“Aqui
jaz Craig Russell, 1948 até o ano 2000, sempre numa boa. Morreu
quebrado, desenganado e maltratado por agentes e promotores
vigaristas.Foi enterrado vestido de drag, e será esquecido”
Este autoepitáfio contém um erro e um acerto: Craig Russell não chegou ao ano 2000 e ,decididamente, foi esquecido.
Pouca
memória restou de sua cuidada arte de transformista, da sua brilhante
mas breve carreira de ator e de sua atuação como embaixador da cultura
gay canadense.
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Nascido
Russell Craig Eadie em Port Perry, Ontario,no dia 10 de Janeiro de 1948
), já aos cinco anos fazia imitacões para divertir a família.
O
divórcio dos pais (aos 9 anos) e as crises da mudança de idade motivaram
grandes tormentos.
Como costuma acontecer com gente sensível, a alma reagiu mostrando o sofrimento sob a forma de graves problemas na pele.
Muitas
vezes precisou usar maquiagem para disfarçar as imperfeições no rosto, o
que gerou muitas críticas e gozações de seus colegas de ginásio.
Aos 13 anos, fundou o Fan Clube Internacional de MaeWest.
Em 1965, foi convidado pela atriz para ser seu secretário particular e acompanhante, em Los Angeles.
Durante algum tempo viveu entre o Canadá e os Estados Unidos e, finalmente, decidiu se fixar em Toronto.
A idéia era completar os estudos, mas a reprovação acelerou o início de uma vida profissional regular.
Começou a trabalhar como datillógrafo e, de 1969 a 1971,estabeleceu-se como cabeleireiro com enorme clientela.
A partir de então ,adotou o nome artístico Craig Russell e começou a se apresentar em bares gays de Toronto.
As
imitações de Judy Garland, Bette Davies, Janis Joplin, Carol Channing,
Marlene Dietrich, Connie Francis, Peggy Lee e,claro, Mae West fizeram-no
famoso em todo o continente. Tornou-se a atração principal do After
Dark Club, em San Francisco.
Dotado de um timbre de voz raro, conseguia alcançar as 3 oitavas necessárias para imitar - com perfeição - Barbra Streisand.
Também fazia parte de seu repertório um espetacular ” dueto” com Ella Fitzgerald e Louis Armstrong .
No encerramento dos shows, costumava fazer um “pout porri” de todas as cantoras que interpretava.
"Cruzado anti-gay" ativista
Outra
imitação de muito sucesso, que fazia subir a audiência de qualquer
programa nos anos 70, era a da cantora americana Anita Braynt, que
liderava uma campanha homofóbica, interpretando o Hino da Batalha da
República (“Gloria,Gloria,Aleluia”).
Anita recebeu uma torta na cara quando discursava em Des Moines, Iowa, numa campanha para “salvar” crianças da homossexualidade.
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Fantasiado de cruzado anti-gay, Craig Russell mostrava com sutileza um alto nível de engajamento e ativismo.
Em 1977, dirigido pelo compatriota Richard Benner, Craig Russell
estrelou o filme Outrageous!, adaptação do livro Making It, deMargaret
Gibson.
Foi o primeiro filme gay a receber certificado de distribuição na América do Norte.
Pelo
papel de Robin Turner, um cabelereiro gay que desejava ser drag queen,
recebeu o Urso de Prata como Melhor Ator , no Festival de Berlim
de1978.
Este grande sucesso trouxe-lhe a oportunidade de imitar muito mais
cantoras e abriu as portas do mundo: San Francisco, Las Vegas, Berlim,
Londres e Paris passaram a fazer parte de sua agenda. Idealizou e
protagonizou um espetáculo “off-Broadway” : Um homem e suas mulheres”
***
Craig Russell foi mais um astro que não soube administrar as pressões
que traz a fama.Teve enormes dificuldades para lidar com o sucesso.
A dependência ao álcool e o agravamento dos problemas psicológicos
acabaram por afetar sua carreira. Em 1986 foi filmada uma continuação de
Outrageous: Too Outrageous!, também dirigido por Richard Brenner.
Contava a história de uma drag queen trabalhando em Nova York. Craig
Russel voltava no papel de Robin Turner, agora um cabeleireiro gay que
se travestia.
Hollis Mc Laren interpretva sua namorada
esquizofrênica. Sempre foi um gay assumidíssimo, embora tendo se casado
com Lori Jenkins, uma de suas maiores fãs.
Depois de lutar bravamente
contra as complicações decorrentes da Aids, morreu aos 42 anos ( 30 de
Outubro de 1990), no Toronto Western Hospital.
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Fantasiado de cruzado anti-gay, Craig Russell mostrava com sutileza um alto nível de engajamento e ativismo.
Em 1977, dirigido pelo compatriota Richard Benner, Craig Russell
estrelou o filme Outrageous!, adaptação do livro Making It, deMargaret
Gibson.
Foi o primeiro filme gay a receber certificado de distribuição na América do Norte.
Pelo
papel de Robin Turner, um cabelereiro gay que desejava ser drag queen,
recebeu o Urso de Prata como Melhor Ator , no Festival de Berlim
de1978.
Este grande sucesso trouxe-lhe a oportunidade de imitar muito mais
cantoras e abriu as portas do mundo: San Francisco, Las Vegas, Berlim,
Londres e Paris passaram a fazer parte de sua agenda. Idealizou e
protagonizou um espetáculo “off-Broadway” : Um homem e suas mulheres”
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Craig Russell foi mais um astro que não soube administrar as pressões
que traz a fama.Teve enormes dificuldades para lidar com o sucesso.
A dependência ao álcool e o agravamento dos problemas psicológicos
acabaram por afetar sua carreira. Em 1986 foi filmada uma continuação de
Outrageous: Too Outrageous!, também dirigido por Richard Brenner.
Contava a história de uma drag queen trabalhando em Nova York. Craig
Russel voltava no papel de Robin Turner, agora um cabeleireiro gay que
se travestia.
Hollis Mc Laren interpretva sua namorada
esquizofrênica. Sempre foi um gay assumidíssimo, embora tendo se casado
com Lori Jenkins, uma de suas maiores fãs.
Depois de lutar bravamente
contra as complicações decorrentes da Aids, morreu aos 42 anos ( 30 de
Outubro de 1990), no Toronto Western Hospital.
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Veja que pessoa patética era a cantora Anita Bryant)
http://youtu.be/BmJUdLUo8HQ
E veja a hilária imitação
http://youtu.be/Rl50Z1yakSk
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