quarta-feira, 8 de julho de 2026

Dez verdades que você precisa saber sobre o mundo gay . por Rodrigo Sánchez #tbt

 



 Sou mãe de um filho homossexual que muito admiro e respeito. Compartilho com você este excelente texto de Rodrigo Sánchez.


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"Quando discursos como os de Jair Bolsonaro e Marco Feliciano, 
que defendem a “família” e os “bons costumes”, são valorizados
 por uma parcela crescente da sociedade, uma ameaça perigosa ganha
força. 


Mais que bastante questionáveis, posturas assim 
são agentes legitimadores da 
violência em todas as suas variações. 
Entenda:
Uma criança que nasce gay e cresce no seio de uma família repressora tem, basicamente, três destinos predeterminados na vida: 

1. aceitar a sua condição e ser feliz, geralmente longe dos parentes;
 2. cometer suicídio, ou 3. absorver esses valores, crescer rejeitando a sua sexualidade, formar uma família heterossexual e manter relações extraconjugais com pessoas do mesmo sexo.
Saber que as alternativas 2 e 3 são assustadoramente comuns basta para chegarmos à conclusão de que alguma coisa está errada.
O discurso da família e dos bons costumes pode convencer muita gente, mas, da maneira como é passado adiante, serve de base para uma série de tragédias pessoais que interrompem e afetam gravemente o curso de histórias que poderiam ter um fim muito diferente.

4. A homossexualidade não tem qualquer relação com a pedofilia.

É muito comum que as pessoas associem a homossexualidade à prática da pedofilia. Por favor, não. Uma coisa não tem absolutamente nada a ver com a outra. A pedofilia é um desvio sexual que pode acometer pessoas de qualquer orientação.
Seus filhos não correm mais risco ao serem deixados sozinhos com um gay que com um heterossexual. A pedofilia é uma questão independente da orientação de cada um. 
Pior: muitas vezes a violência está dentro de casa e vem de quem menos se espera.

5. Gays não querem necessariamente ser, agir ou se vestir como o sexo oposto.

Sexualidade e identidade de gênero não devem ser encarados como conceitos engessados, mas é preciso compreender que existem diversas tendências de comportamento e que a palavra gay não dá conta de todas elas.
A homossexualidade pode ou não estar associada à transgeneridade, à transexualidade etc., o que significa que, não, um gay não vai necessariamente se transformar aos poucos numa figura que se apresenta à sociedade como a do sexo oposto.
Não existe uma “evolução” gradativa da homossexualidade (o que desmonta a teoria de Jair Bolsonaro, que diz que falta pouco para que rapazes cheguem em casa com unhas pintadas e batom, pois já usam brincos).
 A questão da identidade de gênero é uma necessidade maior, inerente a cada indivíduo. 
Naturalizar e respeitar essa necessidade não vai incentivar que as pessoas adotem esse comportamento do nada, do zero. Vai, sim, permitir a quem já tem essa necessidade a possibilidade de expressar a sua natureza com orgulho e dignidade.
E se esta for a vontade de alguém próximo, qual é o problema? Tem dúvidas sobre como agir? 

6. Você convive todos os dias com pessoas que admira e que talvez não desconfie que sejam gays.

Certa vez conheci uma senhora, a dona Ana, com quem conversei por algum tempo num trajeto qualquer de ônibus. Eu a ajudei a passar com uma bolsa pesada pela roleta e me sentei próximo dela ao longo da viagem.
Gosto de ouvir histórias e costumo dedicar mais atenção do que as pessoas esperam ao que elas têm a me contar. 
Conheci alguns detalhes da vida da dona Ana, contei algo da minha rotina e lá estávamos nós em mais um desses esbarrões inesperados que nos brindam com um pouco mais de humanidade em meio à correria mecanizada e antipática do dia a dia.
Até que, pouco antes de fazer sinal para descer no ponto seguinte, a dona Ana resolveu me elogiar. Para ela, eu era “um rapaz à moda antiga, educado e atencioso como há muito não se vê, bem diferente dessa juventude cheia de coisas erradas que faz do mundo algo cada dia pior”. E aí ela fez referências a jovens drogados, mimados, acomodados… e aos homossexuais.
Talvez ela tivesse repensado essa opinião se pudéssemos ter conversado por mais alguns minutos. 
Não deu. Então, penso: quer dizer que a questão da sexualidade faria todos os elogios caírem por terra? Talvez não, mas, assim como me pareceu ser com a dona Ana, muita gente não consegue conceber a ideia de que um gay possa ser uma pessoa com boas qualidades.
Admire as pessoas pelo que elas são, não pela sua sexualidade.7. Promiscuidade, drogas e doenças não definem e não são exclusividades do mundo gay.
Muitos pais relatam que aceitam a homossexualidade dos filhos, mas têm medo que eles sejam influenciados a experimentar drogas ou adotar um comportamento promíscuo.
Se você tem filhos, essa preocupação não deveria depender da orientação sexual deles. O conceito amedrontador de um pretenso grupo de risco, teoricamente mais exposto a determinados problemas, dá lugar, hoje, à ideia de conduta de risco. Sejamos hétero ou homossexuais, não estamos a salvo de qualquer coisa e não devemos estigmatizar as pessoas.

8. Casais gays em novelas não são uma “incitação à homossexualidade” e nem mesmo serão capazes de influenciar seus filhos a serem gays.

Todo produto cultural tem uma função social. Você pode achar as novelas da Globo um lixo, mas não pode negar que, bem ou mal, elas são fonte de diversos debates e ajudam, consequentemente, a construir parte da identidade nacional.
Precisamos começar a consumir esses produtos com mais senso crítico. Se um enredo nos apresenta a uma neta que bate nos avós, ele não quer ensinar que netos devem bater em avós. A intenção do autor é exatamente o contrário: mostrar quão abominável é bater nos avós.
A presença cada vez mais frequente de gays na TV não quer (nem seria capaz de) influenciar qualquer pessoa a se tornar gay, mas ajudar a naturalizar uma realidade que precisa ser tolerada pela sociedade.
 Pode influenciar, no máximo, um gay que se esconde de si e dos outros a ter mais orgulho de quem é, diferentemente do que tantas pessoas o fizeram crer ao longo da vida. E não, isso não é ruim.
Já a exploração de estereótipos exagerados e que nem sempre representam a comunidade gay com o respeito que deveriam é papo para outro momento.

9. Os gays não querem privilégios, querem igualdade de direitos.

Criminalizar a homofobia é preciso, entre outros motivos, porque o nosso país é recordista mundial em crimes motivados especificamente por ódio à população LGBT. Uma lei que favoreça essas pessoas pode reduzir a impunidade e ajudar a tirar o país desse vergonhoso ranking.
O casamento civil igualitário, por sua vez, dá aos casais homossexuais, que são mais uma entre as diversas novas concepções de família, todas dignas de respeito, os direitos que casais héteros têm desde sempre.
 Por que o tratamento deveria ser diferente? Por que se opor, por exemplo, à adoção, por parte de casais gays, de órfãos e crianças abandonadas? Isso não ameaça a família tradicional.

10. Os gays não querem dominar o mundo nem converter você ou os seus filhos.

Não absorva a causa gay como uma imposição de valores. 
Ela é uma luta por respeito e igualdade. Nenhum homossexual em sã consciência quer varrer o mundo com uma tsunami gay. 
Termos como “ditadura gayzista” e “heterofobia” não fazem sentido simplesmente porque a causa gay não pretende (nem é capaz de) impor qualquer comportamento ou “destruir a família”. 
Você acha que vai se tornar gay depois que o casamento civil igualitário e a criminalização da homofobia se tornarem realidade? Eu respondo por você: não, ninguém vai. E mais: preservar e incentivar a tolerância e o amor que existem nas crianças não é capaz de “convertê-las” à homossexualidade. Nada será capaz disso se elas não forem homossexuais. É básico.
Entenda, ainda, que o que se diz deixa de ser opinião e se torna um discurso de ódio a partir do momento em que fere os direitos de outra pessoa e incita a violência. “Enfrentar a minoria” e “tratar os homossexuais longe daqui”,como propôs o ex-candidato à presidência Levy Fidelix em rede nacional, é, mais que uma postura absurda, uma legitimação à intolerância que fere gravemente a dignidade de centenas de milhares de pessoas e leva a casos como este:
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quinta-feira, 2 de julho de 2026

JOHNNY MATHIS. aos 90 encerrou carreira de shows

 Voz do Romance Johnny Mathis está se calando

 Anuncia aposentadoria das turnês devido a 'problemas de idade e memória'  




               

Último de uma linhagem de tradicionais vocalistas norte-americanos,  Johhny Mathis, o do “certo sorriso” (um de seus grandes sucessos) e quase atleta olímpico aos 21 anos, precisou escolher entre a música e o esporte.


Ficou inacreditáveis 490 semanas – nove anos e meio - no topo da lista de hits do Billboard, o que lhe valeu a inclusão no Livro Guiness de Recordes..  


A notoriedade cobrou seu preço ao cantor da voz  gostosa de se ouvir e considerado  um dos seres humanos mais gentis do meio artístico,segundo todos os que o conhecem.



Passou por ascensões e declínios, glórias e decadências. 

A roda gigante artística, com a respectiva  oscilação emocional,  veio na esteira de  pílulas para acordar e  para dormir, em moda na década de 60. 


Elas, que ajudaram a cumprir uma agenda de 101 noites seguidas de show, causaram dependência química severa. Levantou, sacudiu a poeira e  deu a volta por cima ajudado pelos ares amorosos, no Brasil.


Em 1982, numa entrevista para o US Magazine, assumiu sua homossexualidade - o que rendeu outro baque na carreira.

Agora, livre do odor de mofo do armário, voa, novamente, em velocidade de cruzeiro.

Os 68 anos de carreira  foram marcados pelo álbum  “A Night To Remember”, selo Columbia, com clássicos  como Where Is The Love;  The Closer I Get To Yo;  You make me feel brandnew, etc.



Decidiu, também,  alterar o ritmo: depois dos setenta anos não faria  mais   sessenta shows por ano. Os fãs não permitiram :  as agendas estão sempre lotadas.  


O atleta da voz de veludo


John Royce Mathis nasceu em 30 de setembro de 1935 em Gilmer, Texas e cresceu em San Francisco. Clem, o pai, era motorista de limousines e a mãe, Mildred, empregada doméstica. 


Ambos muito sensíveis, perceberam a habilidade musical que o 4º de seus sete filhos mostrava, desde a mais tenra idade.

Aos oito anos, ganhou  do pai um piano usado.

Clem Mathis tinha sido um ator de vaudeville no Texas e, além de ensinar  ao filho alguns sucessos de Lena Horne e Ella Fitzgerald, o incentivou a participar no coro da igreja que freqüentava e a participar de concursos de calouros.


Aos 13 anos, Connie Cox, cantora de ópera, ficou tão encantada com o timbre  do menino que se dispôs a dar aulas grátis de colocação de voz. 


Johnny estudou as técnicas clássicas por seis anos e credita ao aprendizado com  a mestra o tom suave com domínio das notas altas, que é sua marca registrada.

Na  George Washington High School,  ficou conhecido como misto de excelente cantor e  grande  atleta.  


Recebeu uma bolsa do San Francisco State College  para estudar Educação Física. 

Ali, em excepcional desempenho nas competições de  salto em altura, quebrou  recordes  históricos e foi classificado para participar das Olimpíadas de 1956 em Melbourne, Austrália. 



Mas, na mesma semana, apareceu a oportunidade de gravar um disco demo e ele não pensou duas vezes : optou pela música.

Continua ligado no esporte. 


Desde 1982, patrocina anualmente o evento “Johnny Mathis Track and Field Invitational” para várias categorias do Atletismo, no campus da sua antiga universidade.  


Co-patrocina,  também, um torneio de golfe : “The Shell / Johnny Mathis Golf Classic”, em Belfast, Irlanda do Norte, onde toda a renda vai para um programa de reabilitação para doentes de distrofia muscular.


Carreira artística com fibra de atleta 


Em 1955, cantando num bar gay chamado 440 Club, Mathis conheceu George Avakian,  executivo da Columbia em férias em San Francisco que, da platéia, admirou a potência   de sua voz.


Um ano depois, voltando à cidade, trouxe pronta  a minuta de  contrato para gravar um album : Johnny Mathis, a New Sound in Popular Song (1956)  que não foi lá essas coisas em termos de sucesso, pois era futurista demais para  a época - continha aroma de jazz.


A gravadora o enviou a Nova York, onde continuou a aperfeiçoar seu estilo muito pessoal. Como cantor de jazz trabalhou em clubes e  teatros, inclusive  no Apollo Theater.

Avakian, como empresário, seguiu uma outra rota, em busca de sucesso comercial - colocou Mitch Mille como produtor e arranjador. Bingo! Baladas românticas foram  a solução. 

 

"Wonderful, Wonderful";   "Chances Are"; "The Twelfth of Never"; "It's Not for Me to Say" e "Misty.” eram algumas das canções  do álbum, Johnny's Greatest Hits, que ficou 490 semanas nas paradas de sucesso.
Cento e uma noites consecutivas de shows, em turnês-relâmpago, derrubaram antigo o campeão de atletismo, que se tornou - durante algum tempo - adicto de soníferos e antidepressivos.


Em 1964, fundou sua própria empresa -  Rojon Productions. 

Gravou álbuns como  The Long and Winding Road (1970), cantando sucessos de outros artistas  e disco music.  Os duetos com Natalie Cole, Dione Warwick e  com Deniece Williams, especialmente "Too Much, Too Little, Too Late”  fizeram com que o público básico de de Mathis - maioria de brancos e adultos - fosse, aos poucos,  sendo acrescentado de jovens afro-americanos.


Sopro de ar puro.


Um crítico da People Magazine escreveu, brincando, que Johhny foi um  dos maiores responsáveis pelo baby boom das últimas décadas do século passado, com as canções açucaradas atraindo casais. 

E que os gays - que tinham sacado o lance muito antes - também se juntavam sob as bênçãos da música.

Em 1982, numa entrevista ao People Magazine, saiu do armário, contou sobre seu primeiro namorado  de juventude, aos 16 anos e declarou que “ser gay  foi uma coisa natural”, que cresceu junto  com ele.


Foi uma bomba entre os mais conservadores e recebeu duas ameaças sérias de morte. 

Johnny  passou a ser considerado um entrevistado “difícil”, quando se trata de vida pessoal, mas não é.

Apenas se limita a promover seus shows, eventos e novos trabalhos.


No Rio de Janeiro

Nos momentos  em que foi preciso um distanciamento, o cantor encontrou um porto seguro na Cidade Maravilhosa, onde aqueceu (com amor) o coração machucado. 

Começou a vir com freqüência cada vez maior e não se importava se o cachê era praticamente ínfimo.  


Com a mesma  dignidade, cantou na Casa Branca para Presidentes,  para a Família Real inglesa, shows na Broadway, no Olympia,  e - por que não dizer?- no Cassino Bangu e em churrascarias nesse e em outros subúrbios do Rio,entre fatias de picanha e costelinhas suínas. 


Todas as platéias igualmente inebriadas pelo carisma e voz dulcíssima.

.A partir daí, sempre inclui um medley de música brasileira em suas apresentações. 

Até hoje,

 

  130 albuns e mais de 350 milhões de cópias(do vinil ao mp3 e ao Spotify), o perpetuam  como o terceiro cantor americano que  mais vende, depois de Frank Sinatra e Elvis Presley.  


Em 2003, recebeu o prêmio especial da Academy of Recording Arts and Sciences pelo conjunto da obra e somente concedido a artistas que se destacam intensamente no campo da música popular.

Também  faz parte do Grammy Hall of Fame, um Grammy especial,para artistas que, em pelo menos 25 anos de carreira, tenham  oferecido históricas e qualitativas  contribuições ao mundo da arte.


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 Evie. 1971

https://www.youtube.com/watch?v=3mF12hxoET0


Misty. 

https://www.youtube.com/watch?v=SSUsNHi0Lho

 

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Dez verdades que você precisa saber sobre o mundo gay . por Rodrigo Sánchez #tbt

    Sou mãe de um filho homossexual que muito admiro e respeito.  Compartilho com você este excelente texto de Rodrigo Sánchez. ************...