quinta-feira, 22 de outubro de 2015

FLORENCE NIGHTINGALE



Enfermeira britânica 

Pioneira no tratamento a feridos de guerra
(Florença, Itália1820-Londres-1910)


  



Traduzi e adaptei o texto original de Tina Gianoulis

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Famosa como  patrona da enfermagem moderna, Florence Nightingale foi muitas vezes descrita como abnegada,benfeitora e tímida. 

 Na verdade, firme e inflexível reformadora que enfrentou  muitas das instituições mais poderosas de sua época, lutou  pelo direito de ter uma carreira e uma identidade individual na atmosfera sufocante da Inglaterra Vitoriana. 

Recusou-se a assumir as  funções limitadas de esposa, mãe e  "ornamento social" disponíveis para as mulheres de classe média da época.  

Ao contrário, desenhou um papel significativo para si mesma, e, durante este processo, pavimentou o caminho para a enfermagem profissional como uma escolha de carreira para  mulheres de todo o mundo.

 

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 Nasceu em 12 de maio de 1820 numa rica família inglesa 
rica e bem-relacionada que  vivia em Florença,Toscana  . Por isso, Florence recebeu o nome em inglês da cidade em que nasceu,

 Foi educada pelo pai, que lhe ensinou,em casa, grego, latim, história e matemática.   

Bem jovem,  percebeu de que sua vocação  era   cuidar dos doentes.  

A família ficou horrorizada com essa revelação porque a atividade era considerada uma ocupação para as mulheres de classe baixa . Florence Nightingale persistiu  e, em 1850 ,começou a estudar enfermagem no Egito, Alemanha e França.  

 

Em 1853, foi designada para um trabalho não remunerado, supervisionando um hospital de mulheres em Londres.

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O evento que mudaria para sempre  sua vida  foi a Guerra da Criméia, em que a Inglaterra,  aliada com a França e Turquia lutava contra a Rússia.  

 

Quando a guerra começou, em 1854, o Ministro da Guerra inglês  pediu que ela conseguisse um grupo de  38 mulheres para  cuidar das tropas, que estavam morrendo de doenças mais do que em combates.  

Uma abordagem rigorosa e eficiente do grupo chefiado por Nightingale  ajudou a reduzir a taxa de mortalidade por doenças como  cólera,  tifo e disenteria de quase 50% para 2%.  

 

Ela ficou irritada e frustrada pela indiferença e incompetência da burocracia do exército e chegou mesmo a se sentir   responsável por muitas mortes entre os combatentes

.Protetora de seus pacientes os observava,  pessoalmente, dia e noite.  

 

A  imagem dela, passando  por entre  intermináveis ​​filas de macas à noite, iluminando  o caminho com uma lâmpada, foi enviada  para Londres por correspondentes de guerra. 

Ao voltar para a Inglaterra, tinha se tornado famosa através dos muitos artigos escritos sobre ela no jornal  Times.  

 

Embora a sua própria saúde tinha sido  afetada por  dois anos extenuantes   na Criméia, ela usou sua fama para trabalhar pelas as causas em que acreditava :uma profunda reforma nos serviços médicos de guerra e programas de criação e treinamento para enfermeiros.  

Transformada em uma figura pública bem conhecida,  foi procurada por muitos líderes mundiais para aconselhamento a respeito de questões de saúde.  

 

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 Uma doença crônica nos últimos 50 anos de  vida e seu status como  inválida provocavam mais reverância das pessoas.Usou o medo que a doença inspirava para defender a causa da medicina preventiva e melhor tratamento médico para os pobres.
 

Embora muito do trabalho de Florence Nightingale tenha melhorado a vida de   mulheres , ela teve pouca afinidade com elas, preferindo a amizade de homens poderosos.

Talvez sentisse afinidade com o sexo masculino pois muitas vezes se referia a si mesma como  "um homem de ação" . 

No entanto, teve várias amizades importantes e apaixonadas com as mulheres. 

 Quando jovem, a  atração  que sentia por uma das tias e  uma prima era quase como  a  de um comprometimento amoroso.   

Mais tarde na vida, manteve uma correspondência prolongada com uma freira irlandesa, Irmã Mary Clare Moore, com quem tinha trabalhado na Criméia.

 

 E a  mais amada confidente era Mary Clarke, uma inglesa que  conheceu em 1837 e com quem  manteve contato durante toda a sua vida. 

Apesar destas ligações emocionais profundas com mulheres,grande parte dos biógrafos  acredita que ela permaneceu celibatária , talvez porque sentia uma vocação quase religiosa pela carreira, ou  porque  viveu num tempo de tremenda repressão sexual.  

Seus relacionamentos podem ser descritos como "amizades românticas." 

Morreu 15 de agosto de 1910, na Inglaterra.


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