domingo, 19 de fevereiro de 2017

O movimento de liberação feminina

7/9/1964  Dia de Queimar os sutiãs

 Enquanto amargávamos aqui os rigores e consequências do golpe de 1964 e o general-ditador comandava o desfile militar do Dia da Pátria, 400 mulheres ativistas apoiadas por por defensores dos direitos civis queimavam os produtos femininos simbólicos:panelas, cílios postiços, sutiãs e outros itens em uma lata de lixo  chamada"Liberdade" no calçadão de Atlantic City. 

O protesto aconteceu em plena eleição no concurso  "Miss América",  para escolher o protótipo americano de beleza feminina. que "reinaria" durante o ano seguinte.   
Uma grande bandeira com o dístico  "Libertação das Mulheres" dentro do salão do concurso, chamou  a atenção da mídia mundial  (e a atenção nacional) para o Movimento de Libertação das Mulheres. 
 

 Lindsy Van Gelder, repórter que cobria o protesto, fez uma analogia entre os manifestantes feministas e os manifestantes da Guerra do Vietnã que queimaram suas licenças de porte de arma.
 
Este episódio emblemático ficou ligado para sempre (meio erroneamente, pois as reivindicações eram mais amplas) ao movimento feminista. 

A expessão " libertação das mulheres' foi publicada pela primeira vez em  1949,no livro "O segund Sexo", de Simone de Beauvoir . 
Mas as raízes do movimento de libertação das mulheres  vêm de muito mais longe,desde que os homens dominavam : era a sociedade patriarcal.

 Em vários momentos da História, as mulheres reagiram para lutar pela sua dignidade: as feministas  no final dos séculos 18  e 19 e, no século 20,nas décadas de 20 e de 40.
 

Esforço de guerra
  
Para compor este texto, tenho visitado muitas fontes, que me sugeriram que grande parte da agitação da década de 60  foi originada pelas mudanças ocorridas durante o esforço de guerra  ,entre 1939 e 1945,quando as mulheres e os negros receberam maior oportunidade de trabalho e de independência. 

Terminada a guerra, houve a tentativa de recolocar a sociedade em sua antiga forma :  brancos no poder, homens negros no andar debaixo e as mulheres cuidando da casa e dos filhos. 
 As que tinham empregos fora de casa ganhavam salários menores do que os dos homens.


Houve mudança também na família urbana típica (marido,mulher e poucos filhos) e as famílias de classe média passaram a morar nas novas construções nos subúrbios das cidades, sem muros-mas cada família isolada em seu quintal.  

Os homens iam trabalhar e as mulheres faziam planos para as refeições e cuidava da casa com a ajuda de uma grande variedade de eletrodomésticos.
Houve uma explosão de tranquilizantes e barbitúricos e li até o relato de uma lobotomia (!!) para que as mulheres aceitassem seus papéis secundários e sem pespectiva na sociedade. 

*Betty Friedan e A Mística Feminina 

 Publicado em 1963,este livro best seller-resutado de anos de pesquisa da autora- tornou-se uma das mais importantes obras do século 20.
Nele,Betty Friedan defende a tese acima exposta, de que as mulheres foram "congeladas" nos papéis de mães e esposas zelosas e educadas para isso desde a infância. O livro causou uma segunda onda do feminismo.

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da Wikipedia

"Betty Naomi Goldstein, mais conhecida como Betty Friedan(1921-2006) foi uma importante ativista feminina estado-unidense do século xx . 
Foto de 1960

Participou também de movimentos marxistas e judaicos. 
Foi co-fundadora da Organização Ncional das Mulheres nos Estados Unidos, juntamente com Pauli Murray e Bernard Nathanson, e auxiliou também na criação do VARAL,organização de fomento aos direitos reprodutivos, inclusive o do aborto. 
Morreu no dia do 85º aniversário, em sua casa em  Washington   

De acordo com Emily Bazelton, porta-voz da família, a causa da morte foi falência cardíaca congestiva."
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No Brasil:

Uma excelente resenha,por Rainier Sousa, da equipe do site BRASIL ESCOLA,conta a evolução do movimento aqui em nossa terra.

 http://brasilescola.uol.com.br/historiab/feminismo.htm

O Feminismo Hoje 

http://vilamulher.uol.com.br/sexo/o-feminismo-de-hoje-9142.html 

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