terça-feira, 29 de setembro de 2015

Brigitte Bardot 81 anos

 


A história de uma primeira vez.

Brigitte Bardot (1934), a artista francesa mais popular de todos os tempos, foi tema de vários ensaios e artigos de filósofos como Jean Cocteau, Simone de Beauvoir e Margarite Duras que a consideravam um fenômeno sociológico.
Até Picasso desejou retrata-la.
 
Convidada pelo General De Gaulle posou como modelo para “Marianne” e tornou-se símbolo da República Francesa.
Em 1973, no auge do sucesso, abandonou a carreira e dedicou-se à causa dos animais. Criou a Fundação Brigitte Bardot, filiou-se ao Partido Verde e passou a ter intensa participação em assuntos relevantes para o bem estar do planeta.
 
Em 1992, surpreendeu a opinião pública mundial ao casar-se com Bernard D’Ormale, conselheiro do politico de extrema direita Jean Marie Le Pen.

Seu livro “Um grito no silêncio”(Un cris dans le silence, Éditions Rocher) mostra que a militância de direita mudou o estilo da atriz.
Homofóbica, chama os homossexuais de “fenômenos de feira”.
Intolerante, considera inútil o pacto civil entre pessoas do mesmo sexo. Retrógrada, esbraveja contra a adoção de crianças por casais gays.

Sobre Nicolas,o filho que teve com Jacques Charrier,a opinião é terrível: “foi um cancer extirpado de mim”
Politicamente incorretíssima, clama contra a islamização da França, conseguindo atrair a ira de várias entidades - entre elas o Movimento contra o Racismo (MRAP) e a Liga dos Direitos Humanos (LHD), que processam Bardot.
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Está morta a Brigitte Bardot leve, despojada e irreverente da sua autobiografia “Initiales BB” (Ed.Grasset).
Odille é a viúva do playboy Porfírio Rubirosa morto em acidente automoblístico em Paris .
 
‘Rubirosa’ é o nome dado pelos franceses ao moedor de pimenta ou de sal,em homenagem ao..como dizer? ao tamanho do membro do moço.
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Trecho de Initiales BB
“Odile estava passando pelas fomes amorosas da adolescência. Havia em seu quarto um eterno vai e vem de belos rapazes e de moças também...Fotógrafos e repórteres do Paris Match se hospedavam ali, perto da redação e prontos a acolher a aventura que se passava....Era muito engraçado, uma calcinha esquecida ou uma cueca abandonada circulavam às vezes de quarto em quarto, para que não servissem de evidência no caso de alguma eventual crise de ciúme..
Odile era muito bela, muito impudica, muito natural, muito selvagem.
Ela me ensinou a dançar o cha cha cha, tinha 16 anos e eu, 19. Eu a achava maravilhosa porque encarnava tudo que minha educação me impedia de ser verdadeiramente. Eu maldizia meus 3 anos a mais e me achava velha. Ela me achava bela e de tanto ensaiar mais ou menos vestidas, ao som dos ares afro-cubanos, acabamos dançando um cha- cha- cha diferente na cama.
Foi minha primeira e última experiência deste gênero”
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