sábado, 12 de janeiro de 2019

"A Favorita" lidera disputa pelo "Globo de Ouro" e estreia em breve


Rainha Anne 

Trailer legendado

clique:


 https://www.youtube.com/watch?v=CRKf2yRksIY 

 Prêmios




Leia a sinopse

Na Inglaterra do século XVIII, Sarah Churchill, a Duquesa de Marlborough (Rachel Weisz) exerce sua influência na corte como confidente, conselheira e amante secreta da Rainha Ana (Olivia Colman). Seu posto privilegiado, no entanto, é ameaçado pela chegada de Abigail (Emma Stone), nova criada que logo se torna a queridinha da majestade e agarra com unhas e dentes à oportunidade única.

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Sobre a Rainha Ana,última regente da Casa de Stuart
Ana foi a Rainha da Inglaterra, Escócia e Irlanda de 8 de março de 1702 até 1 de maio de 1707, quando uniu a Inglaterra e a Escócia em um único estado soberano, o Reino da Grã-Bretanha, com o Tratado de União. 

Continuou a exercer o poder como Rainha da Grã-Bretanha e Irlanda até sua morte.
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6 de fevereiro de 1665 
 +1 de agosto de 1714, 
 Cônjuge > Jorge da Dinamarca (de 1683 a 1708)
 Filhos: Guilherme, Duque de Gloucester, Anne Sophia, Mary

Aqui na Wikipédia/ Portugal, você encontra uma completa biografia :
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ana_da_Gr%C3%A3-Bretanha


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segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Filme sobre Freddie Mercury ganha GLOBO DE OURO

 



Bohemian Rhapsody é uma celebração exuberante do Queen, sua música e seu extraordinário cantor principal Freddie Mercury, que desafiou estereótipos e quebrou convenções para se tornar um dos artistas mais amados do planeta.
O filme mostra o sucesso meteórico da banda através de suas canções icônicas e som revolucionário, a quase implosão quando o estilo de vida de Mercury sai do controle e o reencontro triunfal na véspera do Live Aid, onde Mercury, agora enfrentando uma doença fatal, comanda a banda em uma das maiores apresentações da história do rock.


(divulgação)


 Trailer:
https://www.youtube.com/watch?v=GryRsVhOvxo#action=share

 

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Rudyard Kipling (1865-1936)

Escritor e poeta britânico, Prêmio Nobel de Literatura 1907
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O texto abaixo, que se manteve aguardando para ser publicdo,  foi elaborado com a "ajuda"de uma biografia  encontrada em extinta enciclopédia  para a comunidade LGBTQ

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Filho do curador do Museu de Lahore, nasceu em 30 de dezembro de 1865 em Bombaim, na Índia. ilho de Alice Kipling (nascida MacDonald) e John Lockwood Kipling,  que foi diretor e professor de escultura arquitetônica na então recém-fundada Sir Jamsetjee Escola de Arte e Indústria em Bombaim.
O casal havia se conhecido em Rudyard Lake  ,área rural de Staffordshire  , na Inglaterra, e encantados com a beleza do lugar assim batizaram   o primeiro filho.

 Aos seis anos, ele foi enviado para um colégio interno na Inglaterra para receber uma educação britânica. 
Lá  viveu cinco anos infelizes, que mais tarde narrou em Stalky and Co. (1899) e na Luz extinta (1891). 

Um súbito e sério enfraquecimento da visão do menino  levou   sua mãe a sair da Índia para cuidar dele, matriculado,na ocasião, no United Services College, uma escola pública destinada a preparar os meninos para uma carreira no Exército.  
A visão fraca,a baixa estatura e ausência de disposição afastaram o menino da carreira das armas.
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Aos 16 anos, não tendo conseguido uma bolsa de estudos, e seus pais sem recursos para pagar uma  universidade,

Kipling retornou à Índia para escrever para um jornal de língua inglesa em Lahore e,mais tarde em Allahabad
Os sete anos  vividos na Índia  forneceram o material que ele utilizou para passar a maior parte de sua vida criativa os transformando em histórias, poemas, livros infantis e romances.
 

Em 1889, as 24 anos de idade. e ambicioso para fazer o seu nome em Londres,  retornou àInglaterra,
onde, rapidamente, se estabeleceu como uma personalidade literária dominante.


Escritor incansável,produzindo e  oito volumes de versos, dezesseis volumes de ficção curta e seis romances -
 pincluindo o soberbo KIM(1901),o empolganteCapitães Corajosos
 (1897), e os favoritos das crianças,o Livro da Selva
 (1894),O segundo livro da selva
 (1895) - além de inúmeros outros volumes  diários de viagens e panfletos de guerra. 

Em 1907, ganhou o  Nobel de Literatura, o primeiro  autor inglês a receber a honraria. 




(continua)

sábado, 29 de dezembro de 2018

Comunidade transexual na índia se rebela contra lei que petende diminuir estigma










 Getty Images

Imagem: Getty Images


David Asta Alares
da EFE, em Nova Délhi
29/12/2018 08h48
"A comunidade transexual na Índia, que sofre uma notável discriminação social apesar de fazer parte de uma milenar tradição no país, se rebelou contra uma lei que pretende protegê-la e diminuir o estigma.
Quatro anos depois de o Tribunal Supremo reconhecer em uma sentença de 2014 as pessoas que não se enxergam com o sexo com o qual foram assinaladas na hora do nascimento como representantes de um "terceiro gênero", a Câmara dos Deputados aprovou recentemente a Lei de Pessoas Transexuais (Proteção de Direitos) de 2016, que ainda deverá passar pelo Senado."

Continua o texto de David Asta Alares,

"A legislação, apresentada pelo governo para acabar com o estigma da comunidade, é "discriminatória", de acordo com Rudrani Chettri, ativista transexual e fundadora da associação Mitr Trust. "Não parece uma lei de proteção, mas sim uma violação dos nossos direitos como seres humanos. O que mais me chocou foi que vão formar um comitê de revisão que decidirá por nós se somos ou não transexuais", disse Chettri à Agência Efe, em seu escritório em Nova Délhi, repleto de cartazes sobre o tema. O processo administrativo para obter uma carteira de identidade envolve enviar um pedido a um tribunal local e exigir a elaboração de cinco relatórios, entre eles o de um médico, um psicólogo"  
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A seguir,meu texto sobre as Hijras



Hijras- O terceiro sexo na Índia


 


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Atrasada sociedade avançada


500 mil compõem 'terceiro sexo na Índia'. Clãs de 'trans' fazem parte da cultura local que lhes atribui poderes mágicos 

Maior exportadora de programas para computadores e maior produtora mundial de filmes, a Índia possui um código penal que pune a homossexualidade masculina, em seu artigo 377, com pena que vai de dez anos até prisão perpétua.

Em relação às mulheres, a lei é mais 'compreensiva', sendo usada, se necessário, apenas para ameaçá-las.

Ativistas estão lutando no Parlamento para reverter estes procedimentos absurdos, herdados do colonialismo.
As Hijras (eunucos, no dialeto hurdu), homens que se vestem e agem como mulheres, há séculos estão presentes neste contexto social formando - segundo o censo de 1990 - uma comunidade de cerca de 500 mil pessoas.
Operadas
Muitas Hijras não se consideram "verdadeiras" até que aconteça a cerimônia da castração, num ritual proibido, mas protegido pelo grupo por complexo código de silêncio.
Com um terço da área do Brasil, a Índia é um país diversificado em relação às etnias, religiosidade, culturas e linguagens - um caldeirão cultural que abriga mais de um bilhão e cem milhões de almas se comunicando em 15 idiomas nacionais e mais de 1.600 dialetos.

Nem sempre a cultura indiana foi discriminatória em relação às diversidades sexuais. A mitologia está repleta de lendas sobre mudança de sexo: deusas que se transformavam em homens, deuses que se transformavam em mulheres e deuses com atributos ao mesmo tempo femininos e masculinos, como a andrógina Shiva (imagem).
nem homens, nem mulheres
P
ara a sociedade indiana, que enfatiza as maravilhas e bênçãos da reprodução humana, o grande motivo de vergonha não é a homossexualidade, mas a impotência masculina.

As Hijras, descritas como "nem homens, nem mulheres", existem na Índia há séculos. Muitos são homens não castrados, transexuais de homem para mulher das etnias jhanka ou zenana, que não são hijras, mas que aspiram pertencer a esta comunidade.
Outros são homens impotentes, que oferecem sua genitália à deusa Bahuchara Mata para assegurar a virilidade total nas próximas sete encarnações. Usam roupas femininas, adotam nomes de mulher e vivem em pequenos grupos.
Comunidade "socialista"

As Hijras vivem em pequenas comunidades de 5 ou mais "chelas" (discípulas), chefiadas por uma "guru" - geralmente a mais velha do grupo. Quando uma chela se transforma em Hijra, após treinamento nas artes do canto e dança e em outras atividades que possam lhe tornar economicamente ativa, assume o sobrenome e passa a ser um membro da família da guru.

Cada família tem seu código de ética e suas regras de comportamento. Cada chela se compromete a fornecer sua renda à guru, para ajudar a manutenção da "família".
As gurus suprem as chelas com roupas, comidas e uma pequena mesada.
Muitos pais ao perceberam traços de feminilidade em seus filhos, entregam-nos para as casas de Hirjas, para que cresçam em meio a seus 'iguais' e aprendam a ser uma Hirja, destino que acreditam, estar predestinado os efeminados.



Atraso cultural


Com a emancipação em 1947, a Índia iniciou um programa para eliminar as distinções entre castas e passou a oferecer cotas nas universidades para as camadas consideradas inferiores. Os eunucos não se beneficiaram desta política de inclusão social.
Desde o tempo dos mongóis, os eunucos indianos eram usados como guardiães dos haréns reais.

Hijras nas comemorações 

Quando nasce um menino ou acontece um casamento, logo um grupo de Hirjas surge mesmo sem ter sido convidado, para abençoar o bebê ou desejar fertilidade ao noivo.A dança é um tanto provocante e ostensiva e o objetivo é receber logo o pagamento para que os noivos, os pais do bebê e seus convidados não passem pelo constrangimento de assistir uma coreografia erótica levada a extremos.
O pagamento ("badhai") é feito com farinha, arroz, doces, uma roupa (sari) ou dinheiro.

Matérias recentes na imprensa indiana contam que algumas empresas contratam as Hijras para forçar clientes inadimplentes a pagar seus débitos.
Atitudes agressivas contra castrados são consideradas de mau augúrio. Os indianos acreditam que a emasculação confere poderes mágicos e que atrapalhar o ritual das Hijras pode trazer azar. Se os pais do bebê recém-nascido não pagarem, 'elas' rogam pragas à criança.
A moderna sociedade indiana começa a oferecer às Hijras novas formas de sobrevivência: atualmente elas também dançam em festas escolares e despedidas de solteiro.





Parada Gay Indiana
O mais importante evento do calendário das Hijras é o Festival do Koovakan, onde elas exercem livremente seu poder de expressão. É quando se reúnem com amigas e se exibem num palco onde podem ser vistas, ouvidas e aplaudidas.
Representando pequenas peças, podem incorporar seu lado feminino representando papéis de dona de casa, noiva ou deusa.
O
 Koovakan congrega todo o tipo de gente: hijras, homossexuais, bissexuais, heterossexuais, travestis, casais com seus filhos, solteiros, namorados, alunos das escolas próximas, executivos, divorciados. Ali estão todos com o mesmo propósito: trocar experiências em todos os níveis.
Um deslumbrado jornalista australiano conta que "o mais visível é a intensidade da experiência física se contrapondo ao eternamente presente fantasma da espiritualidade".


Cidadania



A
lgumas Hijras já estão envolvidas na política, para tentar reverter sua situação social, buscando maior respeito da comunidade. Algumas conseguiram expressiva votação. Em 2000, Shabnam Musi (foto) foi eleita deputada para Assembléia Legislativa de Madhya Pradesh. A Hijra Kamla Jaan assumiu a prefeitura de Katni e sua correligionária Asha Devi, a de Gorakpur.

O slogan usado pelas Hijras nas campanhas eleitorais é um achado: 
"Não existe solução com os políticos tradicionais, vote nos eunucos"

ANDY WARHOL

    A série  Diários de Andy Warho l     está disponível na Netflix e conta a história do artista norte-americano através dos seus diários p...