre se considerou do sexo masculino e  fazia questão de frisar que não era transgênero ou transexual. Durante toda a sua infância e adolescência,foi chamado de Glenn pela família e amigos. 
Era,sim, homossexual, teve um relacionamento público prolongado com um homem casado e,mais tarde,com um astro pornô chamado Leo Ford, affair também foi amplamente noticiado. 
Inicialmente,tinha uma postura meio ambígua com a mídia mas, no final da década de 80, resolveu sair do armário de verdade. 

Divine sofria de problemas com a obesidade desde criança, razão para que  "gostasse de comer ... e comer ... e comer ... e beber galões de Coca Cola,como declarou a mãe. 

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Harry Glenn Milstead
Harris Glenn Milstead  era filho  de Bernard e Diana Francis Milstead,e,ao completer  doze anos,mudou-se com a família para  Lutherville,nos arredores de Baltimore.
Sofreu grande discriminação e  preconceito nas escolas que frequentou por ser  tímido e feminino.Em compensação, isso que hoje chamaríamos “bullying”,motivou compreensão e apoio irrestrito por parte dos pais.

Em Lutherville, Harris Glenn morava na mesma  quadra, a seis casas de distância, de um menino chamado John Waters,mais  tarde o  cineasta, ator, escritor,jornalista, artista visual e colecionador de arte que obteve destaque no início da década de 70 por seus filmes transgressores e cults.

Waters foi o responsável pela elaboração da personagem Divine (supostamente referência religiosa) e pela criação de papéis  chocantes para ela/ele.
Como,por exemplo, Babs Johnson em Pink Flamingos,onde Divine protagonizou uma série de atos escatológicos extremos. .

No final da década de 1970,  houve a transição para o teatro e ele/ela apareceu em várias produções, continuando a estrelar  filmes. 

Em 1981,iniciou uma carreira de cantora disco com as criações de Bobby Orlando,e teve grande  sucesso com   " Você acha que é um Homem" e" "Walk like a Man"

Hairspray e Dias Finais

  como Edna Turnblad, em Hairspray
Participando de talk-shows como o de David Leterman e outros apresentadores de tv para promover suas músicas e suas participacões em filmes, tornou-se uma celebridade.
Vendeu livros e bonecas com sua figura.
Foi retratada por muitos artistas famosos,como David Hockney e Andy Wahrol.
Em 1998, estava novamente envolvida com um projeto de John Waters,ambientado na década de 60. o filme Hairspray , fazendo papéis masculino e feminino .
Foi diagnosticado com cardiomegalia ou hipertrofia cardiaca, o chamado coração aumentado . É uma doença muito grave, que provoca insuficiência cardíaca, podendo levar à morte. 

Em 7 de março de 1988, três semanas depois do lançamento nacional da película, Divine estava hospedado no Hotel Regency, em  Los Angeles.
Passou o dia inteiro num estúdio ensaiando participacão em outra série de tv.Jantou com amigos no restaurante do hotel e retornou ao seu quarto.

Morreu dormindo ,naquela mesma noite, aos 42 anos.

New York Times  publicou  no obituário  : "Aqueles que  poderiam estranhar o desempenho de Divine descobriram que o ator/atriz tinha talento genuino e um senso natural de timing cômico,tendo sido um dos poucos artistas radicais do século 20 “

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Legado e Influência

Dois livros foram publicados sobre Divine desde a sua morte: 
*No,Divine!,escrito por seu empresário e amigo Bernard Jay, e publicado em 1992 pela Virgin Books. 
*O segundo, Meu Divino Filho (2001),  foi escrito pela mãe, Frances Milstead,

*A relação da mãe com a comunidade gay foi documentada no filme "Frances:. A Divina Mãe" dirigido por Tim Dunn e Michael O'Quinn,  lançado em 2010.
*Um outro livro, intitulado Postcards From Divine,  foi lançado em  novembro de 2011.  É uma coleção cartões postais enviados aos pais, enquanto viajava pelo mundo como uma estrela pop, entre 1977 e 1987. 

*A versão ibook do livro inclui uma narração por um sósia vocal que John Waters chamou de "canalização".

*Divine foi a inspiração para a personagem  de "Ursula, a bruxa do mar",no filme de animação A Pequena Sereia ,da Disney- 1989.


 *Influenciou músicos . Antony Hegarty da banda Antony and the Johnsons escreveu uma canção sobre Divine, verdadeira ode. 

*Em 2008, o cantor  irlandês  Róisín Murphy prestou homenagem produzindo vídeoclip da música composta para ela :"Movie Star" 


*A Edna Turnblad  de Divine na versão  original de Hairspray,colocou atores masculinos neste papel : Harvey Fierstein e outros no musical da Broadway ( em 2002)   e John Travolta no musical filmado em 2007.


* Eu sou Divine", um documentário,produzido e dirigido por Jeffrey Schwarz  está em fase de acabamento na produtora Pictures Automat , em Los Angeles.

*Uma estátua de  12 metros de altura,obra do escultor Andrew Logan, está em exposição permanente no Museu Americano da Arte Visionária  em Baltimore, Maryland.


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ANDY WARHOL

    A série  Diários de Andy Warho l     está disponível na Netflix e conta a história do artista norte-americano através dos seus diários p...